ABAS

domingo, 1 de setembro de 2013

O que vemos é uma elite que não desrespeita somente a natureza ao dar suas bençãos à construção de viadutos e outras obras que irão destruir muito mais do que 0,18 hectare do Parque do Cocó, são pessoas que não tem apreço nenhum nem por seres humanos...Reflexão do bravo e aguerrido camarada Gustavo Mineiro, um dos ativistas que ocupa o Parque do Cocó



Imagem extraída do Facebook de Gustavo Mineiro


A Elite de Fortaleza Sua Má Educação e o #OcupeCocó.


Eles estudaram nos melhores colégios do Ceará, frequentam as melhores universidades públicas e privadas, são profissionais gabaritados e gozam de pleno respeito dentro das suas profissões, alguns são proprietários de empresas, outros são funcionários públicos de altíssimos cargos, com sua carreiras exemplares sem se quer uma advertência, poderiam ser considerados os guardiões da moral e dos bons costumes se não fosse o fato de passarem em seus carros de 50, 100, 200 mil reais em frente o #OcupeCocó e gritarem aos quatro ventos frases como “Vão trabalhar seus vagabundos”, “Queremos viadutos seus filhos da puta”, “Seus baitolas maconheiros” e muitas outras que não cabem aqui.

Ora, do que adianta tanto estudo? Para que serve tanto dinheiro? E a camuflagem do profissional de sucesso e respeitoso porque cai assim tão vorazmente diante de pessoas que não lhes agridem em nada?

O que vemos é uma elite que não desrespeita somente a natureza ao dar suas bençãos à construção de viadutos e outras obras que irão destruir muito mais do que 0,18 hectare do Parque do Cocó, são pessoas que não tem apreço nenhum nem por seres humanos, para elas o que importa mais são seus carros, seus bens, o dinheiro que consomem e consome sua paz de espírito ao mesmo tempo. Esse é o perfil claro daqueles que espancam a doméstica no ponto de ônibus porque acham que ela é uma prostitua (ainda que fosse, não justifica violência alguma), que ao verem um mendigo no chão ateiam fogo e ao descobrir que se tratava de um índio dizem que se soubessem não teriam feito, que ao andar pela rua pegam um lampada fluorescente e quebram na cabeça de um rapaz por acharem que se trata de um homossexual.

Sabe o que mais nos espanta? É que esse comportamento virulento e violento, sem sentido e sem razão acomete a todas as idades são idosos, jovens, rapazes, moças, pais com seus filhos no carro… todos aparentemente dentro do padrão titulado como “homem de bem”, sobre tudo isso nos resta apenas mais uma pergunta: Estes homens e mulheres zelam pelo bem de quem?

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo Alexandre, você tem razão, parabéns pelo seu grito de guerra. Que Deus abençoe e fortaleça a todos do ocupe o coco, que as autoridades seja tocadas e sensibilizadas com esta causa do meio ambiente. Lembrem da Campanha da Fraternidade de 2011 que já está esquecida.