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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Professores fazem greve de fome na Assembleia

Três dos professores estaduais, em greve há 53 dias, decidiram radicalizar. Em protesto contra o envio, à Assembleia Legislativa, da mensagem que cria nova tabela de salários para o magistério, eles iniciaram greve de fome.



Clésio Mendes, professor do Liceu estadual de Maracanaú; Laura Lobato, professora do Caic Maria Alves Carioca; e Cláudio Monteiro, professor das escolas estaduais Plácido Aderaldo Castelo, Michelson Nobre da Silva e Patativa do Assaré, estão sem se alimentar desde ontem. Eles decidiram ainda permanecer na Assembleia até que “exista uma proposta concreta” por parte do Governo.



Os docentes realizaram ontem mais um protesto. No início da manhã, os grevistas foram ao Palácio da Abolição. Mas ao saberem que o governador Cid Gomes (PSB) já havia enviado à Assembleia a proposta de nova tabela, os manifestantes seguiram para a sede do Legislativo. O Governo do Estado já propôs a aplicação do piso nacional, mas a categoria cobra a repercussão para toda a carreira.



Das galerias, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o governador. Após os deputados aprovarem o regime de urgência para votação da mensagem, alguns professores se revoltaram e a sessão foi suspensa.



Heitor Férrer (PDT), Augustinho Moreira (PV), Fernanda Pessoa (PR), Eliane Novais (PSB) e Roberto Mesquita (PV) votaram contra o pedido de urgência. Mesquita, no entanto, defendeu o retorno às aulas. “Vocês já ganharam, ao convencer a sociedade da insensibilidade do governo”, disse.



Com poucas chances de ver a proposta do governador ser rejeitada pelos deputados, devido à ampla maioria da base governista, os professores pedem a retirada da proposta ou que pelo menos não seja votada até amanhã, quando será realizada nova assembleia geral.

O POVO

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