ABAS

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ONG usa imagem de Tiririca para promover reforma eleitoral

Avaaz pretende usar imagem de Tiririca para apoiar a proposta das "eleições limpas"...



O braço brasileiro da organização Avaaz, ONG que faz campanhas políticas através de petições on-line, resolveu usar a imagem do deputado federal Tiririca para promover a partir desta quinta-feira (22) a proposta apelidada de "eleições limpas", que pretende mudar o sistema eleitoral.
Os quase 5 milhões de membros da Avaaz no Brasil serão estimulados a assinar o texto, que prevê eleições parlamentares em dois turnos e nova fórmula de financiamento das campanhas. Depois, eles poderão compartilhar nas redes sociais a imagem de Tiririca, acompanhada da frase "melhor que tá fica". O slogan é uma paródia da campanha do deputado, "Vote Tiririca, pior que tá não fica". O congressista não foi consultado sobre o uso de sua imagem.
São necessários 1,6 milhão de apoios para que a iniciativa vá ao Congresso Nacional na forma de projeto de lei. O nome completo e data de nascimento dos signatários serão cruzados e validadas com o banco de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que as assinaturas colhidas sejam legalmente válidas. É a primeira vez que a Avaaz faz esse cruzamento de dados e que assinaturas eletrônicas estão valendo juridicamente para um projeto de iniciativa popular.
De acordo com a ONG, a petição da Avaaz dobrou em menos de 24 horas o número de assinaturas digitais até então coletadas em favor da proposta.
ELEIÇÕES LIMPAS
Editoria de Arte/Folhapress
A proposta das "eleições limpas" é liderada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), idealizador da Ficha Limpa, outro projeto apoiado pela Avaaz.
De acordo com o texto, as eleições de parlamentares serão realizadas em dois turnos. Primeiro, serão escolhidos os partidos. Depois, definido o número de vagas para cada legenda, o eleitor escolheria o candidato. O objetivo é evitar a "fulanização" da política e reduzir a quantidade de concorrentes, o que reduzirá os custos.
O projeto prevê um sistema misto de financiamento. As doações serão limitadas a R$ 700 e só poderão ser feitas por pessoas físicas. Todas as receitas e gastos de campanha serão feitos por meio eletrônico ou cheque nominal.
O fundo de campanha poderá receber aportes da União e caberá à Justiça Eleitoral definir os custos da campanha. As doações seriam feitas pelo site da Justiça Eleitoral e divulgadas em tempo real.

FOLHA.COM

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