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quinta-feira, 30 de maio de 2013

DEPOIS DE SER FUSTIGADO, PSB ABRE FOGO CONTRA O PT

Ao tomar conhecimento que reunião da cúpula petista para tratar dos problemas da articulação política do governo descambou para afirmações de que o PSB não é um partido programático, por causa de alianças com o PSDB, o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, rebateu; em nota, ele questiona a aliança entre o Partido dos Trabalhadores e o PSDB nas eleições municipais de 2012, entre outros acordos; “Afinal, qual é mesmo o partido não-programático?”, questiona


BRASIL 247
O PT resolveu “cutucar” o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cotado para se candidatar a presidente na eleição. Integrantes do PT tiveram um encontro, nesta terça-feira (28), para discutir a articulação política do partido e a conversa teria esquentado devido aos recentes estremecimentos na relação entre as duas legendas. Para Rui Falcão (presidente nacional da sigla) e o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, “o PMDB é estratégico à coalizão e não se pode dizer que o PSB seja um partido programático, pois faz alianças ecumênicas Brasil afora. Em São Paulo, por exemplo, é parceiro do PSDB”.  A resposta do PSB foi dura e incisiva e coloca o PT contra a parede ao questionar a aliança entre o Partido dos Trabalhadores e o PSDB nas eleições 2010, bem como os apoios do Clã Sarney, no Maranhão, de Fernando Collor e Renan Calheiros, em Alagoas, além dos fornecidos por Paulo Maluf e Waldemar da Costa Neto em São Paulo. “Afinal, qual é mesmo o partido não-programático?”, disse o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, através de nota emitida pela legenda.
Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, a reunião entre a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Rui Falcão e Mercadante foi montada para tratar das articulações políticas do governo. No momento em que a conversa chegou ao PMDB, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, teria dito que a relação com a legenda não é “programática” e que o PT não poderia repetir o mesmo tipo de erros que já teriam custado caro ao PT no passado na relação política com a sigla peemedebista. Teria sido neste momento, segundo a Folha de São Paulo, que a ministra teria dito que o PSB seria uma opção mais segura, o que acabou resultando nas afirmações de Falcão e Mercadante.
Ao tomar conhecimento do teor da reunião da cúpula petista, o PSB não deixou barato. Procurado pelo PE247, o vice-presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, emitiu uma nota onde questiona o ecumenismo do PT e as relações utilizadas pela legenda para garantir o apoio político. Segundo Amaral, o PSDB e o PT estiveram juntos nas eleições últimas eleições municipais e o Partido dos Trabalhadores conta com o apoio do clã Sarney, no Maranhão, de Fernando Collor e Renan Calheiros, em Alagoas, além de caminhar junto com Paulo Maluf e Waldemar da Costa Neto, em São Paulo. “Afinal, qual é mesmo o partido não-programático”, finaliza o texto de forma irônica.
 Confira na íntegra a nota emitida pelo PSB:
 "Nas eleições de 2012, segundo dados do TSE (verificáveis na internet), o PT esteve coligado em 300 municípios com o PSDB, sendo 163 candidatos do PT apoiados pelos tucanos e 137 candidatos do PSDB apoiado pelo PT .  Na emblemática São Paulo, o PT de Rui e Aloísio esteve e está coligado com Maluf e Waldemar da Costa Neto. No Maranhão é força auxiliar do sarneysmo. Em Alagoas é a bengala de Renan e Collor. 
Afinal, qual é mesmo o partido não-programático?"
 *Colaborou Leonardo Lucena_PE247

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