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domingo, 29 de setembro de 2013

Criação de certos partidos conspira contra a democracia


Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (29):
A forma como são criados certos partidos no Brasil conspira contra a democracia e é um acinte aos eleitores. Ou são projetos pessoais, ou arranjos fisiologistas. Basta tomar o exemplo de um deles – o Solidariedade – resultado das articulações de Paulo Pereira, da Força Sindical (que se diz “inimigo” de Dilma), o outro é o Pros.
Explicando a um repórter o porquê do nome da sigla, Paulinho justificou: “Nós tínhamos que criar um partido que tivesse um “T”, por causa da minha origem [trabalhismo] e da origem das pessoas que estavam trabalhando, ou um “S”- de social, socialista”. Ou, seja, mais um “faz-de-conta” que significaria – segundo alguns – um retrocesso em relação à cultura de autonomia política da classe trabalhadora, que foi a grande novidade trazida à política brasileira pela criação do PT, nos anos 80.
Até então, os trabalhadores não tinham partido de massas próprio e seus candidatos concorriam nas agremiações do patronato. Paulinho revelou também porque colocou na presidência Marcílio Dutra: “ele é o recordista mundial de criação de partido, já criou sete, com esse”. Tais são os critérios de quem se apresenta como alternativa ao PT no meio sindical.
Cabe na cabeça de alguém que o PSDB e o DEM – aos quais vai apoiar – terão mais interesse em defender os trabalhadores do que o PT?
Publicado também no Blog do Eliomar

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