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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Presos mais cinco acusados de fraudar licitações

Foram presas na manhã de ontem cinco pessoas ligadas à administração pública dos municípios de Tianguá, São Benedito e Ibiapina. A ação conjunta da Polícia Civil com a Procuradoria de Justiça dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), do Ministério Público Estadual (MPE), é desdobramento da Operação Província II, que, em agosto, prendeu 12 supostos envolvidas em desvios de verbas públicas. O esquema realizava fraudes em licitações para a contratação de serviços de construção civil, mão de obra e locação de veículos.



Segundo o promotor de Justiça Luiz Alcântara, as cinco pessoas deverão ficar presas na Delegacia Especializada de Polinter e Capturas - algumas delas preventivamente, outras temporariamente, por cinco dias, prorrogáveis pelo mesmo período – e deverão prestar depoimento à Procap.



José Sidney Dourado Gomes (proprietário da Umari Construções Ltda), Brena Cristina Barbosa Lima (servidora do município de Tianguá), Linardo Silva da Rocha (membro da Comissão da Licitação de Tianguá) e os irmãos Kennedy Fortuna de Araújo e Rodrigo Fortuna de Araújo (sócios da empresa Viçosel) serão ouvidos pelos promotores a partir de hoje, às 9 horas da manhã. Ana Cláudia Passos Siqueira, proprietária da Eli Construção Ltda, está foragida.



A primeira leva de depoentes, presa em agosto, foi liberada dias depois de prestarem esclarecimentos à Procuradoria, mediante algumas condições. “Condições de comparecerem em juízo (por exemplo), inclusive os juízes determinando o rompimento dos contratos”, apontou Alcântara.



“As investigações continuaram, com a oitiva de pessoas, a análise de documentação apreendida. E surgiu a necessidade de ampliar essas investigações, com a prisão dessas pessoas. O desdobramento daquela primeira investigação revelou o envolvimento dessas pessoas”, explicou o promotor.



R$ 30 milhões

O escândalo, deflagrado em 31 de agosto, indicava o envolvimento de cifras milionárias, estimado, até aquela data, em R$ 30 milhões, desde 2008. Dentre os presos, estavam Gilberto Moita Filho e Vitor de Castro Moita, ambos filhos do ex-prefeito do município de Tianguá, Gilberto Moita, preso desde junho acusado de encabeçar fraudes em licitações de Santana do Acaraú.



Pelo esquema, as empresas já ingressavam em licitações sabendo que seriam vitoriosas. Recebiam recursos para executar obras que, na prática, eram realizadas por servidores municipais, com recursos das Prefeituras. A empresa ganhadora do certame não desembolsava nem um real e ainda recebia integralmente, da prefeitura, o valor da obra. O dinheiro das licitações era dividido entre aqueles envolvidos no esquema, muitas vezes pessoal da comissão de licitação, servidores públicos e até prefeitos.
(colaborou Ranne Almeida)

Fonte: O Povo

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