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sábado, 29 de outubro de 2011

Segundo Tempo custou 218 convênios, R$ 210 mi e um ministro ao governo


















A atual dor de cabeça do governo tem nome, Segundo Tempo. A iniciativa, criada em 2003 para tirar crianças e jovens das ruas após o período de aulas, foi alvo de denúncias de corrupção nas últimas duas semanas e, por sua causa, Orlando Silva acabou demitido do Ministério do Esporte, pasta que ocupava desde 2006. Para tornar o bom andamento do programa possível, o Ministério passou a firmar convênios com ONGs, que eram responsáveis pela contratação de profissionais para prestar apoio aos participantes através do oferecimento de no mínimo três modalidades esportivas três vezes na semana e alimentação. Em 2010 foram gastos R$ 210 milhões em convênios firmados pelo Esporte, sendo que os mesmos são renovados anualmente, com direito a remuneração para a instituição beneficiada durante o período de recesso escolar. “Dono” de duas das 17 organizações que possuem convênios com o governo, o policial militar João Dias, foi o responsável pela delação de um suposto esquema de pedágio, que seria pago ao então ministro Orlando Silva, por cada nova inclusão no Segundo Tempo. Como divulgado por esta Coluna na última quinta (27), deputados da oposição planejam divulgar nomes de outras pessoas envolvidas nas irregularidades, já na próxima semana.

CLAUDIO HUMBERTO

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