ABAS

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Adeus, Polvo Paul! Profeta molusco morre na Alemanha







Quem vencerá a Copa do Mundo de 2014, no Brasil? Não adianta esperar pela resposta do Polvo Paul… Ele morreu!

O profeta molusco que ficou famoso ao acertar todos os resultados para os quais arriscou previsões no Mundial de 2010, na África do Sul, morreu nesta terça-feira, dia 26, na Alemanha. Quem informa é o aquário de Oberhausen.

Paul acertou até o resultado da final entre Holanda e Espanha, quando os espanhóis sagram-se campeões do mundo pela primeira vez. Seu sistema de previsões era simples. Escolhia um mexilhão de uma das duas caixas situadas em seu tanque em Oberhausen, cada uma delas decorada com uma bandeira. Em todas às vezes, o escolhido acabou vencendo.

O animal acertou todas as sete partidas disputadas pela Alemanha: previu as vitórias contra Austrália, Gana, Inglaterra, Argentina e Uruguai e também as derrotas para a Sérvia e para a Espanha, além do resultado da final.

Informações de Portal G1

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Frases Históricas de Lao-Tsé
























"É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão"

"Pagai o mal com o bem, porque o amor é vitorioso no ataque e invulnerável na defesa"

"Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão"

Uma longa viagem começa com um único passo

Lança o saber e não terás tristeza

O sábio não se exibe e vejam como é notado. Renuncia a si mesmo e jamais é esquecido

Quando a obra dos melhores chefes fica concluída, o povo diz: fomos nós que a fizemos

A libertação do desejo conduz à paz interior

Com o bom sou bom, / mas mesmo com quem não é bom sou bom / pois boa é a virtude

Governa-se um grande Estado assim como se frita um pequeno peixe

Aquele que se eleva nas pontas dos pés não está seguro

A felicidade nasce da infelicidade; a infelicidade está escondida no seio da felicidade

A alma não tem segredo que o comportamento não revele

Aquele que tudo julga fácil, encontrará muitas dificuldades

Aquele que sabe não fala; aquele que fala não sabe

O coração do homem pode estar deprimido ou excitado. Em qualquer dos dois casos o resultado será fatal

Quando o governante é indulgente, o povo é virtuoso. Quando o governante é rigoroso, o povo prevarica

Nada é impossível a quem pratica a contemplação. Com ela, tornamo-nos senhores do mundo

Aquele que não tem confiança nos outros, não lhes pode ganhar a confiança

Aquele que sabe quando tem bastante, não cairá no ridículo. E aquele quando deve parar, não correrá perigos

O homem realmente culto não se envergonha de fazer perguntas também aos menos instruídos

O homem sábio / rejeita o excesso / rejeita a prodigalidade / rejeita a grandeza

Uma longa viagem de mil milhas inicia-se com o movimento de um pé

Quem fica na ponta dos pés, tem pouca firmeza

Fonte: http://www.pensador.info/autor/Lao-Tse/

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Explicação de Dr. Lucio















Cearense,


Quero compartilhar com você, que merece todo o meu respeito, uma decisão importante para o futuro do nosso Estado e do nosso País. Faço, antes, um breve histórico dos últimos acontecimentos.

Quando decidi oficializar meu nome como candidato ao Governo do Estado tive a garantia do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do líder do Governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, entre outras lideranças nacionais do partido, de que a candidata Dilma Roussef participaria de nossa campanha, como faria em todos os estados onde houvesse mais de um palanque de aliados.

No primeiro turno, apoiei lealmente, e com empenho, a candidatura de Dilma à presidência da República. Mas não houve reciprocidade. O que vimos foi um apoio ostensivo da candidata Dilma ao nosso adversário. Mesmo assim, continuamos levando o nome de Dilma a todo o Estado até o dia 3 de outubro.

Logo após as eleições, e sem ao menos nos comunicar, o PT anunciou o nome do deputado Ciro Gomes como coordenador da campanha petista no Nordeste.

Em busca de nosso apoio, e sabedor do compromisso que tenho com o Ceará, fui convidado pelo candidato José Serra a ouvir suas propostas. Ele reiterou seu compromisso com o Nordeste e com o Ceará. Compartilhei com todos do PR, e com pessoas que estiveram junto conosco durante o primeiro turno das eleições, o convite para apoiar Serra à presidência da República. E juntos tomamos a decisão.

O povo me colocou na oposição. E estou convicto de que o Ceará precisa de uma forte frente de oposição ao atual governo. Não uma oposição incoerente, mas uma oposição consistente. Neste primeiro momento, nossa meta é eleger José Serra presidente do Brasil. Depois, estarei, com todos do Partido da República, ao lado do PPS, do PSDB, do DEM e de todos que queiram o melhor para o Ceará e para o seu povo.


Fonte: http://lucioalc.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vida: O primeiro instante





















Por Texto Eliza Muto e Leandro Narloch

Aborto é assassinato? Pesquisar células-tronco é brincar com pequenos seres humanos? Manipular embriões é crime? Polêmicas como essas só se resolverão ao determinarmos quando, de fato, começa a vida humana

Ao lado de “paz” e “amor”, “vida” é uma daquelas poucas palavras capazes de provocar unanimidade. Quem pode ser contra? “Amor” e “paz”, no entanto, são conceitos cuja definição não desperta polêmica. Com “vida” é diferente. Ninguém é capaz sequer de explicar o que é vida. Só no Aurélio há 18 tentativas. Por mais de 2 mil anos, essa indefinição foi motivo de inquietação só para poucos filósofos. Em geral, nos contentamos em falar que vida é vida e pronto. Hoje, porém, a ciência mexe fundo neste conceito. Expressões como “proveta” e “manipulação genética” estão cada vez mais presentes no cotidiano. E a pergunta sobre o que é vida, e quando ela começa, virou uma polêmica que vai guiar boa parte da sociedade em que vamos viver. A resposta sobre a origem de um indivíduo será decisiva para determinar se aborto é crime ou não. E se é ético manipular embriões humanos em busca da cura para doenças como o mal de Alzheimer e deficiências físicas.

“Ter embriões estocados em laboratório é um evento tão novo e diferente para a humanidade que ainda não tivemos tempo de amadurecer essa idéia”, diz José Roberto Goldim, professor de bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Biologicamente, é inegável que a formação de um novo ser, com um novo código genético, começa no momento da união do óvulo com o espermatozóide. Mas há pelo menos 19 formas médicas para decidir quando reconhecer esse embrião como uma pessoa.”

Vida é quando acontece a fecundação? Isso significa dizer que cerca de metade dos seres humanos morre nos primeiros dias, já que é muito comum o embrião não conseguir se fixar na parede do útero, sendo expelido naturalmente pelo corpo. Vida é o oposto de morte – e então ela se inicia quando começam as atividades cerebrais, por volta do 2º mês de gestação? Vida é um coração batendo, um feto com formas humanas, um bebê dando os primeiros gritos na sala de parto? Ou ela começa apenas quando a criança se reconhece como indivíduo, lá pelos 2 anos de idade? Para a Igreja, vida é o encontro de um óvulo e um espermatozóide e, portanto, não há qualquer diferença entre um zigoto de 3 dias, um feto de 9 meses e um homem de 90 anos. Mas então por que não existem velórios com coroas de flores, orações e pessoas de luto para embriões que morrem nos primeiros dias de gravidez? Essa é uma discussão cheia de contradições e respostas diferentes. Um debate em que a medicina fica mais perto de ser uma ciência humana do que biológica e em que freqüentemente se encontram cientistas usando argumentos religiosos e religiosos se valendo de argumentos científicos. Por isso, o melhor a fazer é começar pela história de como a idéia de vida apareceu entre nós.

A história da vida

Saber onde começa a vida é uma pergunta antiga. Tão velha quanto a arte de perguntar – a questão despertou o interesse, por exemplo, do grego Platão, um dos pais da filosofia. Em seu livro República, Platão defendeu a interrupção da gestação em todas as mulheres que engravidassem após os 40 anos. Por trás da afirmação estava a idéia de que casais deveriam gerar filhos para o Estado durante um determinado período. Mas quando a mulher chegasse a idade avançada, essa função cessava e a indicação era clara: o aborto. Para Platão, não havia problema ético algum nesse ato. Ele acreditava que a alma entrava no corpo apenas no momento do nascimento.

As idéias do filósofo grego repercutiram durante séculos. Estavam por trás de alguns conceitos que nortearam a ciência na Roma antiga, onde a interrupção da gravidez era considerada legal e moralmente aceitável. Sêneca, um dos filósofos mais importantes da época, contou que era comum mulheres induzirem o aborto com o objetivo de preservar a beleza do corpo. Além disso, quando um habitante de Roma se opunha ao aborto era para obedecer à vontade do pai, que não queria ser privado de um filho a quem ele tinha direito.

A tolerância ao aborto não queria dizer que as sociedades clássicas estavam livres de polêmicas semelhantes às que enfrentamos hoje. Contemporâneo e pupilo de Platão, Aristóteles afirmava que o feto tinha, sim, vida. E estabelecia até a data do início: o primeiro movimento no útero materno. No feto do sexo masculino, essa manifestação aconteceria no 40º dia de gestação. No feminino, apenas no 90º dia – Aristóteles acreditava que as mulheres eram física e intelectualmente inferiores aos homens e, por isso, se desenvolviam mais lentamente. Como naquela época não era possível determinar o sexo do feto, o pensamento aristotélico defendia que o aborto deveria ser permitido apenas até o 40º dia da gestação.

A teoria do grego Aristóteles sobreviveu cristianismo adentro. Foi encampada por teólogos fundamentais do catolicismo, como São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, e acabou alçada a tese oficial da Igreja para o surgimento da vida. E assim foi por um bom tempo – até o ano de 1588, quando o papa Sixto 5º condenou a interrupção da gravidez, sob pena de excomunhão. Nascia aí a condenação do Vaticano ao aborto, você deve estar pensando. Errado. O sucessor de Sixto, Gregório 9º, voltou atrás na lei e determinou que o embrião não formado não poderia ser considerado ser humano e, portanto, abortar era diferente de cometer um homicídio. Essa visão perdurou até 1869, no papado de Pio 9º, quando a Igreja novamente mudou de posição. Foi a solução encontrada para responder à pergunta que até hoje perturba: quando começa a vida? Como cientistas e teólogos não conseguiam concordar sobre o momento exato, Pio 9º decidiu que o correto seria não correr riscos e proteger o ser humano a partir da hipótese mais precoce, ou seja, a da concepção na união do óvulo com o espermatozóide.

A opinião atual do Vaticano sobre o aborto, no entanto, só seria consolidada com a decisão dos teólogos de que o primeiro instante de vida ocorre no momento da concepção, e que, portanto, o zigoto deveria ser considerado um ser humano independente de seus pais. “A vida, desde o momento de sua concepção no útero materno, possui essencialmente o mesmo valor e merece respeito como em qualquer estágio da existência. É inadmissível a sua interrupção”, afirma dom Rafael Llano Cifuentes, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O catolicismo é das únicas grandes religiões do planeta a afirmar que a vida começa no momento da fecundação e a equiparar qualquer aborto ao homicídio. O judaísmo e o budismo, por exemplo, admitem a interrupção da gravidez em casos como o de risco de vida para a mãe (veja quadro na pág 61). Isso mostra que a idéia de vida e a importância que damos a ela varia de acordo com culturas e épocas. Até séculos atrás, eram apenas as crenças religiosas e hábitos culturais que davam as respostas a esse debate cheio de possibilidades. Hoje, a ciência tem muito mais a dizer sobre o início da vida.

A ciência explica

O astrônomo Galileu Galilei (1554-1642) passou a vida fugindo da Igreja por causa de seus estudos de astronomia. Ironicamente, sem uma de suas invenções – o telescópio, fundamental para a criação do microscópio –, a Igreja não teria como fundamentar a tese de que a vida começa já na união do óvulo com o espermatozóide. Foi somente no século 17, após a invenção do aparelho, que os cientistas começaram a entender melhor o segredo da vida. Até então, ninguém sabia que o sêmen carregava espermatozóides. Mais tarde, por volta de 1870, os pesquisadores comprovaram que aqueles espermatozóides corriam até o óvulo, o fecundavam e, 9 meses depois, você sabe. Foi uma descoberta revolucionária. Fez os cientistas e religiosos da época deduzir que a vida começa com a criação de um indivíduo geneticamente único, ou seja, no momento da fertilização. É quando os genes originários de duas fontes se combinam para formar um indivíduo único com um conjunto diferente de genes.

Que bom se fosse tão simples assim. Hoje sabemos que não existe um momento único em que acontece a fecundação. O encontro do óvulo com o espermatozóide não é instantâneo. Em um primeiro momento, o espermatozóide penetra no óvulo, deixando sua cauda para fora. Horas depois, o espermatozóide já está dentro do óvulo, mas os dois ainda são coisas distintas. “Atualmente, os pesquisadores preferem enxergar a fertilização como um processo que ocorre em um período de 12 a 24 horas”, afirma o biólogo americano Scott Gilbert, no livro Biologia do Desenvolvimento. Além disso, são necessárias outras 24 horas para que os cromossomos contidos no espermatozóide se encontrem com os cromossomos do óvulo.

Quando a fecundação termina, temos um novo ser, certo? Também não é bem assim. A teoria da fecundação como início de vida sofre um abalo quando se leva em consideração que o embrião pode dar origem a dois ou mais embriões até 14 ou 15 dias após a fertilização. Como uma pessoa pode surgir na fecundação se depois ela se transforma em 2 ou 3 indivíduos? E tem mais complicação. É bem provável que o embrião nunca passe de um amontoado de células. Depois de fecundado numa das trompas, ele precisa percorrer um longo caminho até se fixar na parede do útero. Estima-se que mais de 50% dos óvulos fertilizados não tenham sucesso nessa missão e sejam abortados espontaneamente, expelidos com a menstruação.

Além dessa visão conhecida como “genética”, há pelo menos outras 4 grandes correntes científicas que apontam uma linha divisória para o início da vida. Uma delas estabelece que a vida humana se origina na gastrulação – estágio que ocorre no início da 3ª semana de gravidez, depois que o embrião, formado por 3 camadas distintas de células, chega ao útero da mãe. Nesse ponto, o embrião, que é menor que uma cabeça de alfinete, é um indivíduo único que não pode mais dar origem a duas ou mais pessoas. Ou seja, a partir desse momento, ele seria um ser humano.

Com base nessa visão, muitos médicos e ativistas defendem o uso da pílula do dia seguinte, medicação que dificulta o encontro do espermatozóide com o óvulo ou, caso a fecundação tenha ocorrido, provoca descamações no útero que impedem a fixação do zigoto. Para os que brigam pelo o direito do embrião à vida, a pílula do dia seguinte equivale a uma arma carregada.

Para complicar ainda mais, há uma terceira corrente científica defendendo que para saber o que é vida, basta entender o que é morte. E países como o Brasil e os EUA definem a morte como a ausência de ondas cerebrais. A vida começaria, portanto, com o aparecimento dos primeiros sinais de atividade cerebral. E quando eles surgem? Bem, isso é outra polêmica. Existem duas hipóteses para a resposta. A primeira diz que já na 8ª semana de gravidez o embrião – do tamanho de uma jabuticaba – possui versões primitivas de todos os sistemas de órgãos básicos do corpo humano, incluindo o sistema nervoso. Na 5ª semana, os primeiros neurônios começam a aparecer; na 6ª semana, as primeiras sinapses podem ser reconhecidas; e com 7,5 semanas o embrião apresenta os primeiros reflexos em resposta a estímulos. Assim, na 8ª semana, o feto – que já tem as feições faciais mais ou menos definidas, com mãos, pés e dedinhos – tem um circuito básico de 3 neurônios, a base de um sistema nervoso necessário para o pensamento racional.

A segunda hipótese aponta para a 20ª semana, quando a mulher consegue sentir os primeiros movimentos do feto, capaz de se sentar de pernas cruzadas, chutar, dar cotoveladas e até fazer caretas. É nessa fase que o tálamo, a central de distribuição de sinais sensoriais dentro do cérebro, está pronto. Se a menor dessas previsões, a de 8 semanas, for a correta, mais da metade dos abortos feitos nos EUA não interrompem vidas. Segundo o instituto americano Allan Guttmacher, ong especializada em estudos sobre o aborto, 59% dos abortos legais acontecem antes da 9ª semana.

Apesar da discordância em relação ao momento exato do início da vida humana, os defensores da visão neurológica querem dizer a mesma coisa: somente quando as primeiras conexões neurais são estabelecidas no córtex cerebral do feto ele se torna um ser humano. Depois, a formação dessas vias neurais resultará na aquisição da “humanidade”. E essa opinião também é partilhada por alguns teólogos cristãos, como Joseph Fletcher, um dos pioneiros no campo da bioética nos EUA. “Fletcher acreditava que, para se falar em ser humano, é preciso se falar em critérios de humanidade, como autoconsciência, comunicação, expressão da subjetividade e racionalidade”, diz o filósofo e teólogo João Batistiolle, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Para o filósofo Peter Singer, da Universidade de Princeton, nos EUA, levado às últimas conseqüências o critério da autoconsciência pode ser usado para considerar o infanticídio moralmente aceitável em algumas situações. Segundo ele, é lícito exterminar a vida de um embrião, feto, feto sem cérebro ou até de um recém-nascido extremamente debilitado se levarmos em conta que o bebê não têm consciência de si, sentido de futuro ou capacidade de se relacionar com os demais. “Se o feto não tem o mesmo direito à vida que a pessoa, é possível que o bebê recém-nascido também não tenha”, afirma o filósofo australiano, que atraiu a ira de grupos pró-vida que o acusam de ser nazista, embora 3 de seus avós tenham morrido no holocausto. “Pior seria prolongar a vida de um recém-nascido com deficiências graves e condenado a uma vida repleta de sofrimento.”

É o caso de bebês com anencefalia, que não têm o cérebro completamente formado. Dos fetos anencéfalos que nascem vivos, 98% morrem na 1ª semana. Os outros, nas semanas ou meses seguintes. Nesse caso, é melhor prolongar a existência do bebê ou abortar para evitar o sofrimento da criança? “Provavelmente, a vida de um chimpanzé normal vale mais a pena que a de uma pessoa nessa condição. Assim, poderia dizer que há circunstâncias em que seria mais grave tirar a vida de um não-humano que de um humano”, alega Singer. A tese é recebida com desprezo no campo adversário. “Há testemunhos entre pais de pacientes desenganados pela medicina de que é possível viver uma positividade mesmo dentro da situação de sofrimento”, afirma Dalton Luiz de Paula Ramos, professor da USP e coordenador do Projeto Ciências da Vida, da PUC-SP. Em julho de 2004, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar liberando o aborto de fetos anencéfalos no país. A decisão final da Justiça, que pode legalizar definitivamente o aborto de anencéfalos no Brasil, deve sair a qualquer momento.

FONTE: http://super.abril.com.br/ciencia/vida-primeiro-instante-446063.shtml
Revista Super interessante

sábado, 9 de outubro de 2010

Para “Tropa de Elite 2”, problema da segurança se limita a corrupção








Ao lançar “Tropa de Elite 2”, o cineasta José Padilha manifestou a expectativa que seu filme estimule um debate sobre segurança no país.

“O Fernando Henrique não fez nada na questão da segurança pública. O Lula tinha um ótimo plano, mas nunca o implementou. E os candidatos não falam do problema da segurança pública. Se o filme fizer os candidatos tocarem nessa questão, eu me sinto feliz”.

Parece pretensioso – e é. Mas Padilha tem bons motivos para acreditar que o filme vai entrar na agenda eleitoral. Lançado com mais de 600 cópias a três semanas do segundo turno presidencial, com maciço apoio da Globo Filmes, o que implica em divulgação laudatória em todos os veículos do grupo, “Tropa de Elite 2” tem tudo para se tornar “um assunto” desta eleição.

Numa disputa marcada por pouco debate programático, muita troca de acusações e, agora, um viés religioso, seria altamente positivo que o tema da segurança pública fosse discutido com algum rigor pelos dois candidatos presidenciais.

O problema, a meu ver, é que “Tropa de Elite 2” oferece poucos subsídios para esta discussão. Como já foi largamente informado, o filme mostra a “evolução” do capitão Nascimento (Wagner Moura), de feroz comandante do Bope a assessor do secretário de Segurança do Rio. Nesta transição, Nascimento, agora coronel, entende que o problema do tráfico de drogas não se resolve com a invasão de favelas.

É um avanço e tanto. Nascimento descobre que os traficantes estão sendo substituídos por milícias, formadas por policiais, com apoio de políticos, interessados nos lucros monetários e eleitorais da “pacificação” das favelas. O coronel chama isso de “sistema” e o filme vai mostrar como ele se insurge contra este estado de coisas.

Na visão retratada por Padilha ao longo de quase duas horas tudo se resume a corrupção. O “sistema” está podre, defende “Tropa de Elite 2”. Se é verdade, o que discutir então? O que Padilha espera de Dilma e Serra ao apresentar uma olhar tão simplificado do problema?

“Tropa de Elite 2” é feito para provocar catarse, indignação, com a “podridão” do “sistema”. Magnificamente produzido e dirigido, com excelentes atuações de Wagner Moura e Irandhir Santos, certamente vai levar multidões aos cinemas, mas não creio que ajudará muito em qualquer discussão mais séria sobre o assunto.

Em tempo: Duas críticas do filme, entrevista com o diretor, trailer, ficha técnica e fotos podem ser encontrados aqui e aqui.

Tags: eleições, Irandhir Santos, José Padilha, segurança pública, Tropa de Elite 2, Wagner Moura

por Mauricio Stycer

Fonte: http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br

CEGO ADERALDO
























Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo, nasceu no dia 24 de junho de 1878 na cidade do Crato — CE. Logo após seu nascimento mudou-se para Quixadá, no mesmo estado. Aos cinco anos começou a trabalhar, pois seu pai adoeceu e não conseguia sustentar a família. Tomou conta dos pais sozinho. Quinze dias depois que seu pai morreu (25 de março de 1896), quando tinha 18 anos e trabalhava como maquinista na Estrada de Ferro de Baturité, sua visão se foi depois de uma forte dor nos olhos. Pobre, cego e com poucos a quem recorrer, teve um sonho em verso certa vez, ocasião em que descobriu seu dom para cantar e improvisar. Ganhou uma viola a qual aprendeu a tocar. Mais tarde começou a tocar rabeca. Algum tempo depois, quando tudo parecia estar voltando à estabilidade, sua mãe morre. Sozinho começou a andar pelo sertão cantando e recebendo por isso. Percorreu todo o Ceará, partes do Piauí e Pernambuco. Com o tempo sua fama foi aumentando. Em 1914 se deu a famosa peleja com Zé Pretinho (maior cantador do Piauí). Depois disso voltou para Quixadá mas, com a seca de 1915, resolveu tentar a vida no Pará. Voltou para Quixadá por volta de 1920 e só saiu dali em 1923, quando resolveu conhecer o Padre Cícero. Rumou para Juazeiro onde o próprio Padre Cícero veio receber o trovador que já tinha fama. Algum tempo depois foi a vez de cantar para Lampião, que satisfez seu pedido — feito em versos — de ter um revólver do cangaceiro.

Tentando mudar o estilo de vida de cantador, em 1931, comprou um gramofone e alguns discos que usava para divertir o povo do sertão apresentando aquilo que ainda era novidade mesmo na capital. Conseguiu o que queria, mas o povo ainda o queria escutar. Logo depois, em 1933, teve a idéia de apresentar vídeos. Que também deu certo, mas não o realizava tanto. Resolveu se estabelecer em Fortaleza em 1942, onde veio a abrir uma bodega na Rua da Bomba, No. 2. Infelizmente o seu traquejo de trovador não servia para o comércio e depois de algum tempo fechou a bodega com um prejuízo considerável.

Desde 1945, então com 67 anos, Cego Aderaldo parou de aceitar desafios. Mas também, já tinha rodado o sertão inúmeras vezes, conseguira ser reconhecido em todo lugar, cantara pra muitas pessoas, inclusive muitas importantes, tivera pelejas com os maiores cantadores. E, na medida em que a serenidade, que só o tempo trás ao homem, começou a dificultar as disputas de peleja, ele resolveu passar a cantar apenas para entreter a alma. Cego Aderaldo nunca se casou e diz nunca ter tido vontade, mas costumava ter uma vida de chefe de família pois criou 24 meninos.

Texto extraído do livro “Eu sou o Cego Aderaldo”, prefácio de Rachel de Queiroz, Maltese Editora — São Paulo, 1994

Fonte: http://poemia.wordpress.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cartas de amor










Todas as cartas de amor são ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras, ridículas.

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor ridículas.

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente ridículas.)

"Fernando Pessoa"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Governo equatoriano denuncia ao mundo tentativa de golpe de Estado












A Chancelaria do Equador expressou sua rejeição categórica à toda tentativa de desestabilização da ordem democrática no país, legitimado pela vontade popular e Constitucional, e alertou ao mundo essa situação.

Em um comunicado oficial convocou-se todos os equatorianos e equatorianas, bem como à Comunidade Internacional a estarem vigilantes frente à tentativa de golpe de Estado no Equador.

Reiterou que os interesses particulares de determinados grupos não podem estar acima dos interesses gerais de todo o país, e expressou seu desejo de que o diálogo e o interesse comum, prevaleçam sob o objetivo de fortalecer a democracia no Equador.

A secretaria de Comunicação da Presidência reiterou a denúncia, ante a tentativa de desestabilização do sistema democrático equatoriano, ocasionado pela insubordinação de elementos da força pública.

Destaca que o Governo do presidente Rafael Correa, desde o triunfo da vontade popular nas urnas, tem gerado e liderado um processo histórico de mudança política, social e econômica, que tem beneficiado os setores menos favorecidos, garantindo seus direitos e todas as liberdades.

A luta da Revolução Cidadã transcende o espaço nacional e insere-se na luta dos povos do sul pela democratização do sistema internacional, agregou a nota.

O presidente tem chamado a manifestar o apoio ao projeto, porque a sociedade não aceitará a destruição do projeto que tanto tempo e esforço tem custado instaurar, o qual tem recebido o apoio em várias ocasiões da maioria dos equatorianos, concluiu.

Golpe de Estado no Equador «falhou», diz Fidel Castro






O ex-líder cubano considerou, esta sexta-feira, que a tentativa de golpe de Estado contra o presidente equatoriano Rafael Correa «falhou».

«O presidente Rafael Correa mostra-se firme e intratável. O povo está muito melhor organizado. O golpe de Estado militar, segundo a minha opinião, já falhou», declarou Fidel Castro num artigo publicado no site Cubadebate.

O histórico comunista disse, ainda, que os Estados Unidos «não tiveram outra escolha» senão condenar a tentativa de golpe de Estado, depois das condenações ao ataque por parte de vários líderes latino-americanos, na Organização dos Estados Americanos.

Do portal abola