ABAS

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ao encontrar Lula, candidatos admitem temor com mensalão

Petistas e aliados estão preocupados com efeitos na campanha...


Tatiana Farah, Maria Lima e Amanda Almeida, O Globo

Na sessão de fotos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 118 candidatos petistas e de partidos aliados a prefeito, o PT se preocupou em prepará-los para os possíveis efeitos do julgamento do mensalão na campanha eleitoral.

O presidente do partido, deputado Rui Falcão, pediu solidariedade com os réus. No entanto, a maioria dos candidatos se mostrou incomodada com perguntas sobre o julgamento, que começa quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu que o debate priorize questões municipais.

Ex-ministro de Desenvolvimento Social, Patrus Ananias foi um dos que pediu tranquilidade. Disse esperar que os adversários não façam uso eleitoral do mensalão. Marqueteiro de Patrus, João Santana decidiu deixar de lado a “onda vermelha” e levar para as ruas uma campanha menos vinculada ao PT, para minimizar os efeitos do julgamento.

Uma das estratégias de Santana é dar mais suavidade ao vermelho e adotar uma tonalidade de rosa. Em eventos, Patrus e seus apoiadores do alto escalão do PT mineiro, como o ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, não têm usado as tradicionais camisas vermelhas. No último fim de semana, usaram camisas azuis.

No evento desta segunda-feira em São Paulo, Falcão repetiu o discurso adotado em vídeos divulgados no site do PT. Reforçou a tese de que o dinheiro do mensalão era fruto de caixa dois.

Lula não discursou, só posou para as fotos e conversou rapidamente com alguns candidatos. Com bursite e ainda sob os efeitos do tratamento contra o câncer na garganta, o ex-presidente estava incomodado com uma dor no braço e o inchaço do pescoço, consequência de uma inflamação persistente na garganta.

Blog do Noblat

Humor político

A Charge do Amarildo













segunda-feira, 30 de julho de 2012

Padre da PB lança cartilha e afirma que “vender voto leva pro inferno”


O padre da Paraíba Djacy Brasileiro lançou nesta semana uma cartilha para orientar a população sobre a votação no dia 7 de outubro. Entre os alertas feitos pelo sacerdote, a afirmação que “vender voto leva para cadeia e o inferno”.
Conhecido por sua luta em defesa do sertanejo e pela transposição do São Francisco, Djacy orienta os sertanejos a não votarem “cegamente” por “paixão, glamour ou beleza” das campanhas. Ele afirma que “políticos corruptos, oportunistas, mentirosos, hipócritas” tentam usar a seca para conquistar o voto ludibriando a população.
“Assim como urubus gostam de carniças, políticos descompromissados, oportunistas, que só pensam no poder e suas mordomias, gostam de tirar proveito do sofrimento do povo”, disse o padre.
Veja Cartilha do padre Djacy Brasileiro.
A HORA E A VEZ DO(A) ELEITOR(A) SERTANEJO(A)
SERTANEJO (A), Consciente de seus direitos básicos (saúde, educação, moradia, água, segurança etc.,) vote somente em candidatos que tenham compromisso com sua cidade, sua comunidade rural, que visem o bem comum, o interesse do povo. Para isso, conheça a sua história de vida, suas atitudes éticas, cristãs. Reflita: por que fulano A ou B quer ser prefeito, ou vereador? Quais suas intenções?Quais suas propostas de governo? Candidato A ou B é digno do meu voto? POR QUE EU DEVO VOTAR NELE (A)?
SERTANEJO (A), não vote aleatoriamente, cegamente. Use sua inteligência, seu raciocínio. Pense antes de se comprometer com qualquer candidato. Não vote movido pela paixão, pelos brilhos festivos das campanhas, pelas as aparências físicas, pelo tradicionalismo familiar. O futuro de sua cidade, de seu sítio, está em suas mãos. Por isso, vote com muita responsabilidade. VALORIZE SEU VOTO, QUE É SUA ARMA CIDADÃ.
SERTANEJO (A), não vote em políticos corruptos, oportunistas, mentirosos, hipócritas, que usam o poder político como caminho fácil para beneficiar a si próprio (enriquecimento ilícito), a seus familiares (emprego, mordomias, vida boa…) e a seus correligionários (emprego, privilégios, dinheiro). POLÍTICO CORRUPTO É SINÔNIMO DE DESGRAÇA NA VIDA DO POVO.
SERTANEJO (A). Estamos em plena seca. Muitos candidatos poderão querer tirar proveito dessa triste situação. Trata-se do famoso “pão e circo” ou a famosa indústria da seca. Para muitos politiqueiros, fome, sede e miséria rendem votos. Abra seus olhos, fique atento para esse tipo de coisa. Cuidado com os espertos. DIGA UM NÃO À INDÚSTRIA DA SECA!
SERTANEJO (A), não comercialize seu voto, que é sua arma. Vender ou trocar voto por quaisquer coisas (feira, material de construção, passagens, óculos, ataúde, remédio, roupa, presente, areia etc.) é um grave atentado a sua dignidade, a sua cidadania, além de ser crime eleitoral. Sertanejo sério, honesto, responsável não vende ou troca seu voto. Cuidado para não cair nessa tentação diabólica. Vender voto é coisa do diabo, não deve ter perdão. Vender ou trocar voto, além de ser crime, é pecado. VENDER VOTO LEVA PARA A CADEIA E O “INFERNO”.
SERTANEJO (A), candidatos que compram votos na calada da noite, ou em pleno dia, não têm compromisso com a população. Políticos compradores de votos têm como único objetivo o poder pelo o poder, para dele desfrutar das muitas mordomias. Se por acaso, algum candidato quer negociar o seu voto, grave a conversa, tire fotos, depois denuncie à Justiça eleitoral. DENUNCIE A COMPRA OU TROCA DE VOTO.
SERTANEJO (A), não se deixe ser tratado como boiada, massa de manobra. Diga um Não ao voto de cabresto. Você não é animal. Diga um NÃO ao coronelismo. Ninguém manda no seu voto. Você é livre, por isso, vote sem medo no seu candidato ideal. Nem prefeito, vereador nem cabo eleitoral, seja quem for, é dono do seu voto. Quem manda no voto é o próprio eleitor. Seja livre para votar em quem quiser. O VOTO É SECRETO E DADO LIVREMENTE.
SERTANEJO (A), assim como urubus gostam de carniças, políticos descompromissados, oportunistas, que só pensam no poder e suas mordomias, gostam de tirar proveito do sofrimento do povo. CUIDADO COM OS POLÍTICOS RELÂMPAGOS, QUE SÓ APARECEM NA COMUNIDADE EM TEMPO DE ELEIÇÃO.
SERTANEJO (A), faça o seguinte questionamento: por que muitos políticos visitam minha comunidade só em tempo de campanha eleitoral? Quando na minha comunidade faltavam médicos, dentistas, água, escolas, segurança, saneamento básico etc., onde estavam esses ditos políticos? ELES AGORA ESTÃO APARECENDO COM SUAS PROMESSAS DE MIL MARAVILHAS. POR QUÊ?
SERTANEJO (A), se na sua cidade ou comunidade, a Saúde não funciona com convém, Educação de qualidade não existe, a violência assombra, a corrupção é escancarada, o esgoto corre a céu aberto, o povo não tem qualidade de vida, a fome, a sede e a miséria reinam etc. de quem é a culpa, do gestor, ou sua, que não soube escolher? PENSE ANTES DE ESCOLHER SEU CANDIDATO.
SERTANEJO (A), dê um basta à dependência, à humilhação. Troque os verbos PEDIR E HUMILHAR, pelo os verbos EXIGIR, COBRAR, REIVINDICAR, LUTAR. O prefeito nada faz por caridade ou favor, porque é bonzinho, mas por estrita obrigação. Você é cidadão (â), portador (a) de plenos direitos. EXERÇA SUA CIDADANIA, LUTANDO PELOS SEUS DIREITOS.
SERTANEJO (A), após as eleições, você tem um compromisso com sua cidadania, com seu município: exija dos seus eleitos (prefeito, vereadores) compromisso, trabalho, responsabilidade, transparência e seriedade com a coisa pública. Exija aplicação correta e honesta dos recursos públicos. Não aceite desmando político-administrativo (corrupção, abandono…). SEJA UM (A) CIDADÃO (Â) EXIGENTE E FISCALIZADOR.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
SERTANEJO (A), o objetivo da Lei 9.840/99 contra a corrupção eleitoral é punir com a perda de mandato ou da candidatura, os políticos que tentarem comprar votos ou que utilizarem a máquina administrativa em benefício de campanhas eleitorais.
A. O artigo dessa lei condena a compra de votos, tratando-a como crime eleitoral;
B. “É proibido ao candidato prometer, oferecer, doar ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza…”.
C. “Caso tenha conhecimento e provas cabais (fotos, testemunhas, documentos, bens utilizados para a prática do ato etc.) de compra de votos, denuncie ao Ministério Público eleitoral ou à procuradoria regional eleitoral”.

106 cidades brasileiras terão candidatura única


No dia 7 de outubro, os eleitores de 106 municípios brasileiros terão apenas uma opção de candidato na disputa para a prefeitura. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (STF), o número corresponde a 1,9% dos 5.568 municípios em que haverá eleição neste ano.
Nos 106 municípios, o eleitor terá três opções de voto: no candidato único, nulo ou branco. Pelas regras eleitorais, nessas cidades, para sair vitorioso, o candidato precisará de apenas de um voto. A legislação estabelece que, para ser eleito, o candidato precisa ter metade mais um dos votos válidos. E os votos nulos e em branco não são considerados válidos.

O POVO
 
Isso quer dizer que, se o candidato obtiver o único voto válido do pleito, esse voto não pode ser dividido pela metade. Assim, ele terá recebido “todos” os votos válidos. No caso de municípios com mais de 200 mil habitantes, em que há possibilidade de segundo turno, se houver apenas um candidato e ele receber um voto, terá vencido o primeiro turno e irá para o segundo com a necessidade de receber um voto válido para ser eleito.

“Os votos nulos e em branco não produzem efeito. O voto nulo é uma forma de protesto. O eleitor está dizendo que nenhum candidato serve. Com o branco, o eleitor passa a mensagem de que tanto faz”, disse o secretário-geral do TSE, juiz Carlos Henrique Braga.

Para o juiz, apesar de legal, o pleito em que há apenas um candidato é ruim para a democracia. “A falta do debate, da disputa, é prejudicial à democracia, enfraquece o pleito. “

Há 16 anos
No Rio Grande do Sul, o município de Mato Queimado, no noroeste do Rio Grande do Sul, nunca passou por uma disputa eleitoral para a prefeitura com mais de um candidato.
Desde a primeira eleição municipal, em 2000, o pleito é disputado com concorrente único. (das agências de notícias)
Como

ENTENDA A NOTÍCIA

Em municípios com apenas um candidato a prefeito, aparecem três alternativas na urna eletrônica: o nome do próprio concorrente e as opções nulo e branco.Em cidades com segundo turmo, apenas um voto pode eleger.

Julgamento é comemorado com bolo em calçadão

Com bolo temático, figuras representando os 11 juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e caminhada pelo calçadão do Leblon e Ipanema, na zona sul do Rio, o Movimento 31 de Julho

Nicolas Braga/Folhapress
Manifestantes celebram com bolo julgamento do mensalão
Manifestantes celebram com bolo julgamento do mensalão
Contra a Corrupção e a Impunidade celebrou ontem "o início da mobilização da sociedade para acompanhar o julgamento do mensalão".
Para o empresário Marcelo Medeiros, um dos fundadores do movimento, o julgamento é uma conquista da sociedade. "Apesar de existir uma manobra clara dos advogados dos acusados
para criar situações que venham a atrasar o julgamento, acredito que o STF está muito bem preparado", afirmou.
A caminhada teve concentração na praia do Leblon, em frente à rua Rita Ludolf, às 10h, e começou às 11h, chegando ao Posto 9, já em Ipanema, por volta das 12h30.
Lá, o bolo foi partido e distribuído entre os participantes do ato e pessoas que passavam pelo local.

Folha.com

Há três Lulas no mensalão, nenhum dignificante

As biografias, como os filmes, também podem ter trilhas sonoras. Em 2007, num discurso palaciano, Lula escolheu a sua música. Evocou Raul Seixas: “…Eu prefiro ser considerado uma metamorfose ambulante, ou seja, estar mudando na medida em que as coisas mudam.”
No caso do mensalão, Lula metamorfoseou-se três vezes. Logo que o escândalo estourou, em 2005, jurou que “não sabia” do que se passava ao seu redor. Chegou mesmo a pedir “desculpas” depois que um depoimento de Duda Mendonça acomodou a contabilidade de sua campanha de 2002 na zona de suspeição.
Dizendo-se “traído”, Lula declarou o seguinte: “Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas. Porque o povo brasileiro [...] não pode, em momento algum, estar satisfeito com a situação que o nosso país está vivendo.”
O que esse primeiro Lula disse, com outras palavras, foi que os 52.788.428 de votos que o haviam enviado à Presidência da República deveriam enxergá-lo como um bobo, não como um cúmplice. Em nenhuma das duas condições a metamorfose ambulante era o político que seus eleitores supunham.
Esse Lula atoleimado não fazia jus nem mesmo à imagem que ele fizera de si mesmo num depoimento à repórter Denise Paraná, autora do livro “Lula, o Filho do Brasil”. Lançada em dezembro de 2002, nas pegadas do triunfo eleitoral, a obra traz na página 147 uma definição de Lula por Lula:
“… Se eu não tivesse algumas [qualidades pessoais] não teria chegado aonde cheguei. Eu não sou bobo. Acho que cheguei aonde cheguei pela fidelidade aos propósitos que não são meus, são de centenas, milhares de pessoas.”
Com o passar do tempo, a fervura do caldeirão mensaleiro foi diminuindo. Em 2006, candidato à reeleição, Lula já se sentia à vontade para adotar a retórica da fábula. “Esse negócio de mensalão me cheira a um pouco de folclore dentro do Congresso Nacional”, declarou.
Nessa fase, a lenda ganhou a forma de uma denúncia. Redigiu-a o então procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza. Servindo-se das evidências colecionadas pela Polícia Federal, o chefe do Ministério Público esquadrinhou a quadrilha, individualizou as culpas e apontou o chefe: José Dirceu.
Quer dizer: em sua segunda versão, a metamorfose informou à platéia que o procurador-geral que nomeara e reconduzira ao cargo não passava de um Esopo pós-moderno. Pior: acusou a Polícia Federal do seu próprio governo de fornecer matéria prima para a fábula do procurador-geral.
No segundo reinado, a ousadia da metamorfose aumentou na proporção direta do crescimento de sua popularidade. Em maio de 2010, quando carregava a candidatura presidencial de Dilma Rousseff, Lula referiu-se ao escândalo assim: “Na verdade, era um momento em que tentaram dar um golpe neste país.”
Em dezembro do mesmo ano, quando já se preparava para passar o bastão à sucessora, essa terceira versão da metamorfose recebeu o “chefe da quadrilha” para um café no Alvorada. José Dirceu deixou o palácio dizendo que, fora da Presidência, Lula se dedicaria a desmontar “a farsa do mensalão.”
Com a tese do “golpe”, além de ilógico, Lula soou ingrato. Cinco anos antes, quando a lama tocava-lhe o bico do sapato e o vocábulo impeachment era pronunciado sem cerimônias, o pseudopresidente mandara Dirceu ao olho da rua e despachara três ministros de sua confiança para conter os ânimos da oposição.
Márcio Thomaz Bastos, foi ao apartamento de Fernando Henrique Cardoso. Ciro Gomes voou ao encontro de Aécio Neves. Antonio Palocci reuniu-se com a nata da plutocracia e com amigos tucanos. Em poucos dias, sob a voz de comando de FHC, o tucanato desembarcou da tese do impeachment, esvaziando-a.
Com seu vaivém, Lula compromete no mensalão o bom verbete que seu desempenho no governo lhe assegurou na enciclopédia. Falta-lhe algo essencial a um político digno de respeito: nexo. Primeiro pede “perdão”. Depois injeta saci-pererê na retórica. Por último, fala de “golpe” e confraterniza-se com o “traidor” que demitira.
Para emoldurar o quadro, Lula ainda se permitiu conspirar pelo adiamento do veredicto do Supremo. Numa mal explicada conversa, ocorrida no mês passado, tratou da “inconveniência” do julgamento em fase eleitoral com um ex-presidente do STF e um magistrado no pleno exercício das funções.
De bobo, Lula migrou para a condição de borboleta vadia. Protagoniza uma inusitada volta ao casulo, túmulo da lagarta. Num processo que fulmina a pouca esperança de regeneração de métodos, posiciona-se em cena como um realista que, obrigado a lidar com uma classe política viciada, exorbitou nos meios apenas para atingir fins nobres.
A metamorfose faria melhor se prestigiasse o procurador que nomeou, a polícia que comandou e o STF para o qual enviou oito ministros, dois quais seis integram a composição atual da Corte. Entre eles o relator Joaquim Barbosa e o presidente Ayres Britto. Do contrário, a platéia fica autorizada a perguntar: se os ideais do velha libélula do sindicalismo do ABC conduzem à absolvição do cangaço, de onde virá a salvação?

Ex-presidente do PT, José Genoino evita comentar mensalão

Evandro Eboli, O Globo
No Ministério da Defesa desde março de 2011, onde é assessor especial do ministro Celso Amorim, o ex-presidente do PT José Genoino é considerado um boa-praça pelos militares. Mas, nestes dias que antecedem ao julgamento do mensalão, do qual é um dos réus, seu temperamento mudou e anda pouco afeito a gracejos. Anda tenso e preocupado, com receio do que lhe reservam os ministros do Supremo Tribunal Federal.
— Não estou comentando nada. Nem do meu estado de espírito. Vou manter o comportamento adotado desde o início — disse Genoino, que delegou a seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, a incumbência de atender a imprensa.
Foto: Gustavo Miranda / O Globo

Mulher de Cachoeira quer ser deputada para combater a corrupção



Que tal Andressa Mendonça, a mulher de Carlinhos Cachoeira liderando a luta contra a corrupção? Essa é a bandeira que ela anunciou que pretende levantar. Acho que o Brasil e o povo de Goiás merecem representante melhor na Câmara dos Deputados. Ainda mais depois de todos terem sido enganados por Demóstenes Torres. Andressa devia era cuidar dos preparativos para o casamento, quando Cachoeira for solto, é claro, afinal ele disse que quer marcar a data. Só faltava essa!
 
Do Blog do Garotinho

O CÔMICO E O GROTESCO NA CRÔNICA DO MENSALÃO

Por Carlos Chagas
Vão duas histórias cômicas e grotescas do mensalão, em meio a tantas outras dramáticas.

A CULPA É DOS AEROPORTOS – Suponhamos, da maneira mais simples, como as coisas se passavam, cabendo ao Supremo Tribunal Federal confirmar ou desmentir. José Dirceu, chefe da Casa Civil, autorizava; Delúbio Soares, tesoureiro, selecionava; José Genoíno, presidente do PT, assinava; Marcos Valério, publicitário, operacionalizava; e Kátia Rabello, dona do Banco Rural, liberava. No caso, as dezenas de milhões que todo mês viajavam em espécie, de Belo Horizonte a Brasília, a fim de serem distribuídos entre deputados e partidos. Claro que muitas vezes tudo se passava modernamente, com transferências feitas por ordens bancárias e a utilização de computadores, mas em se tratando de jogo de bandidos, melhor não deixar pistas.

Não era fácil o transbordo. Os partidos indicavam seus pombos-correio, que no mesmo dia viajavam da capital federal à capital mineira e, na volta, carregavam malas repletas de cédulas de 50 e de 100 reais. Certas vezes as quantias eram tão altas, e por isso tão pesadas, que dadas as exigências das companhias aéreas tinham que seguir como bagagem despachada. A tensão aumentava na hora de entregar a mala no balcão da companhia, ficava maior durante o trajeto e chegava ao paroxismo quando o indigitado responsável aguardava na esteira para recolhe-la. E se a empresa aérea extraviasse a mala? Se pela truculência dos carregadores ao joga-la e tira-la do carrinho, ela se abrisse, espalhando a fortuna pela pista? E se alguém roubasse precisamente aquela mala, avisaria a polícia?

Ficou tão grande o sofrimento que certa tarde um dos portadores teve um ataque de nervos ao receber um malão. Gritou que não se arriscaria e criou um impasse, pois seus chefes partidários, em Brasília, já estavam comprometidos com o recebimento e a distribuição do numerário. A saída foi o pessoal do banco mandar comprar, às pressas, duas malas menores e uma mochila, para recheá-las de dinheiro, que ele levou no colo como bagagem acompanhada. Incomodou os passageiros à sua direita e à sua esquerda, mas viajou sossegado, livre do péssimo serviço prestado pelas empresas de aviação e os aeroportos...

DOIS TÁXIS PARA TRANSPORTAR UMA FORTUNA – Belo Horizonte era o centro distribuidor de dinheiro para o mensalão, mas de vez em quando o Banco Rural utilizava-se de uma de suas agencias em São Paulo, singularmente aquela onde se entrava de carro pela garagem, sem necessidade de passar pela calçada. O pombo-correio armou-se de cautelas. Desceu a rampa num táxi, acompanhado de outro, vazio. Subiu, trocou as senhas necessárias à liberação do dinheiro e voltou à garagem com duas malas repletas de notas. Naquele momento, surpreendeu o funcionário do banco que o acompanhava até os táxis: botou as duas malas no primeiro carro, ordenando ao motorista que tocasse para o aeroporto, sem passageiro. Embarcou no segundo, logo atrás, dizendo ao condutor apenas que “seguisse aquele táxi”. Chegaram sem problemas, quando o pombo-correio pagou a ambos e embarcou sem dificuldade para Brasília. Depois, na capital federal, explicou a seus chefes partidários estar temeroso de alguma vigilância da polícia. Assim, se o primeiro táxi fosse abordado, simplesmente diria ao seu motorista que dobrasse à direita e sumisse, mesmo diante da evidência de perder aquela dinheirama...

Como todo mundo é inocente até que se lhe prove a culpa, ficamos devendo o nome do portador e o partido ao qual servia. E nem sabemos se esses dois episódios constam dos autos do processo. Pode ser que o Ministério Público nem os conheça. Apenas como indicação, vai uma dica: o pombo-correio, nos dois episódios, é o mesmo, hoje um dos 38 réus do mensalão...

Claudio Humberto
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Genoino: 'Não tenho bens'

Foto
EX-DEPUTADO GENOINO
No julgamento do mensalão, a defesa do ex-deputado José Genoino tentará provar que ele mantinha relações apenas políticas com parlamentares do PP e do PTB e rebaterá as acusações de formação de quadrilha, sustentando que não houve crime nenhum. Alegações finais, entregues em setembro do ano passado, ressaltam o estilo de vida modesto do ex-parlamentar. Na época, o próprio Genoino transmitiu esse recado. “Não tenho bens”, disse o ex-deputado. “Vivo há 28 anos na mesma casa em São Paulo, me hospedo no mesmo hotel simples há mais de 20 anos em Brasília, cidade onde trabalho de segunda a sexta.”

Claudio Humberto

domingo, 29 de julho de 2012

Marina diz que governo brasileiro tentou 'apequenar' sua participação

Ex-ministra ofuscou a participação de Dilma e chorou ao saber da reação da presidente

Adriana Carranca, Estadão.com

Em entrevista ao Estado, em Londres, Marina Silva disse que o governo brasileiro tentou "apequenar" a sua participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos 2012, ontem, "em uma disputa política". A ex-ministra chorou ao saber sobre a reação da presidente Dilma Rousseff e de ministros e disse que a equipe de Dilma "não sabe separar as coisas."
A convite do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (Locog), Marina (foto abaixo) entrou carregando a bandeira olímpica na festa de abertura do evento, ao lado de nomes como Haile Gebrselassie, Ban Ki Moon, Shami Chakrabarti e Muhammad Ali. Ela é reconhecida internacionalmente por sua luta em defesa do meio ambiente.
A situação gerou constrangimento, porque Marina é adversária política de Dilma, cuja presença como presidente do país que será a próxima sede dos Jogos Olímpicos foi ofuscada pela ex-ministra.

Blog do Noblat

Mensalão marca rompimento de modelo de corrupção conhecido do Brasil

Analistas apontam que o esquema teve peso fundamental para a política brasileira
Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo
Um escândalo político generalizado, obra coletiva de dirigentes de um partido que se declarava arauto da moralidade, e gerador de uma forte reação das instituições, como a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF), que o Poder Executivo não pode brecar.
Para pesquisadores entrevistados pelo Estado, o mensalão significou um rompimento com o tipo de corrupção que tradicionalmente marcou a política brasileira. A ação individual dos corruptos, para fins pessoais, foi sobrepujada pelo uso político-partidário do dinheiro sujo, avaliam.
"Acho que não tem nada parecido na história do Brasil", diz a cientista política e historiadora Maria Celina d’Araújo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). "Há (tradicionalmente) casos individuais de corrupção. Agora, com um partido que está no governo foi um fato único. Não estou dizendo que outros partidos não tenham seus esquemas. Mas o caso do mensalão tem como característica que as denúncias envolvem um partido. Foi feito de forma sistemática."

Blog do Noblat

No que vai dar o mensalão? Ninguém sabe


stf agenciabrasil No que vai dar o mensalão? Ninguém sabe
Por onde tenho passado nas últimas semanas, todo mundo me pergunta o que vai dar o processo do mensalão, que começa a ser julgado às duas horas da tarde da próxima quinta (2) e não tem um prazo certo para terminar.
As pessoas ainda acham que os jornalistas sabem mais do que os outros, temos informações que os outros não têm. Às vezes, isso pode até acontecer, mas não é o caso deste processo.
Depois de ler todas as "reportagens especiais" publicadas pelos jornais e portais durante a semana, e as matérias de capa das revistas, rememorando nos mínimos detalhes o caso de sete anos atrás, informações a que todo mundo tem acesso, com centenas de entrevistas de réus, advogados, juristas e especialistas em geral, chego ao domingo sem ter a menor ideia do que pode acontecer.
Em quase todos os textos, notei que há mais torcida do que análise, discutindo se a decisão deve ser política ou técnica, como se o Direito fosse uma ciência exata e houvesse uma só receita para todos os diagnósticos apresentados nas mais de 50 mil páginas do processo.
A esta altura do campeonato, acredito que ninguém sabe o que se passa pela cabeça dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal que vão decidir o destino dos 38 réus do processo. Talvez nem eles próprios tenham definido ainda o seu voto _ ou não haveria necessidade de um julgamento em que todos ouvirão os argumentos da acusação e da defesa.
Só o procurador-geral Roberto Gurgel, os comentaristas e editorialistas da chamada grande imprensa já deram um veredicto: todos os réus devem ser condenados e mandados para a cadeia. Caso contrário, estará ameaçado o futuro da democracia, a credibilidade do Judiciário e a família brasileira, colocando em risco o bem estar dos nossos filhos e netos.
O cenário montado na mídia é o de um País que está entrando em guerra, na base do agora vamos para o tudo ou nada, e só a condenação geral nos salvará. Pelo menos é isto que transparece não só nas opiniões dos porta-vozes da grande imprensa, mas principalmente nas cartas dos leitores publicadas nos últimos dias, cada vez mais belicosas e ameaçadoras, refletindo um clima de pressão extrema sobre os ministros do STF.
Na verdade, ninguém é isento, nem eu, para analisar este Fla-Flu jurídico e político que poderá ter forte influência nesta e nas próximas eleições. Como está informado no meu perfil no alto deste blog, trabalhei no governo Lula como Secretário de Imprensa e não é segredo para ninguém que sou amigo pessoal do ex-presidente e de muitos dos denunciados neste processo.
Como não li os autos, não teria condições de responder ao título deste post, mas tenho a ligeira impressão que, honestamente, ninguém sabe dizer o que vai acontecer. Pode dar Fla e pode dar Flu, e como o campeonato não pode acabar em empate, só me arrisco a prever que o resultado será bastante apertado.

Do Portal Balaio do Jornalista Ricardo Kotscho

Estratégia da defesa é convencer que mensalão foi apenas crime eleitoral


DE SÃO PAULO


Na próxima quinta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) dará início ao julgamento do mensalão.
Para a Procuradoria-Geral da República, o PT organizou um esquema clandestino de financiamento político para comprar apoio parlamentar no Congresso nos anos de 2003 e 2004.
Os deputados beneficiados afirmam que o dinheiro era para pagar dívidas de campanhas eleitorais, e não um suborno para que votassem a favor do governo. Com essa estratégia, a defesa teantará provar que houve apenas crime eleitoral --o que seria mais cômodo para os réus.
Dos 38 réus do mensalão, 10 são acusados de corrupção ativa, 12 de corrupção passiva.

Folha.com

sábado, 28 de julho de 2012

Transparência - Roseno utiliza todos os espaços da Internet

Para o candidato do PSOL, os serviços do Município precisam ser melhorados sobretudo na saúde e na educação
Transparência e participação. Esta é a fórmula apresentada pelo candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) à Prefeitura de Fortaleza, Renato Roseno, como diferencial para administrar a cidade. Ele é um dos dez candidatos que mais tem utilizado a Internet na propagação de suas ideias como candidato, além da participação em eventos de segmentos da classe trabalhadora e de encontros no comitê central da sua campanha.

Renato Roseno tem utilizado ferramentas da internet para divulgar propostas, prestar contas de campanha e interagir com eleitores FOTO: NATINHO RODRIGUES

Para ele, "é preciso chamar a cidade para pensar a cidade" porque Fortaleza há vários anos não tem planejamento. Na sua avaliação, isso ocorre desde a época do prefeito Juraci Magalhães, que acabou com a possibilidade de planejamento sobre o futuro da cidade.

Na sua concepção, Fortaleza vem sendo administrada para uma minoria, "sobretudo para grupos econômicos que são muitos, estão bem localizados, estão entrando muito e nós queremos enfrentar isso". Entende também o candidato do PSOL que a cidade deve ser pensada para 2026, quando a vila de Fortaleza completa 300 anos de existência. "Tem que ter um planejamento estratégico até 2026", ressalta o candidato, assegurando que tem um bom plano de Governo que privilegia o planejamento. Este plano está na Internet e está aberto às contribuições, enfatiza, para demonstrar o seu interesse em estar conectado com os fortalezenses.

Contribuir

Citando a máxima de que "governar é eleger prioridades" defende avanços na melhoria dos serviços públicos, principalmente nos setores de saúde, educação e mobilidade urbana. Entende também que é preciso ampliar a arrecadação própria e, nesse aspecto, "os setores econômicos que estão no andar de cima precisam contribuir mais para a cidade". Como uma das prioridades para a sua administração Renato Roseno também elegeu a necessidade de auditoria em todos os contratos da prefeitura para fazer uma avaliação criteriosa sobre os que devem permanecer.

Quanto à questão da saúde diz que é um problema local, mas também nacional. Em Fortaleza o sistema está caótico, sendo preciso fortalecer a atenção básica porque a cobertura é pequena, abaixo de 50%, e a resolutividade também é pequena.

Democratizar

Em relação à educação diz que é preciso ampliar a materialidade, equipamentos, sendo necessário ainda melhorar a formação dos professores e democratizar a gestão com um projeto político pedagógico.

Roseno entende a questão da mobilidade urbana como um problema das capitais brasileiras. Como solução sugere a ampliação do transporte público, tirando o que está acontecendo, ou seja, o público e o privado utilizando a mesma via.

Para o combate a violência sugere a geração de espaços públicos de convívio como praças, quadras esportivas, equipamentos de cultura e arte a exemplo do que ocorreu em Bogotá. Sobre os recursos necessários para tais obras diz que o orçamento de Fortaleza para o próximo ano, superior a R$ 5 bilhões, não é nenhum exagero, mas também não é despresível e deve haver uma relação muito clara com a população.

Lembrou que estão previstos 18 viadutos na cidade, sendo 12 da responsabilidade da Prefeitura. Então, ao invés de saídas antigas como esta, devem ser pensadas soluções mais simples e baratas como ciclovias e corredores exclusivos para o transporte público e integração intermodal.

Renato Roseno elogiou a iniciativa do debate realizado ontem, e considerou os debates como fundamentais para a campanha. Para ele foi um bom debate e seria bom um debate a cada semana, "quanto mais melhor".

Diário do Nordeste

Atraso do TCM - Contas de 2009 sem julgamento


O Tribunal de Contas do Municípios (TCM) ainda não apreciou as prestações de Contas de Governo de vários prefeitos cearenses candidatos à reeleição. O mandato dos atuais prefeitos termina no dia 31 de dezembro deste ano e as contas do primeiro ano da sua administração referem-se ao exercício de 2009.

Consulta realizada no portal de informações do TCM, na manhã de ontem consta que aquela Corte de Contas ainda não emitiu o parecer prévio das Contas de Governo (2009) de vários prefeitos que disputam a reeleição.

Como se trata de Contas de Governo o julgamento é feito pela Câmara Municipal, mas antes, no início de cada ano, as referentes ao exercício anterior são encaminhadas ao Tribunal que analisa os documentos e emite um parecer técnico que serve de orientação para os vereadores quando do julgamento.

Regularidade

Sem o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios sobre a regularidade das contas e a falta de julgamento pelos vereadores, os prefeitos que estão disputando a reeleição serão votados sem que a população tenha conhecimento da regularidade ou não das receitas e despesas de suas administrações.

Essa condição favorece a que alguns sejam vítimas de campanhas eleitorais maliciosas produzidas pelos adversários, assim como também alguns poderão se apresentar na campanha como bons administradores, embora possam ter cometido irregularidades que não são conhecidas.

Vários municípios considerados importantes para o Estado, tanto do ponto de vista econômico quanto eleitoral, estão no rol dos que ainda aguardam a manifestação do TCM sobre as Contas de Governo do primeiro ano das gestões iniciadas em 2009.

Este é o caso, por exemplo, de municípios como Caucaia, Juazeiro do Norte, Maranguape, Crateús, Morada Nova, Canindé, Horizonte, Santa Quitéria e Boa Viagem, entre outros.

Processos

Quanto às contas de 2011, de todos os municípios, ainda estão na fase inicial de preparação dos processos e análise dos documentos porque chegaram ao Tribunal somente em abril deste ano. De conformidade com a Constituição estadual as contas de Governo de um exercício devem ser encaminhadas à Câmara Municipal até 31 de janeiro do ano subsequente e até o dia 10 de abril devem ser remetidas ao TCM. Portanto, as prestações de Contas de Governo de 2012, último ano de mandato dos atuais prefeitos, serão entregues ao TCM somente no próximo ano.

A consulta realizada no portal de informações do TCM identificou também que algumas contas do exercício de 2009 já receberam parecer prévio do Tribunal. Este é o caso, entre outros, dos prefeitos de Baturité e de Barbalha que receberam parecer prévio recomendando a aprovação de suas contas referentes ao exercício de 2009. No caso da Prefeitura de Cedro o parecer do TCM foi desfavorável a aprovação das contas pela Câmara. Ainda em relação a estes três municípios consta que as Contas de Governo de 2010 ainda estão em tramitação no TCM.


Matéria do Diário do Nordeste

Jornal das Olimpíadas - Marina Silva rouba a cena de Dilma

Brasileira é apresentada como 'líder e referência na luta pela proteção ao meio ambiente'
O Estado de S. Paulo
Marina Silva roubou a cena da presidente Dilma Rousseff em Londres. Entre as surpresas guardadas a sete chaves pelos organizadores dos Jogos estava a participação de Marina entre as personalidades mundiais para carregar a bandeira olímpica no estádio em Londres.
Apresentada como” líder e referência na luta pela proteção ao meio ambiente”, Marina não disfarçava o entusiasmo ao terminar de carregar a bandeira. “Levei ao estádio a mensagem de que a paz se faz com a proteção do meio ambiente”, disse em entrevista ao Estado.
Muhammad Ali e Marina Silva
Emocionada por ter sido acompanhada por milhões de pessoas pelo mundo, a brasileira confessou que não conseguia falar. Marina estima que levou para os Jogos a mensagem de que existe hoje no mundo “a possibilidade de quebrar com paradigmas de crescimento e estabelecer novos padrões”.
Marina levou a bandeira ao lado do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, do maestro Daniel Baremboin e de premios Nobeis da Paz.
Se na ala VIP Dilma teve de ficar de pé para aplaudir os atletas entrando no estádio, ao lado da filha, e foi mostrada por apenas alguns segundos, Marina ganhou os holofotes mundiais por vários minutos, enquanto desfilava com a bandeira.
Marina revelou que só recebeu a confirmação de que seria convidada na última terça-feira. Na quarta viajou para Londres e conta que foi mantiva em um local discreto. “Ficamos concentrados. A ordem era sigilo total sobre como seria o evento”, contou. Segundo ela, nem Dilma, que representa o país anfitrião dos próximos Jogos de 2016, sabia de sua presença.

BLOG DO NOBLAT

Virtude da razoabilidade

"A maior virtude do ser humano é ser razoável", já dizia o poeta francês Victor Hugo.
É razoável a nova ministra do TCU, Ana Arraes - mãe nada menos que do pressuposto político "da renovação", aquele que vai tomar as rédeas do Brasil e comandar a nova safra de salafrários políticos no futuro, pois de novo nada tem -, considerar regular o não cumprimento do contrato milionário da empresa de Marcos Valério com o Banco do Brasil, só para livrar a cara dos mensaleiros?
É razoável o ministro do PT José Eduardo Cardozo, da "Justiça", autor da lei que abriu a brecha para a consideração de Ana Arraes, produzir uma lei para beneficiar bandidos que desviaram dinheiro público?
Com a sanção de Lula, em 2010, diga-se.
É razoável Dias Toffoli, que foi a vida inteira parceiro ideológico do PT, ser um dos julgadores do processo do mensalão?
Nada disso é absolutamente razoável, então, concluímos que esses três ministros e a cambada de políticos envolvida nesses conluios, e em outros, de razoável nada têm. Mas de desonestos, tudo possuem. Por isso mesmo já dá para prever o resultado do julgamento do mensalão, pessimismos à parte.
Esperemos que os ministros do STF julguem com honestidade esse processo e sejam razoáveis o bastante para perceberem todos os ardis imorais elaborados por essa "quadrilha" instalada no governo atual. E que não façam parte deste teatro grotesco de horrores para dar aos bandidos a chance de continuarem espoliando o Brasil.
*Myrian Macedo -São Paulo
 

Exemplo: Cidade brasileira que se recusou a votar


Bom Jesus de Itabapoana deu um belo exemplo de cidadania ao Brasil e ao mundo, quando nas eleições para prefeito, anulou 89,2% dos votos. Devido ao baixo nível do candidato a prefeito da cidade do Norte Fluminense, 26.863 eleitores compareceram às urnas, e, 20.821 eleitores conscientes decidiram anular o voto.
Na visão da população, os candidatos não serviam, e por isso foi rejeitado com o uso da arma mais potente que o povo tem, o voto.
O TRE terá que convocar novas eleições e o candidato rejeitado não poderá concorrer.
O interessante é que tal fato, até o momento não foi divulgado por nenhuma mídia. Quem sabe, Bom Jesus de Itabapoana deu a solução para não se eleger picaretas?
Quem sabe os eleitores aplicarão tão fácil solução nas próximas eleições? Basta avaliar os candidatos que aí estão, e a cidade de Bom Jesus de Itabapoana não ficará sozinha na tarefa de banir os desclassificados e inescrupulosos que, descaradamente insistem em continuar na vida pública, certos da impunidade. Se o povo lembrar dos escândalos sucessivos que rondam a política nacional, como mensalão, dinheiro na cueca, e sanguessugas, Bom Jesus de Itabapoana deu um belo exemplo ao Brasil e ao mundo.
Do Portal Panorama

Laranja de Cachoeira, Andressa será investigada

Por trás das declarações públicas de amor eterno, há também grampos em que ela e o contraventor articulam a compra de propriedades rurais avaliadas em R$ 20 milhões no nome dela; Ministério Público pediu abertura de inquérito..."
Brasil 247
Andressa Mendonça pode ser bem mais do que um rostinho bonito no enredo da Operação Monte Carlo. Dias atrás, ela e o namorado Carlos Cachoeira trocaram juras de amor eterno numa sessão da Justiça Federal, em Goiânia. Prometeram se casar após sua eventual libertação. Mas pode ser que o enlace ocorra na prisão. Isso porque a Polícia Federal suspeita que ela tenha sido laranja do bicheiro, preso desde 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo.
 
Documentos apreendidos pela Operação Monte Carlo revelam que Cachoeira adquiriu uma fazenda avaliada em R$ 20 milhões, nas proximidades de Brasília, e transferiu a propriedade para o nome da namorada. A intenção era fracionar os lotes e revendê-los por cerca de R$ 58 milhões.”
Matéria Completa, ::AQUI::
 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

No MP, Demóstenes Torres desperta constrangimento

Vinicius Sassine, O Globo
constrangimento e, ao mesmo tempo, o corporativismo marcaram os primeiros dias de trabalho de Demóstenes Torres no Ministério Público (MP) de Goiás, depois de uma ausência de 13 anos. O ex-senador, que reassumiu o cargo de procurador de Justiça após a cassação no Senado há 15 dias, dá expediente na sede do MP em Goiânia desde a última sexta-feira, 20. Ele aparece para trabalhar, mas por poucas horas no dia.
Demóstenes prefere as manhãs, quase não é visto à tarde e sobe ao terceiro andar — onde está seu gabinete — por um elevador lateral e pouco usado, com acesso direto à garagem. Nesta quinta-feira, o ex-senador deixou seu gabinete às 12 horas e só retornou, quatro horas e meia mais tarde, para uma reunião com uma pessoa que o aguardava, já há uma hora. Por mês, ele ganha R$ 24 mil.



Blog do Noblat

Advogados dizem que Duda Mendonça é ‘figura externa ao mensalão’

Tiago Décimo, Estadão.com.br
Em novo texto entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados que assumiram este ano a defesa de Duda Mendonça afirmam que o publicitário responsável pelo marketing da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 é uma "figura externa, alheia ao ‘esquema do mensalão’ e à ‘organização criminosa’". O julgamento do caso no STF começa na quinta-feira, 2, e deve durar ao menos um mês e meio.
Duda Mendonça é acusado pela Procuradoria-Geral da União de receber cerca de R$ 10 milhões do chamado valerioduto em uma conta no exterior. O publicitário responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta.




Dilma: Brinquei ao pedir que PRB não fizesse alianças com oposição

Foto
PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
A presidenta Dilma Rousseff confirmou nesta sexta-feira (27) que pediu ao presidente do PRB, Marcos Pereira, para que a legenda não firmasse acordos com a oposição nas eleições municipais. A recomendação teria sido feita em uma reunião privada em Londres. Insatisfeita com o vazamento da informação, Dilma tentou minimizar o fato e utilizou um tom de brincadeira para falar sobre o assunto. “Ele introduziu a questão dizendo que preferia fazer acordo com os partidos da minha base. Eu falei 'ótimo, você não faça acordo com a oposição', e ri pra ele. Foi uma conversa absolutamente fora do contexto, era uma brincadeira”, declarou em entrevista coletiva. “Não estávamos discutindo isso. Foi comentado e eu brinquei com ele. Eu não faço nenhum pedido neste sentido, ele que faça o acordo com quem ele achar que deve”, completou.

Claudio Humberto

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sem chuvas regulares, no Ceará houve redução de 87% na safra de grãos


“Sem chuvas regulares desde o segundo semestre do ano passado, os estados do Nordeste contabilizam perdas na agricultura e na pecuária. No Ceará, houve redução de 87% na safra de grãos de 2012, em comparação com 2011. Na Bahia, a produção do leite já apresenta queda de quase um terço, representando diminuição de 1,5 milhão de litros por dia. Produtores de Pernambuco também enfrentam perdas.
Desde setembro de 2011, não chove regularmente no semiárido nordestino. A seca atual já é considerada a pior dos últimos 30 anos e atinge cerca de 8 milhões de pessoas na região, de acordo com dados do Ministério da Integração Nacional. Um total de R$ 2,7 bilhões foram liberados pelo governo federal para serem aplicados em ações emergenciais para amenizar as consequências da estiagem.
Atualmente, cerca de 700 mil agricultores distribuídos por 800 municípios nordestinos recebem recursos do Bolsa Estiagem, que paga R$ 400,00 a cada família, em até cinco parcelas.
Dos 178 municípios do Ceará, 162 tiveram perda de mais de 50% na produção de grãos, segundo dados do Comitê de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Ceará. Os grãos mais cultivados no estado são feijão, milho, mamona, arroz e algodão.
A pecuária também vem sofrendo as consequências da estiagem prolongada no Nordeste. Sem chuva, os pastos secaram e falta alimento para os animais. Os mais prejudicados são os pequenos produtores nordestinos que praticam a pecuária semiextensiva. No Ceará, o volume de chuvas entre os meses de março e junho no semiárido foi, em média, 47% menor que em 2011 e os pastos secaram.”

(Agência Brasil)
(Blog do Eliomar)

Juiz proíbe prefeitura de realizar festa no interior do Ceará


O juiz da 61ª Zona Eleitoral, em Tamboril, Adriano Pontes Aragão, concedeu, no dia 24/7, liminar em Ação Cautelar Inominada, interposta pelo Ministério Público Eleitoral, determinando que o município de Tamboril, que fica na Região dos Inhamuns, a 300 km de Fortaleza, se abstenha de promover qualquer espetáculo artístico musical com cantores, bandas ou duplas de artistas até um dia após a eleição (8 de outubro deste ano).
De acordo com o juiz eleitoral, existem nos autos fortes indícios de que tem havido reiterada propaganda institucional do Poder Executivo Municipal na pessoa do prefeito, José Jeová Souto Mota, desde fevereiro deste ano, no evento de carnaval denominado “Tamboril Folia”, até o corrente mês, no evento intitulado “Tamboril Fest”.
Segundo a decisão, em ambas as festas, Jeová Mota emitiu declarações que favorecem o candidato a prefeito que tem seu apoio, José Ramiro Teixeira Júnior.
Mesmo que o representante do Ministério Público Eleitoral, Marcelo Cochrane Santiago Sampaio, tenha expedido recomendações acerca das condutas admitidas no período eleitoral, o prefeito Jeová Mota declarou no carnaval que o vereador Ramiro Júnior lhe dá sustentação política para fazer tudo isso que vem acontecendo em Tamboril e que espera que o novo prefeito continue com os festejos carnavalescos.
Já no “Tamboril Fest”, além de qualidades do prefeito terem sido enaltecidas em todos os quatro dias de festa, durante a apresentação da banda ‘Garota Safada’, no dia 17 de julho, o prefeito subiu ao palco e cantou trecho de uma música, fazendo um trocadilho com a letra e declarando que Tamboril não deve voltar para trás, “para deixar claro que Tamboril continuará assim, sede de muitos espetáculos de bandas de forró famosas, sob a batuta de José Ramiro Teixeira Júnior”.
Na oportunidade, o prefeito anunciou mais dois outros eventos de grande porte: um show com os artistas Italo e Renno e Amado Batista, no dia 28 de julho, e um show no dia 04 de outubro, com as bandas Garota Safada e Aviões do Forró.
Nos termos da decisão do juiz eleitoral, além de configurarem conduta vedada ao agente público, as propagandas realizadas pelo prefeito caracterizam abuso de poder e afetam a normalidade do pleito, uma vez que procuram “incutir, nos presentes aos espetáculos, a sensação de que é necessário votar no candidato a prefeito que tem seu apoio, para que a ‘alegria’ continue”.

DENÚNCIAS CONTRA 7 PREFEITOS FORAM ACEITAS PELA JUSTIÇA

As Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) aceitaram, nesta quarta-feira, 25, denúncias contra sete prefeitos de cidades cearenses. De acordo com o Ministério Público do Estado do Ceará, os problemas, que ocorreram em diferentes exercícios, incluíram dispensa de licitação, doações e contratações irregulares. Ainda segundo o MP/CE, os gestores teriam cometido crimes contra a administração pública. Foram constatadas irregularidades praticadas por Gilson José de Oliveira (Quixelô), Marcos Camelo Marques (Pires Ferreira), Araújo Marques Ferreira (Jijoca de Jericoacoara), Raimundo Melo Sampaio (Ipueiras), Eliene Leite Araújo Brasileiro (General Sampaio), José Edmilson Leite Barbosa (Caririaçu) e Francisco Joaquim Sampaio (Abaiara).

http://www.camocimonline.com

Depoimento de Cachoeira mostra que de deprimido ele não tem nada

Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online


Para tentar obter o habeas corpus que ainda não conseguiu, a defesa de Carlinhos Cachoeira descreveu um homem deprimido, amargurado, que já perdeu 18 quilos, que está no limite do stress. Também usando o argumento da depressão, a sua defesa tentou adiar o depoimento do contraventor à Justiça Federal, em Goiânia. Mas todos os relatos da imprensa - como a Veja online acima - mostram que Cachoeira não parecia nem um pouco um homem deprimido ou cabisbaixo, hoje diante do juiz. Com ironias e se recusando a responder às perguntas sobre o esquema criminoso, Cachoeira preferiu zombar de todos e fazer declarações de amor à mulher Andressa, além de anunciar que assim que sair da prisão pretende se casar com ela, além é claro, de se dizer injustiçado "um leproso jurídico".
 
BLOG DO GAROTINHO

CPI convoca mulher e ex de Cachoeira para depor

O Globo

A CPI do Cachoeira decidiu nesta quarta-feira pela convocação da atual mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça (foto abaixo), e da ex-esposa do contraventor, Andréa Aprígio, para depor na comissão que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos com políticos e empresários. O relator Odair Cunha (PT-MG) enviou o requerimento ao presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB), que aprovou a convocação. Os ofícios já foram enviados aos convocados.

PT sugere à Justiça adiar julgamento do mensalão

Estimulado por integrantes da cúpula do partido, três coordenadores do setor jurídico do PT de São Paulo entraram ontem com representação na Justiça Eleitoral para tentar convencer os ministros do Supremo Tribunal Federal da "inconveniência" de julgar agora o mensalão.
No ofício, encaminhado à presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Cármen Lúcia, que também é ministra do STF, os petistas dizem ser "inoportuno" a ocorrência do julgamento no período eleitoral.

Sergio Lima- 1º.mar.2012/Folhapress
Rui Falcão, presidente do PT
Rui Falcão, presidente do PT
"Tem-se o pior dos mundos: a judicialização da política e a politização do julgamento", diz o texto, que acrescenta: "É duplamente inoportuno marcar um julgamento criminal na véspera da eleição, em pleno curso da campanha. Sacrificam-se os direitos individuais e desequilibra-se o pleito, do qual o Supremo Tribunal Federal se transformará no principal protagonista".
O documento foi elaborado por Marco Aurélio Carvalho, coordenador jurídico do PT e ex-sócio do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).
O julgamento do mensalão, marcado para começar no próximo dia 2, decidirá o futuro de 38 réus, incluindo toda a ex-cúpula nacional do PT e o ex-ministro José Dirceu, um dos principais líderes do partido.
De acordo com o ministro do STF Gilmar Mendes, o ex-presidente Lula defendeu em um encontro com ele, em abril, o adiamento do julgamento. Lula nega.
A representação dos petistas, revelada pela coluna Painel, também tem o objetivo convencer a Justiça a coibir uso de imagens do julgamento na campanha.
O texto insinua a necessidade de "uma recomendação" do TSE.
"Há que se cogitar [...] senão uma recomendação, uma singela manifestação de preocupação aos ministros quanto à inconveniência de se enfrentar o julgamento em tal período."
A direção do PT negou ontem a paternidade do documento, apesar de ele ser apoiado por defensores de Dirceu e integrantes da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.
Paralelamente ao ofício, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgará vídeo amanhã para tentar desvincular a sigla do julgamento. "A mensagem deve mostrar que o julgamento não é do PT, mas das pessoas [os réus no processo]", disse o secretário de comunicação do PT, André Vargas.

FOLHA.COM

Os paraísos fiscais e a nova servidão dos pobres

 
Por Mauro Santayana
(JB)-O grande pensador britânico George E. Moore, que influenciou, entre outros, Bertrand Russell, e, por seu intermédio, Wittgenstein, buscou, como tantos filósofos, o amálgama entre a lógica e a ética. É provável que o tenha encontrado, ao afirmar que o fundamento de toda filosofia é o bom senso.

Qualquer pessoa dotada de razão é capaz de distinguir entre o bem e o mal, ao examinar determinada situação, a partir do senso comum. Sendo assim, sob qualquer exercício da inteligência, os grandes bancos do mundo não passam de quadrilhas de assaltantes. Não só assaltam isoladamente, mediante as taxas exacerbadas de juros e dos serviços que prestam, mas se associam a outros assaltantes para lesar os trabalhadores e os empreendedores honrados do mundo inteiro.

Os 50 maiores bancos do mundo, segundo os estudos da Tax Justice Network - da qual é um dos dirigentes o notável contabilista britânico Richard Murphy - são responsáveis pela transferência ilegal de 21 trilhões de dólares, em sua imensa maioria dos países em desenvolvimento, para os paraísos fiscais. A cifra é superior à soma do PIB dos Estados Unidos e do Japão. Trata-se de um duplo delito: o dinheiro, que poderia ser usado no desenvolvimento econômico interno, vai ser empregado na especulação financeira ou em investimentos nos países mais ricos do mundo, e são sonegados os impostos devidos aos estados nacionais. Trata-se de um assalto aos que, realmente, o produziram com o seu trabalho.

Os paraísos fiscais não acolhem apenas o dinheiro subtraído ao fisco, mas servem de bom refúgio aos recursos - empapados de sangue e marcados pelo sofrimento de milhões de famílias – procedentes do tráfico de drogas. Como se revelou recentemente, o HSBC admitiu ter servido para a lavagem de dinheiro das quadrilhas mexicanas de narcotráfico.

Os paraísos fiscais se multiplicaram, no mundo, a partir da deregulation anglo-americana dos anos 80, promovida por Reagan e Thatcher, com o objetivo de restaurar o processo de acumulação acelerada do capitalismo do fim do século 19. Embora já houvesse tais paraísos – e a Suíça é o mais antigo e o mais seguro deles – houve perversa competição entre governos de nações menores, com o objetivo de ganhar o máximo na guarda simbólica de tais valores, que não se transferem fisicamente para tais territórios. Sem os bancos de presença internacional, não seria possível essa peregrinação de recursos ilícitos. Para escapar à vigilância das autoridades honradas de alguns países (porque elas existem), tais recursos virtuais costumam peregrinar, indo de Tóquio a Berlim, de Berlim a Cingapura, de Cingapura a Santiago em alguns minutos, para, em seguida, refugiar-se onde não possam ser localizados.

De acordo com o estudo, os três maiores bancos responsáveis pela evasão de recursos são a UBS (União de Bancos Suíços), o Crédit Suisse e o Goldman Sachs. Eles encabeçam a lista, mas nenhum dos bancos privados que operam internacionalmente se encontram limpos. Uns mais, outros menos, operam na criminalidade. Não há povos que não sejam vítimas desse saqueio mundial.

Conforme o levantamento, a evasão maior procede da China, com mais de um trilhão de dólares nos paraísos fiscais. E estamos em posição desconfortável. Os nossos sonegadores e prováveis integrantes de quadrilhas de narcotraficantes e de corruptos e concussionários, mantêm mais de 520 bilhões de dólares em tais “paraísos”. Quando o então presidente Itamar Franco quis nomear um contador para o Banco Central, o mundo caiu sobre a sua cabeça. Itamar queria conhecer o conteúdo da chamada “caixa preta” da instituição. O principal denunciador dos paraísos fiscais, o contador Richard Murphy, atribui à fragilidade das leis que regem os sistemas contábeis dos grandes países a responsabilidade pelos crimes cometidos pelas grandes corporações, sobretudo as financeiras, contra os povos do mundo e, assim, pela brutal desigualdade social de nosso tempo.

Os bancos devem ter seus negócios expostos aos acionistas e clientes, e sob a fiscalização permanente das autoridades. Como se sabe, os sonegadores – entre eles, os bancos – operam com duas contabilidades, a real e outra para efeito público. Isso só é possível porque eles financiam as eleições, determinam como devem ser as leis, controlam os meios de informação e cooptam os formadores de opinião.
Se os cidadãos do mundo inteiro não se mobilizarem, o destino dos povos será aquele que parece esperar os gregos, os espanhóis, os sicilianos: nova e mais insidiosa servidão.