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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Os verdadeiros vândalos e baderneiros deste país querem criminalizar os movimentos sociais na marra





Intensificou-se no Brasil uma força-tarefa com a cruel e leviana finalidade de impor aos movimentos sociais uma máscara com o proposito de criminaliza-los. No Rio de Janeiro A Polícia Civil realizou uma operação que prendeu e apreendeu os administradores da página dos Black Blocs (nome dado a uma estratégia de manifestação e protesto anarquista, na qual grupos de afinidade mascarados e vestidos de negro se reúnem com objetivo de protestar em manifestações antiglobalização e/ou anticapitalistas, conferências de representacionistas entre outras ocasiões, utilizando a propaganda pela ação para questionar o sistema vigente). Em vez de perseguir jovens idealistas, que tal irem atrás do maior baderneiro e vândalo do Rio de Janeiro, o desgovernador Sergio Cabral?  

Como bem diz o Professor de História, Leopoldo Volanin, os movimentos sociais no Brasil sempre foram alvos da chamada“grande mídia brasileira”. Os meios de comunicação de massa, sob o domínio das classes dominantes, transmitem com sua força de opressão ideológica à sociedade, que as organizações sociais são movimentos que desagregam o sistema social, político e econômico do país.

Os verdadeiros vândalos e baderneiros que devem ser perseguidos, presos e extirpados são os criminosos que operam o Estado que diariamente cometem atos de uma desumanidade sem precedentes. Está coberto de razão o pensador  Robson Breno quando afirma em artigo no portal “Mídia Independente” que o discurso do vandalismo, nas manifestações no Brasil, faz a hora entre os meios de comunicação de massa, notadamente porque fere tal pacto e, nessa perspectiva, é preciso tomar para inimigo aquilo mesmo que ameace essa conexão, e para tanto tais meios assumem o caráter do policiamento, os delatores que salvam a moral burguesa do escândalo e o direito incontestável do êxito da circulação comercial. É necessário ao monopólio da informação, por parte das grandes empresas, o recorte preciso do real de acordo com a sua forma, e a sua forma não seria outra senão a da produção econômica.     

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