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domingo, 25 de agosto de 2013

Batizados no Cocó, Por Valdemar Menezes


Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (25):
Nada mais gratificante do que ser testemunha, neste momento, da batalha travada por alguns cidadãos de Fortaleza na defesa do direito de decidir sobre a vida da Cidade, frente à insistência de um poder político que se mantém aferrado a referenciais obsoletos de autoridade, recusando-se a enxergar a chegada de um novo tempo.
Neste, há a necessidade de governante legitimar cada ato seu perante uma cidadania consciente do próprio poder soberano. E é confortante ver a juventude novamente ser tomada por uma causa que a transcende – como não se via desde a geração de 1968 -, recusando-se a afundar no pântano do conformismo e da alienação, como era esperado pelos mantenedores do status quo.
O “batismo” recebido nas águas do Cocó cria nesta nova geração uma marca indelével que lhe dá identidade e que será resgatada no futuro como parte da memória histórica da Cidade, ao mesmo tempo em que comporá o sentido de suas jovens vidas, enchendo-a de orgulho por ter vivido “estes dias”.

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