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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Grupo de Cid fecha acordo com Eduardo Campos e deixa o PSB


O presidente nacional do partido se comprometeu a não perseguir os "infiéis". Assim, abriu caminhos para que cidistas troquem de legenda. O governador garante que sairá junto com seu grupo. Caminho mais provável é o Pros...

O grupo do governador Cid Gomes conseguiu em Brasília a garantia de que precisava para sair do PSB e, assim, ficar livre para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Ontem, o presidente nacional do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou que não reivindicará na Justiça o mandato dos “infiéis” que debandarem. O anúncio da saída de Cid e de até 250 filiados é aguardado para hoje à noite. Uma diretoria provisória para o que restar do PSB cearense pode ser nomeada pela cúpula nacional amanhã.

A promessa de não retaliação foi feita por Campos ao prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e ao presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque. Os dois foram recebidos ontem pelo pernambucano reservadamente, antes do início da reunião da executiva nacional do PSB. Logo depois, RC e Zezinho pegaram avião de volta, enquanto Campos anunciava à cúpula da sigla resultado da conversa com os cearenses.

“Nós vamos fazer um desenlace, se assim entenderem os companheiros do Ceará, com muita boa vontade. Não há nenhum ânimo de ir à Justiça da parte da direção do partido”, garantiu Campos, em entrevista. Ao O POVO, o secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que o partido já trabalha com a certeza de saída dos cidistas. “Foi essa a notícia que chegou à executiva. Desejamos boa sorte”, afirmou.

Na mesma reunião em que deu o aval à saída dos cearenses, o PSB nacional destituiu o presidente do PSB do Rio de Janeiro, Alexandre Cardoso, que, como Cid, defende a reeleição de Dilma Rousseff.

Para onde ir?
O temor de alguns parlamentares de que a direção nacional do PSB recue da promessa de não retaliação em 2014 e o risco de o próprio Ministério Público questionar a infidelidade partidária faz com que a migração para o recém-criado Pros seja a tese mais defendida nos bastidores. Pelo entendimento da Justiça, quem mudar para novo partido não corre risco de perder o mandato. “É uma questão de sobrevivência”, disse uma fonte do PSB.

A discussão sobre o rumo do grupo pode se estender até a próxima terça-feira. O POVO apurou que a assessoria jurídica do PSB foi acionada para estudar as consequências da possível ida dos cidista para sigla já existente, da base de apoio da presidente Dilma, e cujo comando ofereça segurança para os novos filiados.
O POVO

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