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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ao transitar pelos salões do Congresso Nacional Falcão afirmou que cumprimentou muito mais corrupto do que gente honesta; Fagner soltou o verbo sobre o líder do governo

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Falcão, Fagner e Nando Cordel em sessão da CCJ do Senado que aprovou a 'PEC da Música'

O folclórico cantor Falcão apareceu no Congresso  para fazer lobby pela aprovação da PEC dos Músicos.
Com trajes e adereços tão discretos quanto uma árvore de natal, incluindo o tradicional megagirassol pregado ao paletó, Falcão vem desfilando sem constrangimento pelos salões do Senado.
Quando perguntado sobre a índole dos que apertaram sua mão nas últimas 24 horas, Falcão não alivia:
- Cumprimentei muito mais corrupto do que gente honesta por aqui, mas sem constrangimento. Aliás, quem tem de se constranger são eles. Eu sou um sujeito honesto e probo, que pago meus impostos, ao contrário da maioria desse pessoal.
Se todo dia houvesse um artista no Plenário do Senado ou da Câmara, as excelências iriam ouvir mais do que em manifestação de black block.
Depois de Falcão dizer que encontrou mais corruptos do que gente honesta no Congresso (Leia mais em: Dia do falcão), hoje Raimundo Fagner desceu a borduna sobre o líder do governo, Eduardo Braga, e Vanessa Graziottin.
Fagner acompanhou a apreciação da PEC da Música, cuja votação foi adiada para semana que vem, e não engoliu o fato de Braga e Vanessa trabalharem para derrubar a proposta, que vai de encontro aos interesses da Zona Franca de Manaus, no Amazonas, estado que elegeu a dupla.
Argumentou o inconformado Fagner:
- Eduardo Braga jogou sujo, usa sua posição de destaque, como líder, em nome dos interesses de um estado. Defender o próprio estado está certo, é perfeito. Mas por que só Manaus deve ter subsídios? Então, ele deve ter gostado da falência da maior fábrica de discos do Nordeste, que não tinha subsídios algum. A Zona Franca não é mais importante do que a música.
O arsenal de Fagner alcançou Vanessa Graziottin, claro:
- Essa aí chegou a me procurar, disse que ia fazer uma pesquisa de não sei o quê. Mas não há diálogo quando você vê a pessoa usando certos expedientes, atuando contra a música e a favor dos interesses de uma minoria.

Por Lauro Jardim

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