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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ao tempo em que os Ferreira Gomes saem do PSB, de volta, Romário passa a comandar o partido no Rio

O deputado Romário, durante cerimônia de refiliação ao PSB, ao lado do presidente do partido, Eduardo Campos - Pedro Ladeira/Folhapress



Uma das principais estrelas do "feirão" de deputados para as eleições de 2014, o ex-atacante da seleção brasileira de futebol Romário (RJ) anunciou nesta quinta-feira (26) que está de volta aos quadros do PSB.
O retorno foi motivado com a promessa de que vai disputar a Prefeitura do Rio em 2016 e também com a entrega do comando do diretório do partido no Rio em suas mãos.
Ao assinar a nova filiação, Romário informou que uma de suas primeiras ações será o PSB deixar o governo Sérgio Cabral e entregará os cargos nos próximos dias.
Romário, que cumpre seu primeiro mandato, tinha saído do PSB no mês passado. Nos últimos dias, ele havia sido anunciado recentemente como "reforço" do PR de Anthony Garotinho, e também foi apontado por dirigentes do recém-criado Pros como "99,9%" da legenda.

"É um momento especial como político poder fazer parte do novo PSB, do diferente no Rio de Janeiro", disse. "Eu acredito que a partir de hoje terei um pouco mais de trabalho do que antes, mas a a política é uma coisa que me envolveu, me apaixonei e terei muito prazer, muita honra que o PSB do Rio de Janeiro tenha nova cara nova roupagem", completou.
Ele defendeu que o PSB tenha mais independência no Estado. "Um pedido que eu farei [para comissão local] é que a gente desembarque do governo Cabral para ter independência e a gente entregue todos os cargos se existe para o governador ", disse.
O ex-jogador afirmou que poderá disputar no ano que vem uma reeleição à Câmara ou uma vaga ao Senado, mas que o futuro será definido pelas pesquisas.
Entre os motivos para Romário deixar o PSB estavam o desentendimento com o ex-presidente da legenda no Estado, Alexandre Cardoso, prefeito de Duque de Caxias e ainda um relacionamento conturbado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que controla o PSB.
Hoje, Campos esteve em Brasília para participar das negociações para a volta de Romário e acompanhou a assinatura da ficha de filiação e de entrevista coletiva.
O deputado evitou falar do mal-estar, mas disse que se tivessem tido uma aproximação não teria deixado o partido. "Hoje aqui não é dia de a gente ficar falando das coisas que passaram, dos motivos que fizeram com que eu saísse".
O político achava que o partido não dava espaço para suas causas. Em dezembro, ele obteve mais de 180 assinaturas de parlamentares para abrir a CPI que investiga os gastos da CBF.
O deputado foi uma das surpresas na pesquisa Datafolha sobre a próxima eleição a governador. Ele obteve 8% das intenções de voto, o mesmo índice de Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato apoiado pelo governador Sergio Cabral.
Em 2010, Romário foi o sexto candidato a federal mais votado no Rio, com mais de 146 mil votos.
FOLHA.COM

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