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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dilma na ONU: enquanto critica espionagem ianque, negocia entrega do país aos trustes econômicos norte-americanos!



Jogo de Cena. Assim pode ser analisado o discurso da presidente Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU que ocorreu nesta terça-feira, 24 de setembro. Sua fala dedicou-se à denúncia da espionagem promovida pela Casa Branca via suas agências de inteligência CIA/NSA. No máximo, propôs que a ONU fiscalizasse o monitoramento de informações pelos EUA, ou seja, nada de concreto. Abordou a espionagem que atingiu a comunicação oficial da presidente e também a Petrobras, entretanto não propôs romper relações comerciais ou mesmo suspender leilões petrolíferos de áreas espionadas, como o do Campo de Libra marcado para 21 de outubro. Tão logo saiu da sede da ONU Dilma e seu staff foram encontrar-se com representantes do governo Obama e empresários ianques para “fechar negócios”... ou melhor, negociatas. Nesta quarta-feira Dilma dedicará sua agenda para “assegurar a investidores norte-americanos que o comércio bilateral não será afetado pelo mal-estar entre os dois países”. A gerentona petista discursará em um seminário sobre oportunidades de investimentos no Brasil, promovido pelo banco norte-americano Goldman Sachs (que representa os especuladores piratas ianques que saqueiam a economia nacional) e falará sobre oportunidades de negócios na área de infraestrutura às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas... ou seja, a semicolônia continua de braços abertos para a rapina do “Tio Sam”. Ao mesmo tempo em que joga para a mídia (de olho nas eleições de 2014), criticando o “ataque a soberania brasileira”, Dilma deixou claro que a relação amistosa com o imperialismo ianque não deve ser afetada substancialmente, mesmo sabendo que é Marina Silva a mais nova aposta da Casa Branca para o Brasil, patrocinada pelos “verdes” dólares da oligarquia financeira.
DO BLOG DA LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

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