ABAS

sábado, 30 de julho de 2011

O Brasil tem caráter ou karatê?

Karatê é uma arte marcial Japonesa que significa: “Mãos Vazias”; KARA: Vazio; TE: Mão. Já caráter é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. Sabendo o significado dos termos quero fazer uma mesclagem das palavras e aplicar na situação atual do Brasil.
O nosso país se encontra de mãos vazias em relação ao caráter. Mãos vazias no que se refere ao amor, a verdade, bondade, justiça, lealdade, fidelidade, e paz. Por outro lado, o Brasil se encontra com as mãos cheias de desgraça, maldade, ódio, infidelidade, desarmonia, trambicagens e jeitinhos brasileiros. Até aonde o Brasil vai ficar de mãos vazias a respeito do caráter e da verdade? Até aonde o Brasil vai ficar sem levar a palavra de Deus a sério? Se o Brasil continuar assim, será sempre um país de “mãos vazias” e não de caráter.

"Eu espero que eu sempre possua firmeza e virtude suficientes para manter o que eu considero o mais invejável de todos os títulos, o caráter de um homem honesto." (George Washington)




"Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter."


(Martin Luther King)





"Os grandes acontecimentos históricos geralmente estão ligados a um sistema social como um todo. O resultado é que para o espírito moderno típico assumem um caráter catastrófico, com tudo o que isso representa na forma de choque emocional e confusão intelectual." (Paul M. Sweezy)



"O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real." (Abraham Lincoln)

Veja o que diz o profeta Miquéias sobre a sua nação



Que desgraça a minha! Sou como quem colhe frutos de verão na respiga da vinha; não há nenhum cacho de uvas para provar, nenhum figo novo que eu sinto desejo.
Os piedosos desaparecem do país; não há um justo sequer. Todos estão à espreita para derramar sangue; cada uma caça seu irmão com laço.
Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto.
O melhor deles é como espinheiro, e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos. Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas, o dia do castigo de Deus. Agora reinará a confusão entre eles.
Não confie nos vizinhos; nem acreditem nos amigos. Até com aquela que abraça tenha cada um cuidado com o que diz.
Pois o filho despreza o pai, a filha a se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familares.
Mas, quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá. (Miquéias 7:1-9)



Fonte:danielthava.blogspot.com

Para Reflexão

"O caráter de um homem faz o seu destino".

Demócrito

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Política: No ranking das falcatruas

















A corrupção no Brasil aumentou porque passou a ter mais controles ou passou a ter mais controles porque aumentou? A resposta não provoca tantas dúvidas quanto o teorema do biscoito encaixado naquele intrigante comercial de TV de meados dos anos 80: “vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais”?

A profusão de casos de corrupção, que se espraia pelos espaços midiáticos, não deixa dúvidas: para 64% dos brasileiros, a praga se alargou. Se a questão é posta para autoridades, a resposta é outra: nunca a corrupção foi tão combatida como hoje e, graças aos mecanismos de controle, tem diminuído. Sua visibilidade é grande porque o momento é de muita transparência.

Nenhum governo aceita a pecha de compactuar com as teias de corrupção que se formam nos porões da administração pública. A transparência e a faxina em frentes ministeriais, com o desligamento de pessoas envolvidas em denúncias de corrupção, nos moldes em que a presidente Dilma Rousseff adota (já demitiu 16 do Ministério dos Transportes), ajudam o governo a caminhar na via da moralização, mas sugerem que a administração federal é como um imenso queijo suíço, exibindo buracos por todos os lados.

A observação aponta para a seguinte hipótese: os buracos escondem ilícitos em graus variados. Entendida como comportamento de autoridades que se desviam das normas a fim de servir a interesses particulares, a corrupção revela a existência de frágil institucionalização política. Demandas exógenas se superpõem aos papéis institucionais, envolvendo, quase sempre, a troca de favor político por riqueza econômica.

Mas há aqueles que trocam dinheiro por poder político. Qualquer que seja o caso, vende-se algo público por um ganho particular. É evidente que tal moldura pode ser estreitada ou alargada nas carpintarias dos governos.

Como é sabido, estes trabalham com uma das mãos no balcão da política. Governantes compõem as estruturas da máquina com quadros e perfis que lhes deram apoio e com eles chegaram ao poder. Aqui se localiza o primeiro rolamento da engrenagem disfuncional. Parcela substantiva dos corpos funcionais age de acordo com interesses grupais (atendendo demandas de partidos que integram) ou mesmo a interesses individuais.

Vale lembrar que a política, de missão cívica, povoada por cidadãos escolhidos para representar a coletividade, transformou-se em profissão. Como tal, arregimenta quadros atraídos pelo escopo da acumulação material.

O Estado moderno contribui, sim, para a expansão da corrupção, na esteira da criação de fontes de riqueza e poder, ascensão de grupos, surgimento de novas classes, estruturação de fontes de recursos e expansão de possibilidades.

Os surtos de modernização social e econômica implicam mudanças profundas na vida política. Daí se inferir que a corrupção, aqui, na Europa ou nos Estados Unidos, era bem menor há um século. Os campos de ação eram menos elásticos.

A instituição política tradicional, por sua vez, incorpora, hoje, outros valores. Tornou-se banalizada. A administração de coisas materiais assumiu o lugar de ideários. As doutrinas murcharam, as utopias feneceram. E assim, os círculos dos negócios inundaram o universo político.

Sob esse pano de fundo, a resposta à questão inicial não deixa dúvidas: a corrupção se expande na razão direta da modernização do Estado. Interessante é observar que os sistemas de controle também se multiplicaram. Entre nós, os conjuntos formados para apurar e mapear desvios (Ministério Público, Tribunal de Contas da União e dos Estados, Advocacia Geral da União, Controladoria Geral da União, Polícia Federal etc) têm sido atentos e proativos.

Dispomos, também, de um conjunto de Agências reguladoras, cuja função precípua é a de estabelecer diretrizes para atuação dos núcleos que cuidam de serviços públicos essenciais.

Não raro, porém, tais mecanismos são impregnados de molas politiqueiras (nomes indicados por partidos), que abrem os dutos da ilicitude. Aduz-se que, ao usar ferramentas tecnológicas nas planilhas dos contratos, corruptos e corruptores acabam saindo do foco das lupas e estendendo seu império em plena era da transparência.

Há outros fatores que incrementam a corrupção. A burocracia, por exemplo. Um estudo da FIESP apontou a carga burocrática como fator negativo para a competitividade nacional, calculando que gera um custo anual de R$ 46,3 bilhões. E, como se sabe, ela é jeitinho de espertos e oportunistas para engabelar não apenas os incautos, mas os precavidos.

A corrupção, como cobra de muitas cabeças, reinventa-se, esconde-se para reaparecer em locais inapropriados, como os sagrados espaços destinados aos serviços de populações carentes - hospitais, maternidades, escolas, creches, quadras esportivas- , ou na aquisição de produtos básicos (remédios, merenda escolar, cestas de alimentos).

É vergonhosa a constatação da Advocacia Geral da União, de que 70% das verbas desviadas no Brasil são destinadas às áreas da saúde e educação. A rapinagem chega às raias do absurdo. Além dos desvios de verbas destinadas às crianças e doentes, soma-se o roubo de recursos destinados às cidades devastadas por desastres naturais, como as da região de Teresópolis, no Rio de Janeiro.

As cenas de encostas, bairros, casas e ruas destruídas, arrematando depoimentos de que foram destinados milhões de reais que nunca chegaram àquele destino, coroam a imagem da corrupção desbragada que consome as energias nacionais.

Não por acaso, o Brasil abriga, segundo pesquisa da Transparência Internacional, 26% do dinheiro movimentado pela corrupção no mundo. Mas a própria ONG reconhece que esse índice pode chegar aos 43%.

Há quem calcule que o Produto Nacional Bruto da Corrupção (PNBC) alcance metade do nosso PIB, hoje em torno de R$ 3,67 trilhões. Difícil apurar a quantia exata. Mas tudo indica que Brasil não faria feio em um campeonato mundial de falcatruas.



Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação twitter@gaudtorquato

Fonte: Blog do Noblat

Cuidado com os enganadores do Povo

"Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo."


(Abraham Lincoln)

Falando em Politica...

"Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive para a política ou se vive da política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática."
(Max Weber)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dez Mandamentos do Voto Consciente




















1º) Procure conhecer o passado, as idéias e valores do candidato ou candidata. Se ele já se envolveu em escândalos de corrupção, comprou votos, foi cassado pela Justiça, renunciou a mandatos para escapar de punições ou se aliou a grupos envolvidos com essas práticas: simplesmente não vote nele(a)!;

2º) Não basta que os candidatos tenham a "ficha limpa". É preciso conhecer as intenções e propósitos de cada candidata/o: quem financia a sua campanha? Quem ele realmente vai representar? Procure se informar. Exija dela/e uma vida honrada, do mesmo jeito com que você procura conduzir a sua vida;

3º) Conheça mais sobre a lei eleitoral: participe de palestras, reuniões e debates. Sua vida em comunidade exige que você esteja mais informado sobre assuntos tão importantes;

4º) Ajude a criar ou fortalecer um Comitê da Lei 9840 para o Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e aplicação da Ficha Limpa. Se você faz parte de algum grupo ou organização social (Associação, Sindicato, Igreja, Clube de Mães, Centro de Direitos Humanos), saiba como fazer no site www.mcce.org.br;

5º) Denuncie a compra de votos: quando uma pessoa aceita um benefício em troca do seu voto se condena a viver sem emprego, educação, segurança pública. Assim, o remédio hoje recebido em troca do voto poderá mais tarde custar a falta do hospital que salvaria a sua vida ou a de seu filho;

6º) Denuncie o desvio de recursos públicos para fins eleitorais. É muito grave que um candidato se utilize de bens e serviços públicos para ganhar as eleições;


7º) Tire fotos, grave ou filme se notar qualquer sinal de compra de voto ou de apoio eleitoral, utilizando o mal uso do dinheiro público, pois ajuda a comprovar a irregularidade na denúncia ao Juiz Eleitoral, ao Ministério Público ou até mesmo à Polícia;

8º) Não vote em pessoas que mudam de partido, como "quem muda de roupa". Ao votar no candidato, não estamos votando só na pessoa, mas no partido, ajudando a eleger outros candidatos do mesmo partido ou coligação: por isso saiba quem são os outros candidatos da legenda;

9º) Procure saber se o candidato tem compromisso com a defesa da vida em todas as suas fases, bem como com a realização da Reforma Política, Reforma Agrária e com Direitos Sociais fundamentais: como criação de emprego e geração de renda, melhoria da saúde e da educação, defesa do meio ambiente e da Cultura da Paz. Cobre esse compromisso;

10º) Pense bem antes de votar, escolhendo pessoas que se prepararam para administrar (Presidente e Governador) ou fazer leis (deputado federal e estadual e para o senado) em benefício de toda a sociedade, nunca em proveito pessoal. Não deixe para a última hora a escolha dos candidatos a deputado e senador. Depois da eleição, acompanhe o trabalho dos eleitos;

"O homem é o lobo do homem".






















Quem expressou esta celébre frase foi Thomas Hobbes, filósofo inglês . Ele quis dizer que é impossível o homem viver em estado de natureza, pois seria todos contra todos e prevaleceria a lei do mais forte. Então foi criado um pacto aonde nasce o Estado para proteger os mais fracos.
Dica ler o LEVIATÃ de T. Hobbes

Perguntinha para reflexão: Será que o Estado protege mesmo os mais fracos?

terça-feira, 26 de julho de 2011

O inferno dos corruptos brasileiros

























Fonte:www.nanihumor.com

Corrupção
















É por essas e outras que, segundo dados da organização Transparência Internacional e projeções da Federação das Indústria do Estado de São Paulo, o Brasil responde por 26% de todo o dinheiro movimentado pela corrupção no mundo. Na pior hipótese, esse índice alcança 43%. Enquanto as perdas médias globais anuais com o problema giraram perto dos R$ 160 bilhões nos últimos seis anos, o prejuízo nacional pode ter chegado a R$ 70 bilhões por ano, ou 2,3 do Produto Interno Bruto – PIB.

PENA DO MORTE

Ainda sobre corrupção, o ex-subdiretor-geral da companhia estatal China Mobile Zhang Chunjiang foi condenado nesta última sexta-feira à morte por corrupção, mas a pena pode ser comutada por cadeia perpétua se for comprovado bom comportamento durante dois anos. O tribunal da província de Hebei ordenou ainda a privação de seus direitos políticos e o confisco de todos os ativos pessoais do ex-subdiretor da China Mobile, a maior companhia de telefonia celular do mundo por número de assinantes. Zhang, de 53 anos, aceitou suborno no valor de US$ 1,15 milhão entre 1994 e 2009 em diversas acusações, incluindo a do chefe do Partido Comunista da China. Outro diretor da China Mobile, Shi Wanzhong, de 51 anos, também foi condenado à morte em junho por ter aceitado US$ 5,06 milhões de suborno da multinacional alemã Siemens.

REMÉDIO AMARGO

O remédio pode ser amargo, mas é um dos mais usados na China para coibir os corruptos. Aqui no Brasil, se for adotado morte por fuzilamento vai FALTAR MUNIÇÃO. As funerárias vão ficar MILIONÁRIAS e os CEMITÉRIOS LOTADOS.

MAIS CABIDES

Exemplos também de cabides de emprego e desperdício do dinheiro público é a ANAC e INFRAERO. É só ver a situação dos nossos aeroportos e malha aérea.

Fonte:
Blog do Jornalista Jefferson J.S.

colunaonlineexpress.blogspot.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Charge e Realidade: Tudo a ver

Já dizia Rui Barbosa

















De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

Roseana e José Sarney vão fazer um bem a política: Irão largar a política em 2014















Durante o lançamento no Maranhão do livro “Sarney, a Biografia”, escrito pela jornalista Regina Echeverria, em um shopping de São Luís, tanto o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), quanto sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), afirmaram que não pretendem mais se candidatar a cargos eletivos nas próximas eleições.

Depois de 200 anos usurpando o povo do Maranhão e acreano a múmia da política, Sarney afirmou que o mandato atual como senador é o seu último. Após a vida política, o presidente do Senado pretende dedicar seu tempo à literatura. “Não vou participar de nenhuma eleição. Vou assistir como espectador às eleições”, disse Sarney.

Desde o ano passado, Roseana vem afirmando que o mandato atual como governadora será o último. Ela pretende se dedicar mais à família e aos filhos. Questionada sobre o fato de ser uma eventual sucessora do presidente do Senado, Roseana apenas afirmou. “Não falo sobre isso. Eu também vou me retirar da política”.

Fonte: http://casadeabelha2010.blogspot.com/

Derrota é o começo de uma nova luta















É muito melhor arriscar coisas grandiosas,alcançar triunfos e glórias,mesmo expondo-se a derrota,do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito,porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.
( Frases e Pensamentos de Theodore Roosevelt)

Mesmo quando vocês são derrotados podem criar uma causa para a vitória futura, e há ocasião sem que, embora vençam, podem criar uma causa para uma derrota futura.
(Jossei Toda)

Mais vale a lágrima da derrota,do que a vergonha de não ter lutado,por isso lute por tudo aquilo que sonhaste,mesmo que te custe uma lágrima derramada.
(Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido)

AH! OS RELÓGIOS





















Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana - A Cor do Invisível

Fonte:www.fabiorocha.com.br

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Artigo Publicado no Jornal O Povo de Hoje: Corrupção nas prefeituras cearenses

O Ministério Público vem prestando relevantes serviços ao povo ao investigar e divulgar os recentes casos de corrupção dos recursos públicos nas prefeituras cearenses. O esquema de fraudes é amplo: contratação de empresas fantasmas, uso irregular do dinheiro público, formação de quadrilha, fraude em licitações, ou seja, crime contra a administração pública.

O que podemos constatar é que essas articulações criminosas incrustadas nas prefeituras são fruto de dois fenômenos: de um modelo de desenvolvimento onde o excedente econômico não é apropriado pelo mercado e reproduzido através de investimentos, mas por oligarquias que controlam diretamente as prefeituras; e de uma cultura política patrimonial que se fortaleceu com a chegada de Lula e do PT ao poder. O caso da prefeitura de Senador Pompeu é um exemplo emblemático da mudança no PT, por muito menos e de forma bem mais rápida Maria Luiza foi expulsa do partido.

A população das cidades envolvidas segue a vida como se fosse tudo normal, o que pode significar que nesses municípios a classe média e os que fazem e controlam os meios de formação da opinião pública se beneficiam das relações com o poder local e, mesmo que se assustem com o tamanho da roubalheira, têm o rabo de palha muito próximo ao fogo.

Assim, o silêncio não reflete falta de consciência, mas cumplicidade. É hora da sociedade civil e da população das cidades envolvidas ocuparem as ruas e fazerem todo tipo de pressão.

Lamentável ainda é que a Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece) assuma um papel corporativo do pior tipo, do compromisso em defesa dos prefeitos acusados de corrupção.

A maior contribuição corporativa que a Aprece poderia patrocinar ao povo cearense era, juntamente com os prefeitos honestos, contratar advogados para fazer com que seus sócios corruptos fossem democraticamente julgados e punidos pelos seus atos, fazendo da entidade uma instituição respeitável e de credibilidade no Estado. Uma entidade republicana.

Estranho também é o silêncio do governado Cid Gomes e dos deputados estaduais. Ao Governo do Ceará cabe uma manifestação, já o Legislativo poderia conduzir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o desmantelo nas prefeituras.

Todavia, parece que o envolvimento de todos os partidos, onde todos são aliados, faz com que o silêncio e a omissão cívica sejam fruto da cumplicidade e não da apatia; reflete um modo de ser. Assim, é mais fácil deixar a coisa para o Poder Judiciário, tratar a coisa como caso de política. E toda essa tristeza é reflexo do declínio do homem público.

Uribam Xavier - Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade
Federal do Ceará (UFC)
uribam@ufc.br

Fonte: Jornal O Povo

Centenário da Terra do Padim

Ao completar 100 anos nesta sexta-feira (22), a cidade de Juazeiro do Norte, no Cariri cearense (a 520 quilômetros de Fortaleza), é vista como estratégica na complexa tarefa de estancar a sangria de fiéis que a Igreja Católica sofre no Brasil. Por ano, 2,5 milhões de romeiros de todos os Estados do Nordeste peregrinam até a cidade para louvar a figura de Padre Cícero Romão Baptista. Mas, somente em 2002, esse ato de fé passou a ter o reconhecimento da Igreja Católica. Agora, a Diocese do Crato, da qual Juazeiro do Norte faz parte, trabalha no Vaticano para reabilitar o santo popular.






Juazeiro do Norte passou de vila do município de Crato a município emancipado em 22 de julho de 1911, pelas mãos de seu fundador e primeiro prefeito, Padre Cícero. O clérigo pisou pela primeira vez nas terras de Juazeiro do Norte no Natal de 1871. O lugar se chamava Tabuleiro Grande. Um ano depois, o padre retornou para ficar a frente da paróquia local. As vidas da comunidade e do sacerdote mudaram com a comoção causada em 1889 por um suposto milagre. Durante uma missa, a hóstia ministrada pelo padre à beata Maria de Araújo teria se transformado em sangue na boca da religiosa. Deu-se nome de milagre. A Igreja Católica discordou, suspendeu as ordens sacerdotais de Padre Cícero, excomungou-o e determinou que a beata fosse enclausurada.

Apesar da excomunhão, o povo continuou tratando a controversa figura sempre como Padre Cícero. O sacerdote passou a ser adorado, virou santo popular, fez da cidade um dos três principais destinos religiosos do Brasil, ganhou estátua de 27 metros de altura, museu e memorial. Hoje, Juazeiro do Norte tem 250 mil habitantes e é uma das maiores cidade do Ceará. Desde 2006, a Diocese do Crato trabalha para reverter a decisão do Vaticano que excomungou Padre Cícero.

“Padim Ciço” – como é chamado pelos sertanejos devotos – é adorado como santo em praticamente todo Nordeste, mas não é reconhecido como tal pela Igreja Católica. Longe disso, ele morreu proibido de ministrar os sacramentos, acusado de ser falso milagreiro, messiânico e incentivador do fanatismo. A legião de romeiros que vai a Juazeiro do Norte todo ano até pouco tempo sequer tinha a benção do Vaticano. As romarias só foram reconhecidas em 2002.

Mesmo excomungado, Padre Cícero se mantém como barreira ao progresso de outras religiões no sertão nordestino. A Igreja Católica sabe disso e, diante da perda de fiéis que vem sofrendo para outras religiões, especialmente as evangélicas, deu o primeiro passo para o perdão pelo qual o clérigo insubmisso esperou até a morte. A missão coube ao então recém-chegado bispo da Diocese do Crato, Dom Fernando Pânico. O sacerdote italiano publicou sua segunda Carta Pastoral com o titulo "Romarias e Reconciliação". No documento, dom Fernando reconhece as romarias à Juazeiro do Norte “como uma expressão autêntica de fé católica”.

“Não se pode negar que o reconhecimento de que certa prática de fé católica possui legitimidade como expressão religiosa pode ajudar na superação daquilo que muitas vezes tem sido considerado como sendo uma das causas do afastamento dos fiéis”, reconhece o diretor do Departamento Histórico Diocesano Padre Gomes, padre Francisco Roserlândio de Souza. A própria Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) reconhece que o catolicismo não para de perder adeptos no Brasil, ao passo que o número de evangélicos cresce em progressão geométrica.

Para padre Roserlândio, contudo, esse reconhecimento tem muito mais um caráter simbólico do que prático. “É importante considerar que, para o povo, essa não é uma questão das mais importantes, pois vive sua fé com consciência tranquila como fizeram os seus pais, gerações antes, apenas adaptando-se aos tempos atuais. Ao longo de 100 anos, os romeiros de Padre Cícero nunca se afastaram da fé católica, nunca abandonaram a Igreja, acolheram silenciosamente as decisões da Santa Sé”, diz ele.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Circula na Internet!

- Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !


















- Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

















- Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.




















- Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.


























- Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.















- O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.


PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE NOS TRÊS PODERES DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.

TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA”.

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.

JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNAR.
PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.

VALE A PENA TENTAR.












quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dica de Filme: Assalto ao Banco Central



A estréia será nesta sexta feira, 22 de julho nos cinemas. Vale a pena assistir


Sinopse


O filme "Assalto ao Banco Central" é uma obra de ficção, inspirada no maior roubo a banco do século. Envolvendo desde a preparação da quadrilha aos bastidores da investigação da polícia federal.

Em Agosto de 2005 164.7 milhões de reais foram roubados do Banco Central em Fortaleza, Ceará.


Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando 3 toneladas de dinheiro. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento.

Foi um dos crimes mais sofisticados e bem planejados de que já se teve notícia no Brasil.

Quem eram essas pessoas?
E o que aconteceu com elas depois?

São as perguntas que todo o Brasil se faz desde então.

Fonte:www.assaltoaobancocentral.com.b

Para descontrair

terça-feira, 19 de julho de 2011

Qiang HongYan. Uma pequena grande mulher!

Em 21 de outubro de 2000, quando tinha apenas três anos, a menina chinesa Qian Hongyan perdeu as duas pernas num acidente de carro. A família Hongyan não tinha dinheiro suficiente para conseguir-lhe equipamento ortopédico de alta tecnologia para ajudá-la a locomover-se; assim seu pai deu a ela uma bola de basquete improvisando uma proteção ao seu corpo.

Mesmo com toda essa dificuldade ela era capaz de ir de sua casa até a escola literalmente saltando com a bola de basquetebol envolvendo uma armação de madeira acoplada ao seu corpo. Cinco anos mais tarde, em maio de 2008, especialistas do Centro de Pesquisas de Reabilitação Ortopédica da China, na capital Beijing, conseguiram finalizar um projeto dando-lhe pernas protéticas especialmente criadas para sua situação.

Durante o sétimo encontro desportivo nacional para portadores de necessidades especiais (paraolímpicos) realizado em Kunming em maio de 2007, Qian Hongyan esteve presente diariamente assistindo aos jogos e sentindo-se profundamente envolvida e comovida vendo a luta de jogadores deficientes durante as partidas. Isso fez com que traçasse uma nova meta em sua vida — a de entrar no clube de natação especial. Ela e seus pais estiveram com Zhang Honghu, conhecido treinador que já treinou vários campeões de natação para deficientes, consultando-lhe sobre essa possibilidade. Foi matriculada no clube de natação e passou ao treinamento de natação profissional.

“Qian Hongyan é aplicada e estuda muito. Nunca abandonou sessões de treinamentos, embora tenha confrontado com muitas dificuldades no início”, disse seu treinador.

No início Zhang não deu muita atenção a Qian Hongyan. “Verificar a capacidade do indivíduo é importante na escolha de um atleta”, disse ele. “Qian Hongyan não tinha pernas. Parecia um navio sem leme, e um navio não pode funcionar bem se lhe falta a peça que permita a correta direção.” A fim de resolver o problema, Zhang fez um plano de formação especial para Qian Hongyan que ajudasse no equilíbrio ou balanço de seus ombros durante a natação, permitindo-lhe coordenar a direção correta na lâmina d´água sem auxílio das pernas e pés .

Esse trabalho Qian Hongyan nada diariamente cerca de 2000 metros. Com cuidado ela sempre faz os exercícios apropriados, uso de halteres e assim por diante. Após um curto período de treinamentos, para a surpresa de Zhang, ele descobriu que a garota era dotada da habilidades para a natação.
Afirmou, “Hongyan é um nadadora muito boa. Eu não posso garantir que ela será uma campeã do mundo. No entanto, posso dizer que ela é definitivamente uma nadadora promissora. Nosso maior desejo é o de treiná-la a ter uma atitude positiva perante a vida.” O sonho de Qian Hongyan é participar nos Jogos Olímpicos Especiais de 2012 e tornar-se uma campeã do mundo. Tem trabalhado arduamente para alcançar seu objetivo!

Fonte:http://www.orquidariocuiaba.com.br

Cuidado com as promessas de campanha























'Eu prometo '. A frase já virou marca registrada de alguns políticos em época de campanha eleitoral. Bem, que muita gente queria que o não-cumprimento das promessas de campanha gerasse punições. Ainda existem os cumpridores de promessas, mas, são poucos. Os enganadores são muitos, aparecem agora e depois desaparecem como bola de sabão solta no ar. Cuidado... com eles.

Fonte: http://marcosfrahm.spaceblog.com.br

domingo, 17 de julho de 2011

Essa calou os americanos!



















Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Recebi de uma amiga por E-mail
















ROUPA FAZ A DIFERENÇA?

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranqüilidade o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?!?!
- Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!...
- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta....
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são...- disse o médico -... As vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "bom tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
Moral da História:

UM DOS MAIS BELOS TRAJES DA ALMA É A EDUCAÇÃO.

Sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.

BASTAM ÀS VEZES APENAS 5 MINUTOS DE CONVERSA PARA QUE O OURO DA VESTIMENTA SE TRANSFORME EM BARRO.

Para refletir

Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão. (Lao-Tsé)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Voto não se vende nem se troca

Dizia o saudoso arcebispo de Fortaleza, dom Aloísio Lorscheider – “quem compra voto, já roubou ou vai roubar”. Portanto, lembra o Sindicato – APEOC, através de seus diretores, que é inegociável a compra ou a troca de voto por dinheiro ou por favores, mesmo que tenha o eleitor extrema necessidade financeira ou completa ausência de conhecimento das conseqüências que podem gerar o voto dado a candidato que não merece.




Os matreiros espertalhões e politiqueiros que existem infiltrados na política partidária, exclusivamente para levar vantagem em tudo que fazem, especialmente no exercício de cargo eletivo, sabem exatamente o momento em que devem propor a compra do voto e como explorar a extrema necessidade do eleitor carente: sem transporte, saúde, educação e outros serviços que deveriam ser prestados pelo poder público. Essa é a presa fácil de todo candidato ficha suja.
O que quis dizer o frade franciscano, dom Aloísio Lorscheider, com a sua sábia advertência ao eleitor cearense – quem compra voto, já roubou ou vai roubar –? Que o eleitor deve escolher cautelosamente o seu candidato, analisando o que promete e o que fez. O sábio ensinamento de dom Aloísio é de fácil entendimento, mesmo sendo o eleitor analfabeto.

A miséria que vai além dos limites só existe em nosso país por que temos eleitores ainda inconscientes e que não percebem o valor que tem o seu voto e que pode mudar para melhor.

Dizem que, se o eleitor soubesse do poder que tem o seu voto, nenhum politiqueiro corrupto teria coragem de propor a compra desse voto. No dia em que o eleitor, presa fácil dos corruptos, obter consciente cidadã e descobrir que existe um fantástico universo de bem-estar social ao seu alcance, como direito que deve ser prestado pelo poder público, muitos dos brasileiros não serão jamais vítimas da absoluta miséria que existe em nosso território.

A pobreza é dádiva de Deus e deverá existir eternamente para controle e equilíbrio dos meios de produção e de excesso do consumo. Porém sem qualquer obstáculo de acesso ao patamar de vida digna, onde todos deverão ter à disposição bem-estar social sem a mínima dependência da necessidade de vender ou de trocar o seu sagrado direito de votar livre e de acordo com a sua consciência cidadã.

Muitos dos candidatos que estão hoje na caça de voto não merecem ser votados, a exemplo dos chamados ficha suja protegidos pelo manto da impunidade que resiste sobreviver e amparado pelas interpretações semânticas de muitos dos doutos magistrados de tribunais superiores. Infelizmente, gente insensível ao eco da voz ronca do povo, clamando pelo fim da corrupção e dos desvios que prejudicam o bem-estar social de muitos dos brasileiros.

Não permita que seu voto seja instrumento dos crimes de lesa pátria, praticados pelas mãos dos que usam o poder outorgado pelo povo para se locupletarem ilicitamente.

O Brasil e o bem-estar social devem estar acima de qualquer compromisso. Vote certo e diga não aos fichas suja!

Editorial do Sindicato – APEOC, em 04 de outubro de 2010

Fonte:www.apeoc.org.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Você Concorda?:Política é coisa séria, e não há motivo para se fazer piada

Certo. Política é coisa séria. Aliás, muito séria. Não existe motivo para se fazer piada. Não estou afirmando aqui estar de acordo com a censura que está sendo imposta contra o humor à política. Já se foi o tempo da ditadura onde nada era permitido e o Brasil é um país democrático, e prega aos quatro cantos do mundo de o ser.



Constituímos uma democracia ainda jovem, em formação, é verdade, mas somos uma democracia, e atos e, o que é pior ainda, leis que legitimam uma censura são coisas impensáveis em pleno século XXI.

A política deve ser encarada (e colocada) como seriedade, e não como motivo de piada pela sociedade. Piada, como me refiro aqui, não é a das saudáveis piadas dos programas humorísticos. Os humoristas nada têm que sofrer com a censura devido ao simples fato de que, em nosso país, ter-se feito a cultura da “não-seriedade da política”. Os trabalhos dos humoristas consiste em criar caricaturas, a satirizar, em criar humor de situações comuns, em apresentar os fatos tal como são, mas sob uma ótica diferenciada. Não é trabalho de humorista inventar fatos, se mostrar contra ou a favor desse ou daquele candidato ou mesmo de atrair votos. Humorista não tem, nunca, como objetivo menosprezar nem criar um humor pejorativo com fins políticos. Na verdade, tenho em minha opinião que o humorista não chega, necessariamente, a inventar nada. Ele, na verdade, só nos apresenta (na verdade nos presenteia) com personagens tirados de situações reais, mas que, por motivo de algum pudor ou receio, não os vemos e não os comentamos abertamente daquela maneira. E aí sim, se faz necessário o surgimento do humorista, que com sua sensibilidade e seu senso de humor, é capas de nos mostrar as coisas tal como são por trás de toda aquela fachada de excessiva seriedade e (por que não falar?) de sua “sisudez”.
No entanto, os juristas, os legisladores brasileiros não veem a questão do humor sob essa ótica. Ao invés de criar leis que visam punir aos que fazem da política uma piada, criaram uma censura aos humoristas que por ventura façam menção política em seu humor.
Foi-se o tempo em que a política era tratada como extremo rigor, em que eram poucos os que tinham direito de saírem candidatos numa eleição. Eram outros tempos, lógico, em que poucos partidos e poucos grupos mantinham um poder político absoluto, mas, neles, pelo menos ainda se tinha um critério. O tempo passa, a sociedade e seus valores mudam, a democracia assume novos conceitos, novos partidos políticos são aceitos e a cada vez mais pessoas é concedido o direito de ingressar na carreira política. E aí está um dos grandes problemas, do “X da Questão”. Pessoas despreparadas, sem a mínima vocação política têm, cada vez mais, saído candidatos, e, o que é pior, sendo, muitas vezes, eleitos.
Quando são eleitos, a culpa não é deles, óbvio, mas sim nossa. Falo, sim, “nossa”, por estar assumindo a minha parcela. Não voto e nunca votei em um candidato por seu nome ou por sua fama, mas sim pelas ideias que defende, pelos projetos, por sua história, por suas convicções, no entanto, no Estado democrático que é o brasileiro, por mais que um voto tenha seu peso, acaba que aquele que angariou o maior número de votos acaba eleito, e é ele quem representará não só a mim, ou a você, mas sim a todo o país.
Temos todos nossa parcela de culpa e responsabilidade por tudo que acontece em nosso país. Talvez por imaturidade e até por conta de alguma ingenuidade, nós, brasileiros, não sabemos votar. Votamos num nome, e não num candidato. E aí, nesse contexto, é que surgem candidatos que nada tem a ver com a política (muitas vezes nem verdadeiro interesse nela), como estamos tão acostumados a ver nas últimas eleições.
É assustador a quantidade crescente de celebridades, pseudocelebridades que têm se candidatado. Cantores, atores, ex-jogadores de futebol e até mesmo jogadores ainda na ativa, enfim, pessoas que se valem de sua fama, da mídia, do conhecimento público de seu nome, de sua fama, para ingressarem numa “carreira política”. O curioso (e o verdadeiramente revoltante) é que tais pessoas, ao longo de toda a sua história e trajetória, nunca expressaram qualquer interesse na política. E agora entra o fator “partido político” que, por motivos que desconheço, e que cada tem seus motivos e justificativas, aceita tais pessoas, uma vez que não tem nada a perder. Pelo contrário, tem, e muito, a ganhar, já que tais pessoas trazem consigo uma considerável quantidade de votos, que lhe serão dados não pelos seus projetos, pela trajetória (inexiste) política que têm, pelas ideias que defendem, mas só e unicamente pelo seu nome. Os partidos, de olho nesses “candidatos”, que só tem a lhe trazer benefícios em forma de votos, que contam para suas coligações políticas e ajudam a eleger outros candidatos, que, em condições normais, em voto direto, talvez nem chegassem a ser eleitos (e aí se entraria na questão do sistema de votos adotado no Brasil, assunto muito complexo e de difícil entendimento, o qual não pretendo abordar neste texto).
A política brasileira, por esses e outros motivos, tem se tornado motivo de piada e descrédito nacional. E ao falar “piada”, não me refiro, aqui, à piada feita pelo humorista não, mas sim a piada num sentido mais trágico, em se tratando da circunstância, já que política é algo tão sério e importante, que não mexe na vida só de uma, duas pessoas ou de um pequeno grupo que se juntou para eleger esse ou aquele candidato, mas sim na vida de toda uma nação, a que todas as pessoas serão direta ou indiretamente afetadas, com leis e atos daqueles candidatos que ajudamos a eleger.
Política, torno a dizer, é coisa séria, e muito séria, e não motivo de piada, como vem sendo tratada. E o preocupante é que essa piada está sendo feita não por humoristas, pessoas com vocação, com “veia para o humor”, que foram proibidas de fazer humor de conotação política, mas sim pelos próprios políticos, partidos e até mesmo, o que é muito grave, por nós, eleitores.


Artigo de Lima Neto - Escritor e Historiador

Fonte: www.nomundoenoslivros.com

sábado, 9 de julho de 2011

Adminstração Cláudio Saraiva aparece com grande rejeição em enquete On-line


























Faltando apenas uma semana para o fim da enquete on-line do Blog "tiobe13.blogspot.com", diga-se de passagem que ainda não foi manipulada pelos poderosos de Capistrano. O Povo por sua vez continua manifestando sua indignação e rejeição com o atual Governo.A referida enquete, não tem valor cientifico, apenas reflete a opinião dos Internautas que acessam o o Blog do Professor Bernardo. Vale lembrar que, uma das áreas que aparece com mais rejeição na atual conjuntura política é a saúde, onde a população reclama da falta de medicamentos e médicos nas Unidades do Município.

Fonte da Enquete:tiobe13.blogspot.com

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Esta frase vi em um desses tantos estacionamentos de Fortaleza

"Deus sem você, é Deus. E você sem Deus, é quem?"


Falta de assistência do Poder Público: Praça do Ferreira é ocupada por moradores de rua

Forte odor de urina e fezes é um dos vestígios da presença daqueles que vivem na praça, que passa por degradação

O logradouro serve de morada para aproximadamente 90 pessoas que, pelos motivos mais diversos, perderam o vínculo familiar, o trabalho e qualquer perspectiva de futuro
FOTO: ALEX COSTA





A Praça do Ferreira é conhecida como o coração de Fortaleza, patrimônio afetivo da cidade. No alto dos seus 182, anos o local já foi palco de um dos melhores momentos do espírito moleque do cearense: quando o Sol foi vaiado. Hoje, o local, que já abrigou a primeira Coluna da Hora e o Hotel Excelsior, não só reflete a história da Cidade, mas também abriga o ônus que cerca as metrópoles.

O espaço serve de morada para aproximadamente 90 pessoas que, pelos motivos mais diversos, perderam o vínculo familiar, o trabalho e qualquer perspectiva de futuro.

Uma realidade construída dia a dia. Assim, moradores de rua vivem - ou melhor, sobrevivem - na Praça do Ferreira. São histórias que se entrelaçam e contam o rumo torto que os residentes da praça tomaram. São serventes, pintores, recicladores, adolescentes fugidos de casa, um universo paralelo sobrevivendo na praça.

Rotina

O casal Eliane da Conceição Lopes e Marcos Martins Bezerra, ambos de 33 anos se conheceu na rua, mas ainda não formou família. Ele, ex-presidiário, vive vigiando carros e motos na Praça dos Leões. Ela, por sua vez, morava na Parangaba, com os pais, até eles morrerem. Há três anos, saiu de casa e agora vive pedindo esmolas.

Para o casal, privacidade é algo que não existe. Banheiro, só os dois que funcionam na Praça dos Leões ou a própria rua, a qual, em muitos casos, está mais limpa.

Sem lençol e colchão, o que cobre Eliane é um papelão que serve de abrigo caso chova. "Só tenho a vida", diz. Outros moradores ficam com a mesma peça por dias. "Muita gente só tem a roupa do corpo", revela Marcos.

Amanhecer

Quando amanhece o dia, antes das lojas abrirem, muitos já se foram em busca de algum trocado, enquanto outros procuram comida e dinheiro na própria praça. De todo modo, quando chega o dia, observa-se a depredação de um dos ícones da Cidade, evidenciada pelo odor de urina e vômito e pelos bancos quebrados e pichados.

Os comerciários locais são testemunhas, e não estão nada felizes. "É só subir a porta que já temos um monte à espera de café da manhã, fora que é preciso fazer a limpeza da frente de loja, pois rotineiramente amanhece com fezes e urina. Assim, os clientes se afastam", desabafou o garçom Gildevan Lopes.

Morador de rua há 10 anos, Rafael da Silva Amorim, 27 anos, conhece bem as regras da vida na rua e caminha pela Praça como se fosse a sua casa. Logo às 6 da manhã, ele já espera o motorista Francisco Nilton Ferreira, 44 anos, que faz a entrega do leite para lanchonetes locais. Logo em seguida, aguarda por José Auri Viana Rios, 50 anos, responsável pela distribuição dos pães aos restaurantes.

"Estou aqui porque é o lugar que me recebeu, sou usuário de crack, e por conta disso a situação em casa ficou insustentável, fora que não posso voltar ao meu bairro, por conta das dívidas com traficantes. Então, hoje minha casa é aqui", explicou.

O aposentado Valdemar Esteves Brandão, 68 anos, também vê com pesar o destino que a Praça vem alcançando. "Acordo todo dia cedinho e venho tomar meu café e ler meu jornal na praça, mas, a cada dia, tem ficado mais difícil arranjar um cantinho pra sentar, pois sempre tem alguém dormindo".

Abrigando dezenas de pessoas, a Praça do Ferreira é ponto de encontro de entidades beneficentes e religiosas que a cada noite distribuem sopas, quentinhas, comprimidos para dores de cabeça, aparelhos de barbear, roupas e calçados.

RECUPERAÇÃO
Drogas são um obstáculo

Entregues a vícios, a enfermidades e a uma série de debilidades, moradores de rua, embora possam ser, costumeiramente, vistos no Centro, dificilmente atendem aos apelos daqueles que trabalham para resgatá-los.

Segundo o responsável pelo Serviço Especializado de Abordagem de Rua da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Elias Figueiredo, o Município tenta diariamente, através de visitas de assistentes sociais, resgatar os 89 moradores de rua que vivem na Praça do Ferreira.

Conforme Figueiredo, a principal meta da Semas não é conduzir os moradores de rua a abrigos, mas sim reatar os laços deles com os familiares. Por meio dos contatos entre os profissionais da Prefeitura e aqueles que vivem na Praça do Ferreira, informa, foi constatado que a maior parte dos moradores de rua possui família.

O trabalho que envolve o resgate das pessoas que moram na Praça, destaca, tem como principal obstáculo o fato de que 90% dos moradores de rua são usuários de drogas. De acordo com Figueiredo, por conta dos efeitos dos entorpecentes, as pessoas abordadas não conseguem compreender inteiramente aquilo que os assistentes sociais tentam comunicar.

Conscientização

Por esse motivo, salienta, o esforço inicial dos agentes do Município é fazer com que os moradores da Praça reduzam o consumo de drogas, para que se torne mais fácil o processo de conscientização quanto à necessidade de abandonar as ruas e passar a viver em um ambiente mais adequado. Além da utilização frequente de drogas, já foi constatado que a maior parte dos 89 assistidos possui alguma doença sexualmente transmissível ou se encontram debilitados por enfermidades variadas.

Cada um dos atendidos, complementa Figueiredo, é visitado duas vezes por semana. De acordo com a Semas, a Prefeitura oferece o Espaço de Acolhimento Noturno para Pessoas em Situação de Rua (EAN), que funciona das 18h às 7h, todos os dias da semana.

Ao todo, 390 pessoas são atendidas na unidade. Em toda a Capital, 1.688 moradores de rua estão cadastrados e são acompanhados pela Semas. Todavia, a Secretaria reconhece que o número total de pessoas nesta condição é maior, já que muitos recusam o cadastro.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste de Hoje

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Prefeitos na cadeia!

Prefeitos na cadeia!
Aperto na fiscalização das licitações, cruzamento de dados dos contratos e maior transparência no repasse de verbas levam pelo menos 17 prefeitos para trás das grades

Alan Rodrigues, Lúcio Vaz e Luiza Villaméa – Revista Istoé - Edição: 2173

Com a prisão prestes a ser decretada, o prefeito Antônio Teixeira de Oliveira (PT), da cidade de Senador Pompeu, no sertão cearense, embarcou em um ônibus fretado junto com outros 35 acusados de participar de um esquema de corrupção no município. Depois de passar dez dias foragido e ter o pedido de habeas-corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça, o prefeito acabou se entregando à polícia na quinta-feira 30. Embora a tentativa de escapar da cadeia escolhida por Oliveira tenha sido inusitada, cenas de prefeitos algemados sendo conduzidos por policiais estão se tornando cada vez mais comuns no País. Apenas este ano, pelo menos 17 prefeitos foram presos, acusados de fraudar licitações e desviar recursos públicos. “Eu ainda acho pouco”, afirma Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), o órgão encarregado de fiscalizar a aplicação de recursos federais nos municípios. Com o aprimoramento do controle, o cruzamento de dados entre diferentes instituições do governo e a maior transparência do repasse de recursos públicos, os desvios ficaram mais evidentes.
O repasse de recursos da União para os municípios segue o modelo de transferências obrigatórias, previstas na Constituição – principalmente para a saúde e a educação –, e voluntárias, definidas livremente pelo governo federal. Num país com as dimensões territoriais do Brasil, o sistema tem o objetivo de democratizar as verbas públicas, mas enfrenta dificuldades. Mesmo assim, só neste ano a Polícia Federal deflagrou sete operações envolvendo prefeitos. A estimativa de valores desviados ficou em R$ 279 milhões. Em boa parte dos casos, os policiais federais trabalharam a partir de irregularidades levantadas pela CGU, cujo Programa de Fiscalização por Sorteios, criado em 2003, já fiscalizou quase 33% dos 5.564 municípios brasileiros. “Quanto mais se afasta da origem dos recursos e mais se aproxima dos municípios, mais difícil é o controle”, avalia o delegado da Polícia Federal Josélio de Souza, que coordena as operações que investigam desvios de recursos públicos em todo o País.
A forma de atuação das quadrilhas é conhecida pela Polícia Federal. Tudo passa por fraudes nas licitações e por superfaturamento nos contratos. Num dos modos de saquear os cofres públicos, a iniciativa parte do fornecedor de produtos e serviços, que faz a cooptação com o prefeito e depois divide o dinheiro desviado. No outro modelo criminoso, o próprio prefeito exige que o prestador de serviço fixe um sobrepreço. Na fraude à concorrência pública, o mais comum é o conluio entre empresas, para obrigar a prefeitura a comprar o produto por um preço acima do mercado. Há também situações de acordo entre todas as partes envolvidas.




Com a descentralização das verbas, os órgãos de controle público esperavam que houvesse um maior controle dos recursos por parte da própria sociedade. A ideia era que, reunidos em conselhos, pais de alunos, por exemplo, denunciassem a falta de merenda escolar e a baixa qualidade de carteiras e de material didático. “A expectativa otimista, e até romântica, de que os conselhos locais dessem conta de evitar os desvios se mostrou um equívoco”, afirma o ministro-chefe da CGU. Na prática, a maior transparência na distribuição dos recursos dificulta a vida dos prefeitos corruptos, mas não impede os desvios.

Prefeitos com problemas. Clique na imagem para visualizar melhor
Para aprimorar as ferramentas de controle e investigação, a própria Polícia Federal precisaria criar uma unidade especializada apenas nesse tipo de crime. Atualmente, as fraudes contra a administração pública são investigadas pela Coordenação-Geral de Polícia Fazendária, que apura muitos outros crimes, como contrabando e sonegação fiscal. Outro entrave no combate aos desvios é o fato de os processos não culminarem na devolução do dinheiro desviado. “Como prevalece a presunção da inocência, os réus têm tantas possibilidades de recursos que os processos não caminham para a condenação final”, reclama o ministro-chefe da CGU. O delegado Souza concorda: “Se não há punição, outras pessoas se sentem encorajadas a praticar o mesmo crime. Há a percepção de que o Estado não está presente.”
A boa notícia é que, na terça-feira 28, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto essencial para a fiscalização. Agora, todas as transferências obrigatórias por lei – caso do SUS e da merenda escolar – só poderão ser movimentadas em contas específicas, por meio eletrônico, mediante crédito na conta do fornecer ou prestador de serviço. “Acabou o saque na boca do caixa”, comemora o ministro-chefe da CGU. Ao mesmo tempo, a presidente prorrogou por 90 dias o decreto de liberação dos restos a pagar de 2009. São recursos de obras que já estavam contratadas, mas havia faltado dinheiro para a execução. Com a medida, os prefeitos ganham mais R$ 3 bilhões para fazer pequenas obras nos municípios. E os auditores e policiais, mais objetos de investigação.


Fonte:http://landisvalth.blogspot.com/
Com a colaboração da Revista Isto é

terça-feira, 5 de julho de 2011

Noticia do Diário do Nordeste de ontem: MP atento para evitar desmonte de prefeituras

Integrantes do Procap pretendem firmar, no próximo ano, parcerias para evitar o crime de desmonte em prefeituras
Pilhas de documentos que podem comprovar crimes contra o erário estão sendo analisados na Procap
FOTO: NATINHO RODRIGUES









A Procuradoria dos Crimes Contra Administração Pública (Procap), do Ministério Público Estadual, deverá ampliar as parcerias com outros órgãos de fiscalização para intensificar as investigações nos municípios cearenses, por conta das eleições municipais de 2012. O objetivo é atuar preventivamente para evitar o desmonte nas prefeituras.
O planejamento do trabalho a ser realizado nesse sentido ainda não foi definido, pois dependerá da conjuntura administrativa da procuradoria no próximo ano. Caso a equipe permaneça a mesma, a intenção é fortalecer a fiscalização nos municípios, priorizando os que já foram denunciados por crime contra o erário.

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Manchete do Diário do Nordeste de Domingo: Prefeituras do Interior-Corrupção se alastra por falta de filcalização

Policiais civis fazendo apreensões no Município de Santana do Acaraú, no início da última semana
FOTO: WILSON GOMES








É excessiva a demora na fiscalização e apuração dos crimes contra a administração pública no Ceará

Há quadrilhas agindo em conluio com vários agentes públicos municipais, no Estado do Ceará, tanto nas áreas da construção, compras e prestação de serviços. Mas todas elas têm como ponto de partida os certames licitatórios, como vêm confirmando os poucos escândalos conhecidos da comunidade, ensejadores de intervenções judiciais com prisões de acusados e apreensões de máquinas e documentos de algumas prefeituras.

As licitações, embora sob o chamado rigoroso império da lei específica, agora, infelizmente em processo de flexibilização no Congresso Nacional, sob protesto de muitos, inclusive de manifestação nossa, neste espaço, não têm sido fiscalizadas, com a presteza que estão a reclamar. O Tribunal de Contas dos Municípios, melhor dimensionando os meios de que dispõe, poderia oferecer resultados mais auspiciosos à sociedade e, como consequência, inibir muitos dos crimes que, só após consumados, são apontados e atacados os seus autores.

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Frente de Oposição em visita as comunidades de Capistrano

A Frente de Oposição ao atual Governo municipal de Capistrano vem percorrendo as comunidades e dialogando com o povo e apresentando propostas para o desenvolvimento da Cidade. Para nós que fazemos parte da Oposição, o nosso Município não pode continuar sendo administrado da forma como se encontra...

Abaixo, fotos referentes às visitas realizadas as Comunidades de Juamirim e Manga: