ABAS

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Anarquismo






O movimento anarquista idealiza um sociedade caracterizada pela ausência de poder - ninguém tem poder sobre ninguém – e pela ausência de governo – ninguém governa ninguém. Os anarquistas recusam toda autoridade argumentando que toda coação não passa de dominação. A autoridade serve somente para promover a subjugação da maioria por uma minoria. Para os anarquistas, os grandes inimigos da liberdade são: o Estado, o Capital e a Igreja. O Estado representa a exploração política, o Capital representa a exploração econômica e a Igreja representa a exploração religiosa.

O Estado é acusado pelos anarquistas de assegurar os privilégios da classe dominante que oprime os desfavorecidos. Ele perpetua as desigualdades sociais na medida em que favorece a minoria burguesa que explora as massas. Segundo os anarquistas, a maquina estatal apenas garante a segurança dos proprietários perante a ameaça de expropriação das camadas despossuídas e protege a propriedade privada em detrimento dos meios de produção.

O Capital é acusado pelos anarquistas de usurpar o produto do trabalho coletivo. Alienando o operário da sua predominância na produção de riquezas, o capitalista aumenta os seus lucros na medida em que expropria o seu trabalho. Isto é, uma vez que o trabalhador ignora o seu papel preponderante na consecução de bens materiais, ele é explorado pelo capitalista porque não reconhece o valor do seu trabalho.

Por último, a Religião é acusada pelos anarquistas de sustentar a hierarquia social. Ela fortalece a estratificação social ao difundir a ideologia dominante que defende uma visão harmônica e ordenada de sociedade. Aproveitando o medo dos explorados da danação eterna e prometendo recompensas no celeste porvir para os injustiçados, a Religião garante a estrutura social opressora. Ao pregar o destino miserável como um decreto da vontade soberana da Providência, a Religião corrompe a consciência social do fiel promovendo um conformismo letárgico.

Fonte: http://rafadivino.wordpress.com/

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Crise na Saúde Pública de Capistrano










O caos da saúde pública de Capistrano é evidente e incontestável, apesar de que tentem dizer o contrário. E o contrário é exatamente o empenho de alguns profissionais da saúde, que honram seus diplomas, mesmo não lhes sendo oferecidas as mínimas condições de trabalho, pelo poder público municipal. É o caso do Médico Dr. Emetério que mesmo não fazendo parte do quadro da saúde do Município, atente dezenas de pessoas aflitas no principal Posto de saúde da Cidade.

A saúde pública em Capistrano é uma questão que necessita de mais atenção das autoridades competentes. A realidade nos mostra um Município desestabilizado onde as ações políticas são incoerentes e desrespeitam a sociedade. É vergonhoso ver nossas crianças e idosos literalmente a mercê do caos; ora por falta de atendimento, ora por falta de remédios.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Senador Paulo Paim - Pt responde e-mail de Alexandre Távora





Senhor Alexandre,



Ao receber sua mensagem fiquei emocionado com o seu carinho.

São manifestações como a sua que me fazem seguir o caminho que resolvi trilhar: o da justiça e direitos iguais para todos.

Obrigado por poder contar com a sua força e confiança para que possamos juntos alcançar os nossos objetivos.

Saudações respeitosas,





PAULO PAIM

Senador-PT/RS

Visite: www.senadorpaim.com.br

Ruby descreve como eram as orgias organizadas por Berlusconi



A jovem dançarina marroquina Karima el Mahroug, mais conhecida como "Ruby Rouba Corações", teria sido apresentada a Berlusconi como "uma jovem em dificuldades" durante um jantar em uma das casas do premiê. "Ele me chamou em seu escritório e me deu uma bolsa dizendo que estava feliz de conhecer uma pessoa como eu. Dentro havia sete mil euros [cerca de R$ 15,8 mil]", ela conta, acrescentando que ele "nunca encostou um dedo" em seu corpo




Dezenas de mulheres nuas dançando e se acariciano em torno do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disputam sua atenção para excitá-lo: de acordo com "Ruby Rouba Corações", pivô do escândalo envolvendo Il Cavaliere, era assim que aconteciam as chamada "festas bunga-bunga" do chefe de governo italiano.

"Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga", relata Karima El Mahroug, dançarina marroquina que ficou conhecida pelo apelido "Ruby Rouba Corações" e cujo depoimento para os investigadores que apuram o caso teve trechos vazados e publicados no jornal "La Repubblica".






"Todas as garotas ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam competindo umas com as outras para fazer com que Berlusconi as notasse, com performances sexuais cada vez mais ousadas", lembra Ruby, citada no diário italiano.

Ela é peça-chave do processo que corre na justiça italiana contra Berlusconi, acusado de contratar seus favores sexuais quando Ruby ainda era menor de idade - embora tanto ela quanto ele neguem.

Berlusconi também é acusado de abuso de poder, por um episódio em que obrigou a polícia a libertar Ruby, detida por roubo.

O julgamento do primeiro-ministro, que declarou não estar nem um pouco preocupado com o processo, começará no dia 6 de abril.

Em outro trecho do depoimento, Ruby descreve como foi seu primeiro encontro com o premier italiano.

"Naquela noite, Berlusconi me disse que a bunga-bunga era um harém, o que ele copiou de seu amigo (o ditador líbio Muamar) Kadhafi, e que consistia de garotas tirando a roupa e concedendo-lhe 'prazeres sexuais'".

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"O primeiro-ministro me levou até seu escritório, e me fez entender que minha vida mudaria completamente se eu participasse na bunga-bunga", acrescenta a jovem.

Ela conta ter se recusado em uma primeira ocasião, mas acabou se unindo ao "harém" de Berlusconi da segunda vez em que o visitou, em março - mas garantiu que sua condição era manter-se vestida.

"Eu não tirava a roupa e não tinha relações sexuais", afirma. "Eu era a única garota vestida, e apenas para ter algo para fazer eu levava para o primeiro-ministro um Sanbitters de vez em quando", contiua, referindo-se a um popular drink não alcoólico vendido na Itália.

Não há menção no relatório sobre o que Berlusconi usava nessas ocasiões.

Não houve acusações judiciais relacionadas com as festas "bunga bunga", que, no entanto, se tornaram motivo de inúmeras piadas na Itália nos recentes meses.

Berlusconi admitiu que é "um pecador, como todo mundo", mas acusou os juízes moralistas e adversários puritanos de orquestrarem uma campanha contra ele.


Fonte: http://noticias.uol.com.br

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Esse sim é um petista de verdade - Paulo Paim

Projeto de reajuste do mínimo nem chegou ao Senado e já tem emenda proposta por Paulo Paim

Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília






O projeto de lei que trata do reajuste do salário mínimo, aprovado ontem (16), na Câmara dos Deputados, ainda nem chegou ao Senado e pelo menos uma emenda já aguarda por ele na Casa. Hoje (17), o senador Paulo Paim (PT-RS) anunciou que vai propor uma antecipação de R$ 15 do reajuste de 2012 para que o valor do mínimo este ano chegue aos R$ 560 reivindicados pelas centrais sindicais.

“Proponho uma antecipação do que vai acontecer em janeiro de 2012, quando o salário mínimo vai para R$ 620. Podemos então antecipar, por oito meses, R$ 15. Estaremos cumprindo o acordo”, explicou Paim.

Na opinião do senador, a proposta não significa quebra no acordo do governo com as centrais sindicais, que está em vigência desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva. O acordo prevê o reajuste do mínimo conforme a inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

“Não há problema em fazer uma antecipação, não estamos propondo mudar a política. Não vejo porque fazer um cavalo de batalha em cima disso”, alegou.

Paim disse que vai aproveitar o debate sobre o mínimo para também trazer à discussão a revisão do fator previdenciário e uma política permanente de reajuste para os aposentados. Mas, segundo ele, esse dois temas não deverão fazer parte da emenda, que será proposta tão logo o projeto de lei sobre o salário mínimo chegue ao Senado.

Fonte: www.uol.com.br

"Votei com o povo", diz Tiririca sobre voto em salário mínimo de R$ 600








Deputado apoiou emenda da oposição, que foi rejeitada em plenário.
Câmara aprovou nesta quarta-feira projeto do Executivo, de R$ 545.

O deputado Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o Tiririca, votou nesta quarta-feira (16) a favor do salário mínimo de R$ 600. Ele negou ter votado errado. Sua posição foi contrária à orientação do partido, que faz parte da base do governo e apoiou o valor de R$ 545.

Após a sessão, um grupo de parlamentares e assessores cercou Tiririca. Um deles disse: "votar errado é normal. Eu já votei errado umas dez vezes." A preocupação do grupo, manifestada nas conversas, era evitar que Tiririca falasse com jornalistas no momento.

A repórter do G1, que presenciava os diálogos, aproximou-se do deputado e perguntou se ele havia ficado nervoso no instante da votação. Tiririca respondeu: "Cá para nós, eu votei com o povo. Eu vim de onde? Quem me colocou aqui? Eu não estou aqui por acaso", disse o deputado.

Ao ser questionado sobre a versão de seu partido, de que teria se enganado na hora de votar, o deputado voltou a negar. "Como eu fui o parlamentar mais votado, é natural essa preocupação do partido", afirmou.

Depois disso, a equipe de reportagem voltou a procurar o deputado, que não quis mais falar sobre o assunto. O G1 também procurou sua assessoria, que informou não ter ouvido a declaração de Tiririca, mas não desmentiu as afirmações de que teria "votado com o povo". A assessoria afirmou que, durante a quarta-feira, Tiririca havia dado declarações defendendo a orientação do partido e afirmando apoio à proposta governista.

Além da proposta do PSDB, de R$ 600, os deputados rejeitaram a emenda do DEM, que sugeria um salário mínimo de R$ 560. O valor tinha o apoio das centrais sindicais e de parte dos deputados do PDT, legenda que também integra a base de apoio do governo no Congresso.

O PR orientou a bancada a rejeitar as duas emendas. Além de Tiriica, outros dois deputados do PR, Francisco Floriano (RJ) e Zoinho (RJ), votaram a favor do mínimo de R$ 600.



Fonte: Portal G1

Analfabeto Político









Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala e não participa dos acontecimentos políticos. Ele não tem idéia do custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

Fonte: http://rafadivino.wordpress.com/

O Banquete






O que é o amor? Um sentimento? Um estado? Uma atitude? Uma conduta? Uma virtude? Um hábito? Uma disposição? Uma inclinação? Um apetite? Um desejo? Ou uma carência? A conceituação do amor sempre foi problematizada na tradição filosófica. Um filósofo que dedicou um livro para descrever a essência do amor foi Platão. Tendo como cenário um banquete, Platão apresenta uma pluralidade de opiniões multifacetadas e unilaterais acerca do amor. Cada conviva do jantar apoteótico discursa a respeito da natureza do amor. Após as múltiplas exposições sobre o caráter do amor, Sócrates encerra a discussão com uma visão filosófica sobre o ser do amor.

O ambiente do Banquete é a casa do poeta Agatão. Os banquetes eram celebrações prazerosas entre nobres amigos. Encontros festivos para o deleite corporal e espiritual de seletos convidados. Estas alegres confraternizações eram dividas em duas partes. A primeira parte era dedicada à comunhão da mesa. Os participantes fartavam-se com uma refeição solene e aparatosa. A segunda parte consistia no simpósio onde os convivas bebiam e conversavam irmãmente. O mediador da festa estipulava um tema para cada conviva pronunciar um discurso.

Na narrativa platônica, o assunto escolhido pelo mediador foi o amor. Para os gregos antigos, o amor era representado pela figura divina do Eros. Quem era Eros? Eros era a divindade do amor. Surgido do Caos (vazio original), Eros tinha a incumbência de promover o equilíbrio interno do universo através da atração universal. Isto é, ele era a deidade ordenadora e unificadora que regulava o funcionamento do cosmos por meio da conjunção de elementos contraditórios. Além da manutenção da coesão interna do universo através da união dos opostos, Eros tinha a missão de garantir a continuidade das espécies pela reprodução sexual. Devido ao seu impulso gerador, ele era reconhecido na mitologia grega como o deus da fertilidade.

Ora, por que Eros foi escolhido para ser discursado pelos convivas? Porque Eros era ignorado na literatura grega. Um dos ilustres participantes – o jovem Fedro – constatou a lamentável ausência de reconhecimento da grandiosidade e da venerabilidade de Eros. Enquantos os poetas reverenciam deuses inferiores com palavras de louvor, Eros que é um deus admirado e honrado pelos deuses permanece desprezado. Enquanto semideuses como Hércules são homenageados pelos sofistas, Eros que é um deus tão digno é negligenciado. Até o sal que não passa de um reles tempero foi elogiado por um sábio pela sua utilidade.

Com efeito, uma vez que ninguém teve a ousadia de celebrar a supremacia de Eros, o médico Erixímaco – mediador do banquete – determina que os convivas terão a tarefa de suprir a carência de louvor ao Eros. Todos deverão venerar Eros com uma bela oratória. O primeiro que veremos a render adoração ao deus Eros será Fedro que sugeriu o tema.

Fonte:rafadivino.wordpress.com/page/

Artigo do Professor Luiz Marques Publicado na Carta Maior











O que é ser de esquerda, hoje?
O perfil da esquerda sofreu uma mutação com o tempo, abrindo um leque complexo de temáticas, antes, desapercebidas. Quem nunca mudou foi a burguesia continental, que sempre opôs-se à distribuição de renda, à desconcentração das terras e à socialização do poder político e econômico.

Luiz Marques

A “modernidade” nasceu com o Renascimento, a Reforma e a conquista das Américas. Encerrou-se com os horrores das duas Guerras Mundiais. Começou então a gincana intelectual para achar uma expressão adequada à sociedade que sobreveio. “Pós-industrial”, arriscou-se nos anos 50. “Pós-moderna”, insinuou-se nos 80. “Era nova”, comemorou-se no auge da globalização teleguiada pelo capital financeiro, nos 90. Esses termos suscitaram discussões e confusões semânticas na academia e nos cafés, o que esvaziou o potencial analítico de cada um. Mas ajudaram a compreender a crise dos paradigmas modernos e suas negatividades intrínsecas.

Que paradigmas? 1) a economia de mercado, que acelerou a urbanização do ser humano, desembocando no neoliberalismo e na violência no cotidiano das metrópoles; 2) o progresso nas ciências e nas técnicas de manipulação da matéria não-viva (exploração da energia atômica) e viva (descoberta do DNA, práticas de clonagem), com desenlaces imprevisíveis, indo de uma possível hecatombe a servidões jamais imaginadas; 3) os esforços seculares da opinião pública para controlar o poder político, que não consideraram o fato de a mídia induzir em larga escala o juízo da cidadania, através da radiofonia, da televisão e dos jornais, que a propriedade cruzada agrava; 4) a conversão do indivíduo em vértice social e moral da sociedade, que não levou em conta que a massificação (heteronomia) corrói a livre consciência (autonomia) e; 5) a preeminência do eurocentrismo na avaliação de outras culturas, que conduziu ao colonialismo.

A lição a ser tirada, conforme o filósofo francês Pierre Fougeyrollas (A crise dos paradigmas modernos e o novo pensamento, 2007), remete a uma forma de pensar comprometida com a espécie e o planeta. “Cósmica”, para reintegrar a humanidade no cosmos. “Lúdica”, para estampar a criatividade poética e artística na abordagem do real. “Demiúrgica”, para apropriar-se do existente e promover uma recriação de tudo, com espírito ecumênico. “Interativa”, para subverter as hierarquias clássicas do conhecimento, conectando intuições e conceitos, ideias e imagens. Os eixos estratégicos do “novo pensamento” decorrem de um olhar realista sobre o presente.

Esse programa traduz a luta dos movimentos sociais e ambientalistas que reúnem-se nas edições do Fórum Social Mundial e, para 2012, já preparam um rol de intervenções visando a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que marcará duas décadas da Eco-92. O modelo de desenvolvimento ocidental (o modo de produção e de consumo), baseado na dominação da natureza, sem nenhum planejamento democrático, esgotou-se. Urge um mundo de fraternidade. Como pregou São Francisco de Assis, ao celebrar o Irmão Sol (Fratello Sole) e a Irmã Lua (Sorella Luna). Ou como indicou Marx, no terceiro volume d'O Capital, ao definir o socialismo como a sociedade onde “os produtores associados organizam racionalmente as suas trocas com a natureza”. No caso, a emotiva prece cristã e o prognóstico ateu coincidem.

Ecossocialismo
Publicado em 2002, o “Manifesto Ecossocialista Internacional” conjuga o socialismo e o ecologismo, de maneira orgânica. “Na nossa visão, as crises ecológicas e o colapso social estão relacionados e deveriam ser encarados como manifestações diferentes das mesmas forças estruturais”, lê-se no documento. Os desequilíbrios são o preço pago pela incontrolável dinâmica da acumulação, da ânsia de rentabilidade que não pode ser cancelada, da suposição de que os recursos naturais são infinitos, do ideal de enriquecimento pessoal. “Cresça ou morra”, é o lema do capitalismo. Seja “vencedor”, não “perdedor”, é o imperativo do mercado. No entanto, a lógica do produtivismo é insuportável. Orientada pelo valor de troca em detrimento do valor de uso, a produção ilimitada causa danos ambientais de proporções irreparáveis.

“Não se trata de opor os 'maus' capitalistas ecocidas aos 'bons' capitalistas verdes: é o próprio sistema, ancorado na concorrência impiedosa, nas exigências de lucro rápido, que é o destruidor do meio ambiente”, sublinha Michael Löwy. Sob certo aspecto, a falsa subdivisão apareceu no Protocolo de Kyoto (1997), que empregou dois mecanismos na tentativa de conter as emissões de carbono na atmosfera, o Cap and Trade: um teto máximo de emissões e um mercado de troca de títulos de direito de emissão de carbono no hemisfério Sul, para compensar a poluição provocada pelas nações industrializadas do Norte. Com o que o carbono atmosférico virou uma commodity.Forjado nas leis do mercado, o artifício para sensibilizar (a rigor, chantagear) o “empreendorismo” fracassou e as emissões aumentaram três vezes mais. A autonomização da economia não permite a sua subordinação a um controle social, político ou ético-ambiental.

O resultado é a profusão de bens desnecessários, e a escassez daqueles necessários às demandas sociais e ao equilíbrio ecológico. A política econômica capitalista é alinhavada por valores monetários. Não se rege por nenhuma consciência de espécie e tampouco planetária. Por isso, acarreta riscos iminentes para o futuro. “Se a primeira contradição do capitalismo se dá entre as forças produtivas e as relações de produção, a segunda ocorre entre as forças produtivas e as condições de produção (trabalhadores, espaço urbano, natureza)”, observou James O'Connor, editor da revista norte-americana Capitalism, Nature and Socialism. Hoje, não existe a contradição principal e a secundária, elas apresentam-se imbricadas. O ecossocialismo pugna em ambas as frentes.

O marxismo renovou-se ao encontrar a ecologia, a problemática de gênero e raça. Não se confirmou a assertiva de que suas categorias teóricas (os modos de produção e a formação econômico-social) seriam demasiado esquemáticas para apreender a sobreposição das esferas ideológica, política e econômica, e a articulação dos processos ecológicos, tecnológicos e culturais que constituem os suportes de sustentabilidade da produção. O marxismo revelou-se aberto às oposições não-classistas e comedido em relação à noção de “progresso”. Atento às forças destrutivas do capitalismo. Reside aí a contribuição do ecologismo à práxismarxista. Em contrapartida, os movimentos ecologistas que estenderam as mãos ao marxismo somaram, à denúncia do produtivismo, a percepção crítica sobre as estruturas sócio-econômicas que impulsionam a ganância.

Ecologia de mercado
Não raros, circunscrevem as mobilizações ecológicas aos temas pontuais, sem contextualizá-las em uma totalidade significativa. Apostam em um “capitalismo limpo”, que combine a “responsabilidade social”, apregoada pelos que elidiram do Estado a obrigação de políticas para erradicar a pobreza, e a “responsabilidade verde”, destacada com ridículas medalhas ao mérito para as empresas que adotam uma praça ou um canteiro de plantas. Abstêm-se de pressionar o aparelho estatal para que tome iniciativas em prol dos setores sociais desfavorecidos e do combalido meio ambiente. Propõem “ecotaxas” aos infratores da legalidade, se tanto. Preocupam-se com os “excessos”, não com o que rotiniza a predação. Tais inhapas são absorvidas pelo status quo, passando a impressão que a ameaça sobre a Terra (Gaia, no dizer de um pioneiro, José Lutzenberger) pode ser revertida com um marketingde “varejo”, prescindindo das políticas de “atacado”.

Se essa parcela de ativistas exprime um discernimento precário ao agir, o mesmo ocorre quando o movimento operário alia-se ao lobby da indústria automobilística para forçar vantagens fiscais. O automóvel, glamourizado e erotizado pela publicidade, é um símbolo do american way of life, da incitação ao consumo individual. Calcula-se que 45% do território de Los Angeles esteja reservado aos carros, incluindo a área viária e os estacionamentos. Em São Paulo, chega-se a algo em torno de 35%. Politicamente correto é investir no transporte coletivo de qualidade, em faixas segregadas para ônibus, trens de superfície, metrôs e bicicletas nas cidades para evitar os congestionamentos, bem como pleitear ferrovias para desafogo dos pesados caminhões de carga nas estradas, que engordam as estatísticas de acidentes com vítimas. Tragédias, aliás, que não se resolvem em mesas redondas com as associações de construtores de veículos automotivos e os consumidores para estudar os dispositivos de freios, o raiado dos pneus, etc. Resolvem-se com o participacionismo social, desde que este postule um outro modo de vida, sob um horizonte civilizacional que supere o fetichismo da mercadoria de rodas.

Os verdes tendem a abstrair da história a defesa ambiental, tecendo uma responsabilização genérica, como se um ascensorista de elevador tivesse idêntica parcela de envolvimento que o proprietário de uma fábrica de celulose. “A culpa é do homem”, são as manchetes jornalísticas nos cadernos especiaissobrea agenda do crescimento sustentável. Vale salientar, contudo, que os ambientalistas europeus fizeram a leitura correta das eleições presidenciais brasileiras. Declararam apoio a Dilma Rousseff, no segundo turno, para que “o voto libertário em Marina Silva paradoxalmente não se transformasse em uma catástrofe para as mulheres, para os direitos humanos e para os direitos da natureza... José Serra não é um socialdemocrata de centro... Por trás dele, a direita mobiliza o que há de pior... preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos escusos e míopes”. Entre os signatários, Dany Cohn Bendit (Alemanha), Alain Lipietz (França), Philippe Lamberts (Bélgica), Monica Frassoni (Itália).

O bom senso (que veio do frio) não contagiou Marina que, ao invés de dramatizar o momento em que decidia-se a continuidade do projeto representado pelo governo Lula (avanços sociais, participação cidadã, política externa soberana) ou a volta ao neoliberalismo (privatizações, desemprego, corrupção, submissão à Alca e aos EUA), optaram pela neutralidade. Com o que, dois terços dos eleitores do PV penderam para o candidato do atraso, sem um gesto sequer da dirigente-mor para impedir o deslizamento político. A pequenez tirou do partido o papel de educador das massas, despolitizou as escolhas e fez tábua rasa das duras batalhas contra as desigualdades sociais e regionais. Ao contrário de situar os verdes nativos como uma pretensa alternativa, o vergonhoso silêncio erigiu-os em tristes bengalas auxiliares da reação nas urnas.

Esquerda versus Direita
Anthony Giddens (Para além da esquerda e da direita, 1994), mentor da “Terceira Via”, tentou uma síntese superior entre o conservadorismo e o socialismo, os quais teriam sido abatidos pela marcha da globalização e a expansão da reflexividade social. O campo da política, assim, haveria se alterado e cedido terreno aos paradoxos do neoliberalismo. Sua sugestão para “repensar” o Welfare State (o Estado de bem-estar social) foi acolhida pelo primeiro-ministro britânico, e em nada diferenciou-se do receituário de Thatcher/Major. Tony Blair manteve a legislação que flexibilizava e desregulamentava o contrato de trabalho e, com cinismo, explicitou em um discurso a essência da Third Way: “flexibilização sim, mas com fair play”. O livro do sociólogo inglês mostra o quanto a esquerda desceu ao inferno no período, rendendo-se ao Consenso de Washington.

Coube a Norberto Bobbio (Direita e esquerda, 1994) defender a atualidade da díade política que remonta à Revolução Francesa. A esquerda teria como epicentro o valor da “igualdade” (as pessoas são mais iguais que desiguais, socialmente). A direita, o valor da “liberdade” (as pessoas são mais desiguais que iguais, naturalmente). A importância da reflexão, lançada numa época em que o capitalismo triunfante trombeteava o “fim das ideologias”, esteve em (re)legitimar a dualidade político-ideológica. O opúsculo do jurista italiano teve 200 mil exemplares vendidos e 19 traduções em um curto prazo. Como Fênix, o pássaro da mitologia grega, a esquerda renascia depois de assassinada pelas agências internacionais de notícias, que viram na queda do Muro de Berlim (1989) a domesticação da utopia e o desaparecimento da rebeldia e da esperança.

Mas o princípio da igualdade não exaure a conceituação sobre o que significa externar uma atitude anticapitalista. No final do século 19, ser de esquerda era lutar pelos direitos políticos e pelo sufrágio universal. Não mais que isso. Ao longo do século 20, outras bandeiras incorporaram-se ao (nosso) prontuário de lutas identitárias: as ações pelos direitos civis e sociais, contra o colonialismo e pela independência nacional, o combate à hegemonia imperial estadunidense, a equanimidade de gênero, as afirmações étnicas, o respeito às diferenças, a integração dos países latino-americanos, a inversão de prioridades na administração pública e, ainda, a democracia participativa, cuja inspiração acha-se condensada na máxima de que “a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”. A partir dos anos 70, surgiu a questão ecológica.

O perfil da esquerda sofreu uma mutação com o tempo, abrindo um leque complexo de temáticas, antes, desapercebidas. Quem nunca mudou foi a burguesia continental, que sempre opôs-se à distribuição de renda, à desconcentração das terras e à socialização do poder político e econômico. Aquela, desde priscas eras, reitera uma contrariedade ao pagamento de impostos. Não porque sejam regressivos ou recolhidos com critérios tributários que penalizam as classes trabalhadoras. Mas porque, com a ascensão de governos democrático-populares na América Latina, os fundos públicos são redirecionados por políticas republicanas à dignificação da vida da população. “Prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, cantava Raul Seixas. Isso, para preservar a coerência com a “justiça social” no enfrentamento à “ordem estabelecida”. Acrescente-se, no metafórico aniversário de 31 anos do PT.



Luiz Marques é professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fonte: www.cartamaior.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A juventude brasileira, em prol de uma nação melhor














Nos dias atuais, muito se fala em política no brasil, principalmente os jovens que buscam uma igualdade entre as diversas culturas existentes em nosso país.

Quando falamos sobre política, religião, raça e outros assuntos polêmicos nos deparamos com uma atitude um pouco imparcial da população brasileira que, infelizmente, se acomodou na busca por direitos iguais entre as comunidades.

Nos ultimos anos, o Brasil vem sofrendo diversas agressões por parte dos governantes e por parte da própria população em sí, que não tem mais a força que tinha há 20 anos atrás, talvez.

Hoje, com o avanço tecnológico e a informática principalmente, todos ficamos sujeitos a não correr mais atrás daquilo que realmente importa pra nós, a igualdade.
Essa desigualdade no país, tem despertado a curiosidade de jovens do Brasil inteiro. Jovens que estão cheios de vontade de mudar a historia de um país com tanto potencial de crescimento.

O Brasil é hoje um dos maiores países do mundo em termos geológicos, ambientais e economicos, digo isso pois nosso país vem crescendo em grande quantidade e velocidade nos ultimos anos.

O unico problema de tudo isso, segundo a própria população, é a falta de organização e interesse por parte dos governantes e infelizmente da própria sociedade, que ainda não aprendeu a dar importância à sua pátria e aos seus direitos.

A juventude está se movendo para contribuir para um país melhor. E você? Já pensou em tentar mudar a historia do nosso país?

Fonte: www.vocesabia.net

Relator é vaiado por centrais após defender mínimo de R$ 545














Ex-presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), o deputado Vicentinho (PT-SP) foi vaiado por dezenas de representantes das centrais sindicais ao finalizar a leitura de seu relatório, que acata o valor do salário mínimo de R$ 545, como quer o governo.

O deputado ressaltou, porém, que representantes da própria CUT não estão no local. Ele afirma ainda que o sindicato do qual realmente faz parte, dos Metalúrgicos do ABC, defende a manutenção do acordo, que fixa o valor do mínimo com base na variação do PIB de dois anos antes mais a inflação do ano anterior.

"Meu compromisso é com o trabalhador. Tenho certeza que as vaias de hoje vão se transformar em aplausos em janeiro do ano que vem, quando o valor vai chegar a mais de R$ 600", disse.

Em seu relatório, Vicentinho acata integralmente as propostas do governo, que além de estabelecer a política e o salário de R$ 545 para este ano, diz que os valores dos próximos anos serão fixados por decreto, ou seja, sem passar pela aprovação do Congresso.

"A Casa que está decidindo, não está abdicando de nada. A presidente não vai ter o poder de mudar o que foi apreciado aqui", disse. Líderes da oposição, principalmente do PPS, criticam este ponto do texto.

Depois das vaias contra Vicentinho, as centrais continuaram a se manifestar contra todos os deputados do governo que se posicionam pelo valor de R$ 545.

Mais cedo, o PSOL levou um carrinho de supermercado cheio para o salão verde da Câmara, para mostrar o que seria possível comprar com um salário de R$ 700, valor defendido pelo partido.

Já o deputado Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical, circula com uma cópia aumentada de uma moeda de R$ 0,50, para simbolizar o que significaria o aumento de R$ 560, como defende as centrais.

Fonte: www.uol.com.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fenômeno se aposenta








Pensando em não arranhar sua imagem comercial e de ídolo do país, Ronaldo, 34, convocou um entrevista para anunciar sua aposentadoria do futebol.
"A decisão é só dele, mas são grandes as chances de ele fazer isso [anunciar a aposentadoria] amanhã [hoje]", declarou ontem à Folha Fabiano Farah, agente do atacante corintiano.

A reportagem apurou que foi após o revés para o Tolima e a consequente eliminação do Corinthians da Libertadores que voltou à tona na cabeça do atacante sua intenção de abandonar o futebol.

As ameaças de torcedores à sua família, que vêm acontecendo desde o ano passado, também pesaram em sua decisão de parar de jogar.

Segundo pessoas que trabalham com Ronaldo, nenhuma questão contratual ainda foi discutida, nem os acordos comerciais envolvendo o atacante, o Corinthians e os investidores --o atacante recebe um percentual do patrocínio de camisa.

Essas questões começarão a ser analisadas a partir de hoje, quando Ronaldo anunciar sua aposentadoria.

No entanto, de acordo com um amigo muito próximo do atacante, uma das possibilidades estudadas por Ronaldo para tentar manter o vínculo com seus patrocinadores é fazer esporadicamente partidas de exibição.

Seria uma espécie de turnê de despedida para promover sua marca e para não quebrar os contratos que tem hoje com investidores.

Outra ideia do estafe do jogador é que Ronaldo promova as marcas que têm vínculo, expondo-as em eventos que ele for convidado. Mas não se sabe se ele ainda jogará uma partida oficial para fazer uma despedida.

A boa relação do jogador e de seu estafe com a Hypermarcas, principal anunciante do Corinthians, e com outras empresas é outro fato que deixa Ronaldo mais à vontade para se aposentar e não se preocupar com possíveis danos nos acordos comerciais que ele e o clube possuem atualmente.

Com esse cenário aparentemente tranquilo, a intenção do atacante com a aposentadoria é deixar de expor sua imagem em fatos negativos, como os que vêm acontecendo nos últimos tempos.

Caso esses planos sejam concretizados, Ronaldo manterá seu vínculo com o Corinthians até o final deste ano, pelo menos.

Aliados do presidente do Corinthians, Andres Sanchez, dizem que ele sabe sabe da decisão de Ronaldo e que não foram criadas barreiras para adiar o anúncio da aposentadoria do atacante.

Procurado pela reportagem, Andres Sanchez não atendeu aos telefonemas. A assessoria de imprensa do Corinthians confirmou apenas que Ronaldo concederá uma entrevista coletiva hoje, às 12h40, no centro de treinamento do clube.

Fonte: www1.folha.uol.com.b

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Seis anos sem a Irmã Dorothy Stang





O dia do aniversário de morte da missionária Dorothy Stang foi utilizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) para divulgar uma nota pública na qual pede às autoridades brasileiras que tomem providências para conter o crescimento da violência e do desmatamento em Anapu (PA). Há seis anos, a irmã Dorothy foi assassinada em função de seu trabalho junto às famílias assentadas na região e de seu Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, que procurava aliar a agricultura familiar à convivência com a Floresta Amazônica. De lá para cá, acusa a CPT, a situação tem se agravado em Anapu e em outras regiões da Amazônia, causando 18 mortes de trabalhadores no campo - somente no Pará - em 2010.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MCCE Divulga Nota Contra a Corrupção nas Eleições









Movimento responsável pela conquista da Lei da Ficha Limpa fala sobre a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, rede composta por 50 organizações da sociedade civil, responsável pela conquista da Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), vem a público cumprimentar o Ministro Luiz Fux por sua condução ao Supremo Tribunal Federal e desejar que suas decisões, à luz da Constituição Federal, possam refletir o anseio da nação brasileira pelo aprimoramento da democracia.

Externamos nossa expectativa de que a mobilização responsável pela conquista da lei de iniciativa popular não seja frustrada quando da continuidade do julgamento da matéria. Cremos que o impasse instaurado no Supremo Tribunal Federal não pode ser solucionado senão por um pronunciamento favorável à Constituição e à sociedade, o que reclama o reconhecimento da plena eficácia da Lei da Ficha Limpa, tanto no que toca à sua aplicação ao pleito de 2010, como ao alcance de fatos ocorridos antes da sua vigência.

A Lei da Ficha Limpa, ao instituir novas hipóteses de inelegibilidades, não criou penas, mas novas condições para a candidatura. Verificar fatos passados para aferir o preenchimento de condições não se confunde com permitir a eficácia retroativa de uma lei. A eficácia da Lei Complementar nº 135 teve início apenas após a sua vigência, ou seja, nas eleições de 2010. Poderíamos falar em retroação apenas na hipótese não ocorrente de mudança das regras observadas em eleições anteriores.

Convidamos toda a sociedade brasileira a permanecer em vigília cívica a partir de agora e até que o julgamento das diversas questões relativas à Lei da Ficha Limpa se ultime. Os brasileiros e brasileiras conquistaram a nova legislação e seguirão comprometidos com a sua defesa. Cientes de que a exitosa iniciativa popular que a originou foi ampla e democraticamente legitimada pelos seus representantes no Congresso Nacional.

Brasília, 10 de fevereiro de 2011

Fonte: http://www.mcce.org.br

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Biografia sumária - Antonio Negri




Antonio Negri, também conhecido como Toni Negri (Pádua, 1 de agosto de 1933), é um filósofo político marxista italiano.

Tradutor dos escritos de Filosofia do Direito de Hegel, especialista em Descartes, Kant, Espinosa, Leopardi, Marx e Dilthey, tornou-se conhecido no meio universitário sobretudo por seu trabalho sobre Espinosa, mas sua atividade acadêmica sempre foi intimamente ligada à atividade política.

Negri ganhou notoriedade internacional nos primeiros anos do século XXI, após o lançamento do livro Império - que se tornou um manifesto do movimento anti-globalização - e sua sequência, Multidão, ambos escritos em co-autoria com seu ex-aluno Michael Hardt.

Trajetória intelectual e política
Graduou-se em Filosofia na Universidade de Pádua, onde foi aluno brilhante e, inserindo-se no ambiente goliardesco, dirigiu o jornal dos estudantes da universidade, il Bo. [1]

Em 1955 apresentou sua tese de graduação "Lo storicismo tedesco da Dilthey a Weber" ("O historicismo alemão de Dilthey a Weber").

Em 1956, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos do Istituto Italiano per gli Studi Storici (Instituto Italiano de Estudos Históricos). Posteriormente, foi nomeado assistente do diretor da faculdade e, em 1967, obteve a cátedra de Teoria do Estado, sempre na Universidade de Pádua, onde também dirigiu o Instituto de Ciências Políticas.

Iniciou sua militância política nos anos 1950 como ativista da Gioventú Italiana di Azione Cattolica (GIAC) ("Juventude Italiana de Ação Católica"), organização ligada à Ação Católica. Foi membro da Internacional Socialista, de 1956 a 1963.

No início dos anos 1960, Negri compôs o comitê editorial dos Quaderni Rossi ("Cadernos Vermelhos"), jornal que representava o renascimento intelectual do marxismo na Itália, fora da esfera de controle do Partido Comunista Italiano.

Foi também um dos fundadores do Potere Operaio ("Poder Operário"), em 1969, e do movimento denominado operaísmo. O Potere Operaio se desfez em 1973, dando lugar à Autonomia Operaia, também liderado por Negri.

Escreveu vários trabalhos com muitos outros "autonomistas" famosos, tais como Raniero Panzieri, Mario Tronti, Sergio Bologna e Franco Berardi, ligados a movimentos dos trabalhadores italianos, estudantes e feministas dos anos 1960 e 1970.

Durante seu exílio na França, foi professor das Universidades de Paris VII (Denis Diderot) e VIII (Vincennes–Saint-Denis). Também lecionou na École normale supérieure, na Universidade Européia de Filosofia e no Collège international de philosophie, onde também eram docentes Jacques Derrida, Michel Foucault e Gilles Deleuze.

[editar] Prisão e exílio
Em 7 de abril de 1979 foi preso sob várias acusações, dentre as quais, a de ser o ideólogo das Brigadas Vermelhas (Brigate Rosse) e mandante moral do homicídio de Aldo Moro, líder da Democracia Cristã italiana, ocorrido em 1978. Negri foi preso juntamente com outros membros da Autonomia Operaia (O. Scalzone, E. Vesce, A. Del Re, L. Ferrari Bravo, F. Piperno e outros).

Cumpriu quatro anos e meio em prisão preventiva.

Durante o período que passou na prisão, conseguiu provar sua inocência com relação a quase todas as acusações, inclusive as de envolvimento em 17 homicídios e associação com as Brigadas Vermelhas, grupo responsabilizado pelo seqüestro e morte de Aldo Moro. Mesmo assim, foi condenado a trinta anos de prisão em um controverso processo de "associação subversiva", "conspiração contra o Estado" e insurreição armada", pena que será reduzida para 17 anos.

A Anistia Internacional denunciou os processos políticos italianos e a repressão à contestação e chamou a atenção para algumas “irregularidades legais sérias” no manejo do caso Negri. O filósofo Francês Michel Foucault posteriormente comentou “Ele não está na cadeia simplesmente por ser um intelectual?” [2]. Além de Foucault, outros intelectuais franceses como Gilles Deleuze,[3] Félix Guattari e Jean-Pierre Faye manifestaram apoio a Negri e seus companheiros.

Enquanto estava na prisão, em junho de 1983, Antonio Negri foi eleito deputado pelo Partido Radical Italiano, o que lhe permitiu deixar provisoriamente a detenção, graças à imunidade parlamentar. Quando o parlamento, por pequena maioria de quatro votos (todos do Partido Radical) decidiu suspender essa imunidade, Negri fugiu para a França.

[editar] Retorno à Itália
Depois de passar vários anos na França, sem documentos mas protegido pela doutrina Mitterrand, tal como a maior parte dos "emigrados políticos" italianos, Antonio Negri retornou voluntariamente à Itália em julho de 1997 para cumprir sua pena e tentar encontrar uma solução política para os anos de chumbo. Afinal, depois de seis anos e meio de detenção, a metade dos quais em regime semi-aberto, obteve a liberação definitiva em abril de 2003.

No exílio, ensinou na Universidade de Paris VIII e no Collège International de Philosophie, fundado por Jacques Derrida. Apesar de as condições de sua residência na França lhe proibirem de se engajar em atividades políticas, escreveu prolificamente e era ativo numa coalizão de intelectuais de esquerda. Em 1990, fundou com Jean-Marie Vincent e Denis Berger o jornal “Futur Antérieur”. O jornal cessou suas publicações em 1998, mas foi recriado como “Multitudes” em 2000, com Negri como membro da mesa editorial internacional.

Atualmente Antonio Negri vive em Veneza com sua companheira, Judith Revel, e divide seu tempo entre Roma, Veneza e Paris, onde ministra seminários no Collège International de Philosophie e na Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne).

Depois de ter fundado e dirigido, com Jean-Marie Vincent, a revista Futur antérieur nos anos 1990, Negri dirige a revista italiana Posse. Também fez parte do comitê de redação internacional da revista francesa Multitudes, dirigida por Yann Moulier-Boutang.

[editar] Pensamento político
Entre os temas centrais da obra de Negri estão marxismo, globalização democrática, anti-capitalismo, pós-modernismo, neoliberalismo, democracia, o comum [4] e a multidão. Sua produção intelectual prolífica, iconoclasta e cosmopolita constitui uma análise altamente original do capitalismo tardio.

Negri é extremamente desdenhoso em relação ao pós-modernismo, cujo único valor, segundo sua avaliação, é que serviu como sintoma da transição histórica cuja dinâmica ele e Hardt procuram explicar em "Império". Negri reconhece a influência de Michel Foucault, de David Harvey (A condição pós-moderna, de 1989), de Fredric Jameson ( Pós-modernismo ou a lógica cultural do capitalismo tardio de 1991), de Gilles Deleuze & Felix Guattari ( Capitalismo e Esquizofrenia).

Hoje, Antonio Negri é mais conhecido como o co-autor, com Michael Hardt, do livro Império (2000). A tese marcante de “Império” é que a globalização e informatização dos mercados mundiais desde o fim dos anos 60 levaram um declínio progressivo na soberania dos estados-nação e a emergência de uma nova forma de soberania, composta por séries de organismos nacionais e supranacionais unidos sobre uma única regra lógica de governo. Esta nova forma global de soberania é o que os autores chamam “Império”. Esta mudança representa a “subordinação real da existência social pelo capital.” Ele fala sobre resistência constitutiva autônoma, epitomizada pelos Wobblies. O livro teve influencia mundial. Ele inspirou muitas iniciativas, incluindo o No border Network, a Libre Society, o KEIN; ORG. O Neuro-networking Europe, o D-A-S-H, entre outros. Uma seqüência de “Império” chamada “Multitudão” foi publicada em agosto de 2004.

Uma alternativa para as caracterizações estritamente políticas do projeto de Negri vem de um crítico Neoliberal, John J. Reilly, que chama “Império” de “um plot pós moderno para acabar com a Cidade de Deus”. De fato, o envolvimento de Negri no começo dos anos 50 com o Catholic Worker Movement e o Liberation Theology parecem ter deixado uma marca permanente em seus pensamentos. Um de seus mais novos trabalhos, o “Time for Revolution” (2003), se segura muito em temas de Agustine de Hippo até Baruch Spinoza e pode ser descrito como uma tentativa de achar a Cidade de Deus sem ajuda de “ilusões transcendentais” e da “Teologia do Poder” que ele acha um disparate de pensadores como Martin Heidegger e John Maynard Keynes.

Fonte:pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Negri

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

OAB-CE APROVA MOÇÃO DE APOIO A PROCURADORA LUCIA TEIXEIRA PELO SEU PEDIDO DE EXONERAÇÃO DA SEMACE‏


Na foto Dr. Jacinês Luz ao lado de Dom Edmilson





"A OAB-CE aprovou por unanimidade, durante a sua 1ª sessão oridinária de 2011 em 08.02.2011, moção de solidariedade e apoio a Ex-Presidente do Instituto Brasileiro de Advocacia Publica -IBAP, e Procuradora do Estado-CE., Lucia Teixeira pelo episódio que culminou com a sua solicitação de exoneração da Superintendência da SEMACE, qual seja, Projeto de Lei aprovado pela Assembléia Legislativa que trata do processo de liberação do licenciamento ambiental. A proposta de mocão teve como autor o Conselheiro Jacinês Luz, que na ocasião enfatizou as qualidades da Advogada Pública na defesa aguerrida dos princípios constitucionais, e, notadamente no que confere o respeito ao direito do patrimonio ambiental".

Fonte: Dr. Jacinês Luz

“Pare Belo Monte, que de belo não tem nada”













Por Vinícius Mansur


Cerca de 300 pessoas se reuniram, na manhã desta terça-feira, na frente do Congresso Nacional para exigir o fim do projeto que prevê a construção da usina hidroelétrica de Belo Monte, no Pará. Estudantes, ambientalistas e militantes de outros movimentos sociais se somaram ao grupo de 150 indígenas que deixaram suas comunidades no Rio Xingu para protestar em Brasília.

Aos gritos de “pare Belo Monte, que de belo não tem nada”, a manifestação seguiu do Congresso para frente do Palácio do Planalto, onde foi lida uma carta com 11 reivindicações do movimento "Xingu Vivo para Sempre" e aliados. De acordo com a coordenadora do movimento, Antônia Melo, as principais reivindicações são “a inclusão da sociedade na discussão do planejamento energético brasileiro e o cancelamento urgente do complexo hidrelétrico do Xingu”. Os kayapós também exigiram a demissão imediata do presidente da Funai, Marcio Meira.

A carta e o abaixo assinado com mais de 604 mil assinaturas foram entregues por uma comissão ao secretário-executivo, Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos, ambos funcionários da Presidência da República.

Segundo Moisés da Costa Ribeiro, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e morador de Altamira - região prevista para instalação da usina -, a oposição à Belo Monte “não parte de uma leitura só local, mas nacional, do projeto. Ele é um projeto do grande capital que existe por um único motivo: atender as grandes empresas que precisam de energia para cada vez desenvolver uma produção e um acúmulo de riqueza ainda maior”.

Em uma fala sobre o carro de som, Josine Arara, morador de Volta Grande do Xingu (PA), apontou os enormes impactos da hidroelétrica e alertou que haverá muita resistência a sua construção: “Vai ter muito sangue, de branco e de índio, vai acontecer muita briga. E a Dilma vai ser a responsável pelo que for acontecer lá dentro.”

Também estiveram presentes na manifestação em Brasília o cacique Raoni, o bispo Dom Tomás Balduíno, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). O Painel de Especialistas sobre a Usina de Belo Monte e a atriz Letícia Spiller enviaram cartas de apoio aos manifestantes.



A posição do governo

Durante o encontro com a Presidência da República, o representante do governo, Rogério Sottili afirmou que “Dilma fará o que tem que ser feito” e que ela “tem que pensar o Brasil como um todo”. “Podemos não chegar a um consenso, mas temos que construir o diálogo. Esse compromisso eu assumo com vocês”, afirmou Sotilli. Quanto ao presidente da Funai, Marcio Meira, ele afirmou que a demanda será encaminhada ao Ministério da Justiça.

Outro encaminhamento da secretaria Geral da Presidência foi a proposta de constituição de um Grupo de Trabalho (GT) composto pelo governo e pela Aliança dos Rios da Amazônia, coalizão que reúne os movimentos sociais das bacias dos rios Xingu, Tapajós, Teles Pires e Madeira, onde já existem obras ou onde o governo planeja a construção de novas usinas.

Ministro não volta atrás

Questionado pelo jornal O Globo sobre a manifestação, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que “a construção vai ser iniciada dentro de muito pouco tempo”. Segundo Lobão, Belo Monte vem sendo discutido há mais de 30 anos e o governo não se recusa a explicar o projeto. De acordo com o ministro, se o país não puder construir usinas hidrelétricas, que são energia limpa e renovável, terá "que construir térmicas poluentes a custos muito mais elevados".

Fonte: www.brasildefato.com.br/

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Francesa vê fraude em processo que condenou Battisti

AE - Agência Estado
Uma suposta fraude nas procurações assinadas pelo ex-ativista Cesare Battisti estaria por trás de sua condenação à prisão perpétua pela Justiça da Itália. A acusação é feita pela historiadora, arqueóloga e escritora francesa Fred Vargas com base em documentos do processo, coletados ao longo dos últimos dez anos. Segundo ela, três procurações teriam sido fabricadas durante o autoexílio de Battisti para permitir que ele fosse representado em seus julgamentos.



O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso aos documentos. Segundo a denúncia da escritora, Battisti teria deixado ao ex-companheiro de guerrilha Pietro Mutti, líder do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), folhas em branco assinadas em outubro de 1981 para serem usadas na eventualidade de um processo judicial. Esses papéis, de acordo com a escritora, teriam sido usados pelo procurador do caso, Armando Spataro, e pelos ex-advogados de Battisti, Guiseppe Pelazza e Gabrieli Fuga, para forjar procurações que viriam a ser usadas nos julgamentos, em 1982 e em 1990.


Para supostamente fraudar os documentos, os três teriam usado uma procuração anterior, escrita de próprio punho por Battisti em 1979 e reconhecida como legítima por todas as partes. Com base nas três novas procurações, o ex-guerrilheiro pôde ser levado a julgamento. Pela legislação italiana, um preso pode ser julgado, mesmo em sua ausência, desde que tenha nomeado representantes legais. Nessa época, conforme Fred Vargas, Battisti vivia no México, sem contato com familiares e amigos na Europa e não sabia dos julgamentos na Itália.


Armando Spataro, hoje coordenador de Contraterrorismo em Milão, negou as acusações de Fred Vargas. "São absolutamente falsas. É uma história antiga que surge de tempos em tempos, sempre que aparecem discussões públicas sobre Battisti." Guiseppe Pelazza não respondeu aos pedidos de entrevistas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: http://www.estadao.com.br

Ato em Brasília pela Libertação imediata de Cesare Battisti

Ato em Brasília pela Libertação imediata de Cesare Battisti