ABAS

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

FILME:Don Zeno O Fundador de Nomadelphia





































































Itália - Zeno Saltini nasceu em Fossoli (30/8/1900), numa família de agricultores. Era o nono filho de doze irmãos. Pensando tornar-se advogado, formou-se na Universidade Católica de Milão, mas a vocação para o sacerdócio falou mais alto. Saltini tornou-se padre e foi nomeado pároco da cidade de San Giacomo Roncole, onde usou toda sua criatividade para atrair os moradores para a Igreja. Acreditava que o cinema era um meio importante de comunicar idéias ao povo. Em 22 de janeiro de 1933 inaugurou na cidade uma sala de cinema com som, uma das primeiras da região. O principal convidado foi o Bispo Monsenhor Giovanni Pranzini, seu orientador e protetor.

Don Zeno foi mais conhecido pelo trabalho de acolhimento de crianças abandonadas e pela criação de Nomadelfia, uma comunidade igualitária nos moldes das primeiras do Cristianismo. Por essas iniciativas foi perseguido pelos fascistas italianos, pelo governo pós-guerra, e por grupos de dentro da própria Igreja Católica. Seu trabalho só teve o devido reconhecimento quando João Paulo II tornou-se Papa.

Diretor: Gianluigi Calderone
Roteiro: Giuseppe Badalucco, Nicola Badalucco, Franca de Angelis
Música: Paolo Vivaldi
Fotografia: Cesare Bastelli
Elenco: Giulio Scarpati, Andrea Tidona, Maddalena Crippa, Urbano Barberini, Isabella Briganti, Nicolas Tenerani
Edição: Valentina Romano
Distribuidora: Casablanca Filmes

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"CRÔNICAS DE UMA ELEIÇÃO ANUNCIADA"
























Por Liga Bolchevique Internacionalista


"Crônicas de uma eleição anunciada" acompanha as principais polêmicas travadas com as diversas variantes do revisionismo, abrigadas dentro e fora do PT. Enquanto prognosticávamos, já em meados de 2009, que Dilma era a candidata preferencial da burguesia e do imperialismo, justamente porque a frente popular havia conseguido manter a estabilidade do país antes, durante e depois do ápice do crash capitalista

"CRÔNICAS DE UMA ELEIÇÃO ANUNCIADA"

Para os marxistas revolucionários traçar prognósticos corretos a fim de possibilitar uma intervenção justa na luta de classes se constitui um valioso patrimônio político e teórico. Não se trata "apenas" de "arriscar" uma previsão política, algo, diga-se de passagem, que se recusaram a fazer inúmeras correntes que se reivindicam "trotskistas" durante a disputa eleitoral no Brasil. Esse "exercício" militante reside, acima de tudo, na capacidade de estudar a realidade nacional e internacional para apontar dentro de nossas modestas possibilidades como a vanguarda política deve enfrentar, preservando sua independência de classe, uma conjuntura complexa como a realidade brasileira, marcada pela existência da frente popular encabeçada por Lula, o PT e a CUT, sem dúvida alguma um eficaz instrumento da colaboração de classe que controla o governo central e o movimento de massas. "Crônicas de uma eleição anunciada", o livro que a LBI lança neste momento com o objetivo de fazer um balanço, passo a passo, da disputa presidencial que acaba de findar-se com o triunfo da candidata Dilma Rousseff se insere perfeitamente no marco da perspectiva política leninista.

A coletânea de artigos que oferecemos aos nossos leitores e simpatizantes traz textos publicados no Jornal Luta Operária e no sítio da LBI desde agosto de 2009 até os nossos dias, particularmente até o balanço do segundo turno das eleições presidenciais. Aqui se pontua retrospectivamente o momento político em que Lula lança a campanha pré-eleitoral da frente popular colada ao mito "nacionalista" da descoberta do "pré-sal", apresentando Dilma como sua candidata antes mesmo do Congresso Nacional do PT oficializar a escolha do partido, sob o silêncio sepulcral da chamada "esquerda petista". Com o embuste na nova campanha do ?petróleo é nosso? Lula deu à frente popular o eixo programático que marcou todo o embate com a ?oposição conservadora? sobre as privatizações.

No mesmo período, analisamos o lançamento de Marina Silva pelo PV como uma manobra da própria frente popular para tirar votos de Serra, em uma caracterização completamente oposta a do conjunto da esquerda revisionista. A votação do tucano no primeiro turno, bem menor do que alcançada por Alckmin em 2006 no mesmo período provaram que a "operação verde" estava montada a serviço da frente popular. Vários artigos reproduzidos aqui abordaram esse novo fenômeno político e sua importância para o próximo período, inclusive seus efeitos sobre a própria crise que vive o PSOL hoje.

"Crônicas de uma eleição anunciada" acompanha as principais polêmicas travadas com as diversas variantes do revisionismo, abrigadas dentro e fora do PT. Enquanto prognosticávamos, já em meados de 2009, que Dilma era a candidata preferencial da burguesia e do imperialismo, justamente porque a frente popular havia conseguido manter a estabilidade do país antes, durante e depois do ápice do crash capitalista no segundo semestre de 2008, o PSTU alardeava justamente o contrário, que havia um profundo desgaste no projeto governista, realidade que supostamente se aprofundaria com a crise econômica mundial, tanto que para os morenistas Lula não conseguiria operar a transmissão de votos para Dilma. Os resultados eleitorais falam por si só...

Mas os revisionistas evoluíram da conveniente "aposta" de que "o resultado do segundo turno está completamente aberto" como fazia o PSTU poucos dias após o 03 de outubro, ou mesmo da análise contemplativa da LER e da TPOR que "explicavam" a obviedade que não havia mal menor no segundo turno entre Dilma ou Serra porque a burguesia estava representada por ambas as candidaturas, para delírios perigosos, como os proferidos pelo PCO. Este bradava não "só" que Serra era o candidato oficial do imperialismo e da burguesia mundial, mas "denunciava" que a classe dominante tupiniquim (grande imprensa, judiciário, grupos econômicos) estava orquestrando um ilusório "golpe eleitoral" contra Dilma Rousseff para impor a vitória tucana! Como tudo não passava de um delírio, tal colocação era uma espécie de apoio envergonhado do PCO à frente popular, produto da pressão pró-Dilma sobre a vanguarda que arrastou importantes setores da classe ante a polarização política do segundo turno. Esse mesmo arco catastrofista já alardeia que o governo Dilma será frágil, instável com um cenário pós-Lula de crise e radicalização da luta de classes, quando a perspectiva aberta com a vitória da frente popular no campo parlamentar e através do aprofundamento do controle das direções sindicais aponta no sentido inverso.

Outro diferencial da análise marxista presente em "Crônicas..." é a caracterização do próprio processo eleitoral como uma farsa montada pela classe dominante que escolhe o vencedor e "profere" o resultado que lhe convém, como bem sintetizou o título do artigo "Referendou-se o deliberado" lançado poucas horas depois do anúncio da vitória de Dilma Rousseff no segundo turno. Alertamos aos nossos leitores e simpatizantes que não estamos falando somente da fraude midiática até "denunciada" pela esquerda revisionista, com suas lamúrias acerca da falta de espaço nos noticiários da grande imprensa ou das pesquisas "fabricadas", apenas a ponta desse imenso iceberg. Estamos nos referindo a uma fraude global, operada pela totalização dos dados provenientes das urnas eletrônicas, mais conhecidas como "robotrônicas", que não podem ser auditadas pelo simples fato que não existe a comprovação física do voto. Esta denúncia militante realizada quase como voz solitária durante toda a campanha presidencial coloca a nu em sua plenitude a farsa eleitoral e toda a podridão da engrenagem desse regime democratizante que decide os que assumirão a gerência dos negócios à frente do Estado burguês de forma cada vez mais independente e, mesmo contrário, do pretenso resultado soberano do sufrágio popular.

Por fim, ao publicar esse livro, entendemos ser esta modesta contribuição um esforço de nossa corrente em auxiliar os lutadores a ter uma correta compreensão da difícil etapa por que atravessamos assim como reafirmamos a necessidade da adoção de um programa revolucionário que possa conduzir o proletariado à superação política da frente popular e melhor armá-lo teoricamente para erguer um genuíno partido marxista-leninista, para nós um instrumento fundamental de combate pela conquista do poder político pelos trabalhadores.

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

Campanha Liberdade Battisti Já‏




Fonte: Comité em defesa de Cesare Battisti - Ceará

Comuna de Paris


























Por Rainer Sousa

O século XIX foi palco de transformações políticas e econômicas que marcaram a ascensão da burguesia e o aparecimento dos movimentos socialistas. Esses dois fatos históricos perfilavam a configuração de um cenário bastante contraditório em Paris, capital da França. A cidade aproveitava os capitais de seu processo de industrialização para abrir bulevares, construir grandes palácios e belos jardins. Em contrapartida, seus trabalhadores viviam em cortiços insalubres e mal cheirosos.

Essa distinção social acontecia em meio ao governo de Napoleão III, que buscava ampliar os interesses do Estado e da burguesia com acordos diplomáticos e guerras que nem de longe tratavam dos interesses de seus mais humildes trabalhadores. Em 1870, Napoleão III se envolvia em uma guerra contra a Prússia, com o interesse de conquistar alguns territórios de uma Alemanha em pleno processo de unificação territorial. No entanto, seus planos não foram muito bem sucedidos.

A derrota na chamada Guerra Franco-Prussiana custou a destituição de Napoleão III da monarquia francesa e a instituiu um regime republicano controlado pelo general Louis-Adolph Tiers. A humilhação militar e a conturbação política da época serviram de incentivo para que a população se mobilizasse contra aquela situação vexatória. Em março de 1871, a população pegou em armas e expulsou a tropas prussianas que pretendiam controlar a capital da França.

Depois de defender de forma vívida a soberania do Estado Nacional francês, a população parisiense recebeu a notícia do aumento de impostos e aluguéis. Inconformada com tamanha arbitrariedade de um governo que mal sabia se defender, os trabalhadores saíram às ruas reivindicando melhores condições de vida. Assustado, o governo ordenou que a combalida Guarda Nacional sufocasse o protesto. No entanto, os soldados resolveram apoiar os manifestantes.

O caso de insubordinação inflou ainda mais o movimento de origem popular. Em resposta, o governo francês ordenou a execução sumária dos generais Clément Thomas e Lecomte. Logo em seguida, uma série de barricadas tomou conta da cidade de Paris e a Guarda Nacional tratou de organizar suas forças em pontos estratégicos para que os republicanos não retomassem o poder. Dessa forma, tinha início à chamada Comuna de Paris.

O governo popular chegava ao poder sobre forte inspiração dos escritos do pensador socialista Karl Marx e do anarquista Joseph Proudhon. Entre outras medidas, os chamados “assaltantes do céu” promoveram a separação entre Igreja e Estado, aboliu os aluguéis e os ricos palacetes saqueados. Enquanto isso, os republicanos assinaram um acordo com a Prússia pelo qual viabilizaram a formação de um exército com mais de 170 mil soldados.

No dia 21 de maio, as tropas republicanas deram início à chamada “Semana Sangrenta” que deu fim à comuna. Depois de experimentarem o poder durante setenta e dois dias, 20 mil dos revolucionários foram mortos e outros 35 mil encarcerados pelas tropas do general Thiers. Sem eleger heróis máximos, a Comuna de Paris veio a inspirar outras experiências de profunda transformação, como a Revolução Russa de 1917.

Fonte: http://www.alunosonline.com.br/historia/comuna-de-paris/