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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Será Verdade mesmo?:O Banqueiro dos Pobres

Será Verdade mesmo? Será que um banqueiro poderia realmente ter esse tipo de iniciativa?

Dica de leitura:







Muhamad Yunus (ganhador do prêmio nobel) pode ser chamado de um economista fora donormal. Em Bangladesh, sua terra natal, ele vem mudando o conceito de queos pobres não podem ter créditos pelo fato de não apresentarem nenhuma garantia. Revoltado com otratamento que os bancos de todo mundo prestam aos menos favorecidos, Yunus criou o Banco Gramen, especializado em microcrédito para os pobres. Para muitos economistas conservadores, o Gramen não apagaria a primeira vela de aniversário. Para a surpresa destes, e de muitos outros - inclusive o Banco Mundial - o Gramen alcançou um sucesso espantoso. Já dura mais de duas décadas e tem agências espalhadas em diversos países. Porém, o objetivo continua o mesmo, favorecer os menos favorecidos. O Banco Gramen registra nada menos que um índice de recuperação dos empréstimos superior a 98% (YUNUS, 2000, p. 12). Com pensamentos humanistas, e consciente de sua responsabilidade para com a sociedade, Yunus tem mostrado que lucro e comprometimento social pode andar de mãos dadas. O Banco Gramen é diferente quase em tudo, se comparado aos tradicionais bancos comerciais. Seus financiados são quase que na totalidade mulheres. É dificil acreditar que isso seja possível, principalmente quando estamos falando de um país onde é predominante a religião islâmica. Todavia, Yunus acredita que as mulheres mais pobres, evidenciando as muçulmanas, sofrem mais que os homens e, por isso, agarram com mais vontade as oportunidades. Nas palavras de Yunus (2000, p. 155) "No Gramen nós procuramos gerar não apenas mudanças econômicas, mas também mudanças sociais. Queremos que as mulheres, de cidadãs de segunda categoria, tornem-se pessoas responsáveis, capazes de resolver sua vida e de seus filhos". O banqueiro dos pobres se diferencia em muito dos teóricos humanistas, ele faz as coisas acontecerem. Ele tem o prazer de dizer que nunca deu dinheiro aos pobres, em vez disso, deu a possibilidade destes desenvolverem sua criatividade e potencialidade. O Gramen, segundo Yunus, não faz caridade aos pobres. Tamanha é a consciência do banqueiro dos pobres no combate à pobreza, que além do crédito normal, ele financia habitação, saúde, saneamento básico, pois sabe que sem a existência desses fatores, fica dificil de seu projeto de erradicação da pobreza continuar operando com êxito. Para Yunus, em um futuro relativamente próximo, a pobreza e a miséria chegarão ao fim, e estas, poderão ser vistas apenas em museus.

Fonte:http://pt.shvoong.com

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