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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Eduardo Campos nega irritação com pressão petistas


"Vocês já me viram irritado? Nem me lembro a última vez que me irritei..." Essa foi a resposta do governador Eduardo Campos (PSB) ao ser indagado, hoje (31), por jornalistas, sobre a insatisfação crescente dele em relação às pressões do PT para tirá-lo da disputa presidencial, a ponto de levá-lo a fazer aliança com a oposição no segundo turno. Mas é fato que as articulações petistas para minguar seu palanque ainda não fizeram o efeito esperado. Desde que as pressões aumentaram, ele já disse que "mantinha o pé no canto (do acelerador)" e sacou a frase "quem viver, verá". 

Para alguns Eduardistas, as articulações do PT começaram a passar do ponto, a partir do momento que governadores e prefeitos do PSB foram estimulados a falar, publicamente, que não apoiam seu projeto político. Já outro cacique do PSB diz o contrário. Frisa não haver constrangimento, porque todos os socialistas estão fazendo tudo "combinado" com Eduardo.

Até mesmo o ex-ministro Ciro Gomes e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, estavam defendendo publicamente a reeleição de Dilma Rousseff para, mais à frente, assumir o projeto do partido. 

O fato é que o clima está esquentando tanto, para os dois lados, que petistas e socialistas já começam a vislumbrar um segundo turno onde Eduardo não estaria mais ao lado da aliança petista. Ou seja, se ele passar para a etapa seguinte da eleição, seria apoiado pelo senador Aécio Neves. Se o tucano, por sua vez, conseguir, receberia a adesão de Eduardo Campos.  

O governador esteve nesta sexta-feira (31) no Hospital do Câncer, onde anunciou a expansão física da unidade e ampliação do horário de atendimento. No local, Eduardo foi bastante festejado, inclusive sendo supreendido por pacientes que cantaram músicas para ele. 


DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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