ABAS

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

MPE considera Roseana Sarney “ficha suja”



“A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer favorável ao recurso que pede a impugnação da candidatura ao governo do Maranhão de Roseana Sarney (PMDB). No recurso, de autoria do candidato à deputado estadual Anderson Lago (PSDB), é contestada a decisão do TRE-MA que no início deste mês aceitou o registro de candidatura de Roseana. Aderson é primo de Jackson Lago, adversário de Roseana. Na ocasião, os juízes do TRE avaliaram o pedido de impugnação contra Roseana por ela ser alvo de duas ações populares e por ter sido multada, no final do ano passado, por propaganda eleitoral fora de época.

Os juízes consideraram, no entanto, que as ações populares são inconsistentes e que a multa não se enquadra nas restrições previstas na Lei da Ficha Limpa. No parecer, Sandra Cureau também avalia que as duas ações populares não têm vinculo com Roseana, mas enquadra a candidata como inelegível devido a aplicação da multa por propaganda eleitoral irregular.

“Roseana Sarney foi condenada pela prática de desvirtuamento de publicidade institucional, com vistas à realização de propaganda eleitoral extemporânea. Portanto, acarreta inelegibilidade”, diz Cureau em trecho do parecer. O recurso segue para o ministro Hamilton Carvalhido, relator do caso no TSE.”

(Globo Online)

Categoria(s): Brasil, Eleições 2010 por Eliomar de Lima

As alianças dos verdes, petistas e tucanos


O último programa de televisão de Plínio Arruda Sampaio levantou o problema das alianças entre os partidos políticos, mostrando que a maioria deles estão comprometidos com as elites, e em seus governos aprofundaram a desigualdade no Brasil. Em seu programa , o candidato do PSOL afirmou que “há um muro que separa os pobres de seus direitos. Tucanos e petistas adoram fazer alianças com as pessoas que construíram esse muro”.



Utilizando como base apenas as alianças para disputas em governos de estado constatamos na prática o que Plínio Arruda Sampaio e o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) falam em em seus programas eleitorais.

O caso mais emblemático de que somente na aparência há diferenças significativas de projeto entre os chamados principais partidos é estado de Maranhão, onde a coligação entre PT, PMDB, DEM, PV tenta a eleição de Roseana Sarney. A família Sarney é conhecida por todo povo brasileiro como coronéis que detém o monopólio dos meios de comunicação no estado, possuem diversos latifúndios e é alvo de inúmeras acusações de desvio de dinheiro. Além disso, controla a política local há pelo menos 20 anos e só fez crescer a desigualdade social, a concentração de terras e, conseqüentemente, o absurdo aumento da pobreza.

Não é somente no Maranhão onde as alianças são definidas por interesses de poder. O PMDB, um um dos partidos mais importantes na coligação da campanha com Dilma Rousseff para a presidência, é um grande exemplo disso. O mesmo PMDB que está com o PT na disputa presidencial e em mais 13 estados, se aliou em outros 6 com o PSDB e DEM, partido de José Serra. Tem também aliança com o PV (Partido Verde) de Marina Silva no Espírito Santo.

O “alternativo” PV de Marina Silva que não tem coligação para a disputa presidencial é aliada de PSDB e DEM em 5 estados. Em outros dois se alia ao PT e no Maranhão apóia Roseana Sarney.

Outro partido importante da base de Dilma, o PSB, se alia com PSDB e DEM em 5 em cinco estados, em outros 13 está com o PT.

Esses dados mostram explicitamente a falsa polarização política nestas eleições. A maioria dos partidos luta para manter seu poder e a desigualdade social no Brasil fazendo alianças que garantam isso, independente do partido com que tenha que se aliar. Partidos como o PT, por exemplo, que eram oposição a figuras como Collor e Renan Calheiros, hoje se agraciam do próprio fisiologismo justificado pela ‘governabilidade’.

Nas últimas eleições municipais, PT e PSDB se aliaram em 1.058 municípios e venceram em 245, governando juntos.

Muito além das alianças partidárias

O editor da revista Caros Amigos, Hamilton Octávio de Souza, no artigo “O passeio eleitoral da candidata do Lula” escrito em fevereiro deste ano, lembra que “a base parlamentar do atual governo é muito ampla, consistente e diversificada, vai desde o PT e o PCdoB até o PTB do Roberto Jefferson e o PP do Paulo Maluf, vai desde gente muito decente até os mais corruptos e atrasados caciques do coronelismo.”

Além disso, o jornalista relata que as alianças não têm um fim em si mesmo. Elas refletem em políticas que favorecem a burguesia do país. “As pesquisas indicam – sem qualquer vacilação – que a força do presidente Lula no norte-nordeste brasileiro é imbatível, em parte porque é lá que está concentrada a massa do Bolsa-Família, que não tem condição de sobrevivência sem o programa governamental; em parte por causa das muitas obras de grande valor econômico, como a transposição do Rio São Francisco, a construção da hidrelétrica de Belo Monte e tantas outras; e em parte porque as alianças com as principais lideranças dessas regiões, como José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho (e tantos outros), devidamente fortalecidas, asseguram um bom desempenho no jogo eleitoral”, escreveu Hamilton.

Ele também cita a dependência com o sindicalismo, dizendo que eles apoiariam Dilma “mesmo que não venha a ser aprovada a redução da jornada de trabalho para 40 horas e nem a mudança no cálculo das aposentadorias.”

Na análise, ele também decifra a dificuldade da direita representada pelo DEM e PSDB, pois elas não teriam expressão, e estariam sem eixo após a derrocada do fundamentalismo neoliberal. Além disso, diz que na base da direita, há lulistas como Aécio Neves e “nem mais a poderosa FIESP quer saber da tucanalhada”.

No final, o professor diz que o cenário deve permanecer deste modo, “a não ser que, num passe mágico, as pessoas acordem da letargia”. Este é o sentido da candidatura de Plínio Arruda Sampaio e do PSOL, que, apostam nas alianças com os movimentos sociais e com esquerda para construir um processo de transformação social. A tarefa, neste momento, é conseguir adesões através do voto para elegermos nossa combativa bancada e continuar fazendo os enfrentamentos a esse modelo de desigualdade.

FONTE: www.plinio50.com.br

Lúcio leva esperança à população



Os bairros Granja Portugal e Genibaú receberam a carreata Lúcio 22 na manhã deste domingo (29). Os candidatos Lúcio Alcântara, Cláudio Vale e Alexandre Pereira conversaram com os moradores de dois dos bairros mais carentes por saneamento, moradia e segurança de Fortaleza.

Dentro dos planos de governo do candidato Lúcio Alcântara, Granja Portugal e Genibaú fazem parte das regiões contempladas com a expansão de cobertura de esgotamento sanitário, que passará dos atuais 53% para 80% na capital e Região Metropolitana nos próximos quatro anos. Além disso, o bairro será beneficiado com o Cheque Moradia, programa que auxiliará as famílias a adquirirem kits de construção para, aos poucos, dar às suas casas condições cada vez mais adequadas para viver.

Ao passar pela Feira do Genibaú, a comitiva Lúcio 22 parou por alguns instantes para ouvir demandas e constatar prioridades. Os jovens se destacaram na receptividade. O estudante Damião de Jesus, 19 anos, até se emocionou ao ser cumprimentado por Lúcio: "Vou votar nele. Não vejo ninguém vindo conversar com a gente, é como se tivesse medo de encarar o povo", desafia.

Fonte: www.lucio22.com.br

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Politica é coisa séria...

A preço de banana






Quando falamos sobre comida, nem sempre imaginamos a dimensão histórica e cultural que um simples fruto pode ter. No caso da banana, o uso e o fácil acesso a esse gênero alimentício se mostram como uma das mais típicas características da economia natural e agroexportadora do continente americano. No século XX, vários países da América Central ficaram conhecidos como sendo parte integrante da chamada “República das Bananas”.

Essa relação entre a banana e o continente americano, na verdade, é bastante antiga. Ao chegarem ao Novo Mundo, os colonizadores europeus logo perceberam que as bananeiras abundavam em nossas terras. O clima quente e úmido fazia com que o fruto estivesse sempre disponível, sem que fosse necessário um planejamento rigoroso ou o emprego de técnicas agrícolas mais elaboradas. Ainda hoje, ela serve como base alimentar de muitas famílias habitantes de países americanos mais pobres.

Seguindo a lógica de exploração do sistema mercantilista, os comerciantes do Velho Mundo tinham pouco interesse em explorar comercialmente uma riqueza de tão fácil obtenção. O grande lance era investir em gêneros agrícolas que tivessem preços elevados e que, por isso, garantiam uma polpuda margem de lucros à burguesia mercantil europeia. De fato, a pobre banana era o indício cabal de que a antiga lei da oferta e da procura tinha lá suas razões.

Com o passar do tempo o preço da banana acabou sendo naturalmente incorporado ao nosso vocabulário financeiro. Toda vez que encontramos um produto “a preço de banana”, temos a certeza que pagaremos bem pouco naquele bem que tanto desejamos. Em tempos de pouca grana, nada melhor que pagar valores módicos que nos lembrem o precinho convidativo de um cacho de bananas!


Fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/a-preco-banana.htm

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nicarágua: o primeiro Vietnã dos Estados Unidos



Vinte anos depois de Cuba, e, 1979, outro pequeno país da América Central lança feixes luminosos sobre o nosso sofrido Continente: a Nicarágua. Na Capital do país, Manágua, sinos badalam, sirenes buzinam, pessoas percorrem as ruas a pé, em carros abertos, agitando a bandeira rubro-negra da FSLN e bradando: “Viva Sandino”, “Pátria Livre”, “Viva a Revolução”! A Insurreição Popular triunfara, derrotando 45 anos de ditadura somozista.



A Nicarágua tem uma história de lutas e foi o primeiro Vietnã dos EUA, quando o povo expulsou os ianques de seu território em 1934. Augusto César Sandino, líder anti-imperialista (ver A Verdade nº 85), é a maior expressão dessa luta.


JORNAL A VERDADE

Entidades populares de Alagoas fazem novo movimento “Fora Collor”



Entidades representativas da sociedade civil organizada marcaram para a próxima quinta-feira (26) o segundo “Fora Collor”, ato de repúdio ao nome do senador Fernando Collor (PTB-AL), candidato ao Governo de Alagoas. O primeiro “Fora Collor” aconteceu no dia 11 de agosto. “Nossa proposta é dizer a todos que estamos preocupados com a candidatura do senador. Neste ato, também faremos um repúdio aos candidatos acusados de assassinato que disputam as eleições este ano”, disse o coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Antônio Fernando dos Santos, o “Fernando CPI”.

O MCCE é formado por advogados, sindicalistas, estudantes de escolas públicas e particulares e movimentos de luta pela terra. A Juventude do PTB promete um ato semelhante, em apoio a Collor. “Não sei o porquê de apenas o nome do senador gerar um movimento como este. E logo em período eleitoral? Isso é estranho”, disse o presidente nacional da Juventude, Anderson Xavier. O primeiro “Fora Collor” quase registrou um confronto com os apoiadores do senador. Nas ruas de Maceió, eles trocaram agressões verbais e provocações. A Polícia Militar reforçou o contingente para evitar quebra-quebra em prédios públicos.”

(Portal Tera)
(Blog do Eliomar)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Plinio enfrenta polêmica em debate católico



A candidata Dilma Rousseff, que não compareceu ao debate e ficou "twitando" durante o evento, num claro desrespeito às emissoras promotoras do confronto e ao eleitorado católico, foi criticada pelos três participantes presentes. Plínio não fugiu de nenhum tema polêmico.



O debate promovido na noite desta segunda-feira (23 de agosto) pelas TVs Aparecida e Canção Nova foi marcado por temas ligados às questões morais. Aborto, exposição de símbolos religiosos em prédios públicos, castidade e monogamia, postura diante da homossexualidade - todas essas questões foram apresentadas aos candidatos presentes. Plínio não titubeou em nenhuma das questões que lhe foram apresentadas para responder ou comentar.

Sobre o aborto, lembrou que todos os anos mais de cem mil mulheres pobres morrem em decorrência de cirurgias malfeitas e, mesmo ressaltando seu posicionamento pessoal e religioso contra a interrupção da gravidez, afirmou que como homem público e candidato a presidente seguirá a deliberação partidária de defesa da legalização. "Criminalizar o aborto exige medidas concretas para combater a erotização da nossa sociedade", lembrou Plínio, para em seguida acrescentar que seu posicionamento também tem amparo na compreensão dos setores não-fundamentalistas católicos. "A omissão diante dessa realidade [das mortes das jovens vitimadas por abortos malfeitos] vai contra o nosso compromisso com a opção pela pobreza", esgrimiu.

Em resposta à questão sobre a homofobia, Plínio foi enfático: "ninguém pode ser discriminado, humilhado, agredido por sua opção sexual". O jornalista que perguntou a Plínio sobre o assunto, por desconhecimento ou tentativa deliberada de constranger o candidato, chegou a afirmar que o projeto de lei que criminaliza a homofobia e está em análise no Senado Federal proibiria manifestações de posicionamentos religiosos críticas à homossexualidade - o que não é verdade pois a propositura se limita a proibir manifestações discriminatórias e não de preceito religioso. Aliás, o projeto tem como artigo 1º o seguinte texto: "Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero". Diferentemente do que tentou fazer parecer o jornalista, o PLC 122/06 não cerceia a crença religiosa de ninguém. Apenas proíbe que cidadãos sejam agredidos ou discriminados por serem homossexuais, assim como pela sua religião.

Outro tema polêmico respondido por Plínio foi sua opinião sobre a exibição de símbolos religiosos em prédios públicos. Plínio lembrou que quando exercia seus mandatos de deputado federal muitas vezes assistiu a práticas dentro do Congresso Nacional sobre as quais pensava "Cristo não merecia estar vendo isso". Para ele, a religiosidade de todos deve ser respeitada pelo Estado laico, sem imposição de uma crença sobre as demais.

Plínio falou ainda sobre o controle social da mídia. "Não pode haver censura estatal de jeito nenhum, mas também não pode ser que sete, oito famílias controlem toda a mídia no país e exerçam poder de censura, como fazem com a minha candidatura e a de outros candidatos a presidente sérios, como o Zé Maria". Plínio defendeu a instituição de um conselho nacional de comunicação, com representação de toda a sociedade.
Fonte: www.plinio50.com.br

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Simón Bolívar: Libertador e estadista



Um dos maiores vultos da história latino-americana, Bolivar comandou as revoluções que promoveram a independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco nasceu na aristocracia colonial. Recebeu excelente educação de seus tutores e conheceu as obras filosóficas greco-romanas e as iluministas.

Aos nove anos, perdeu os pais e ficou a cargo de um tio. Este o enviou à Espanha, aos 15 anos, para continuar os estudos. Lá, Bolívar conheceu María Teresa Rodríguez del Toro y Alayza, com quem casou em 1802. Pouco depois de terem voltado para a Venezuela, a esposa morreu de febre amarela. Bolívar então jurou nunca mais casar.

Em 1804, retornou para a Espanha. Na Europa, presenciou a proclamação de Napoleão como imperador da França e perdeu o respeito por ele, considerando-o traidor das idéias republicanas. Após breve visita aos EUA, regressou para a Venezuela em 1807.

No ano seguinte, Napoleão provocou uma grande revolução popular na Espanha, conhecida como Guerra Peninsular. Na América, organizações regionais se formaram para lutar contra o novo rei, irmão de Napoleão.

Caracas declarou a independência, e Bolívar participou de uma missão diplomática à Inglaterra. Na volta, fez um discurso em favor da independência da América espanhola. Em 13 de agosto de 1811, forças patriotas, sob o comando de Francisco de Miranda, venceram em Valencia. Mas, no ano seguinte, depois de vários desastres militares, os dirigentes revolucionários entregaram Miranda às tropas espanholas.

Bolívar escreveu o famoso "Manifesto de Cartagena", sustentando que Nova Granada deveria apoiar a libertação da Venezuela. Em 1813, invadiu a Venezuela e foi aclamado Libertador. Em junho daquele ano, tomou Caracas e, em agosto, proclamou a segunda república venezuelana.

Em 1819, organizou o Congresso de Angostura, que fundou a Grande Colômbia (federação que abrangia os atuais territórios da Colômbia, Venezuela, Panamá e Equador), a qual nomeou Bolivar presidente. Após a vitória de Antonio José de Sucre sobre as forças espanholas (1822), o norte da América do Sul foi enfim libertado.


Em julho de 1822, Bolívar discutiu com José de San Martín a estratégia para libertar o Peru, mais ao sul. Em setembro de 1823, ele e Sucre chegaram a Lima para planejar o ataque. Em agosto de 1824, derrotaram o exército espanhol. No ano seguinte, Sucre criou o Congresso do Alto Peru e a República da Bolívia (assim batizada em homenagem a Bolívar). Em 1826, Bolívar concebeu o Congresso do Panamá, a primeira conferência hemisférica.

Em 1827, devido a rivalidades pessoais entre os generais da revolução, eclodiram guerras civis na Grande Colômbia. Em 25 de setembro de 1828, em Bogotá, Bolívar sofreu um atentado, conhecido como "conspiração setembrina", da qual saiu ileso graças à ajuda de sua companheira, Manuela Sáenz. Com a guerra civil de 1829, a Venezuela e a Colômbia se separaram; o Peru aboliu a Constituição bolivariana; e a província de Quito tornou-se independente, adotando o nome de Equador.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u276.jhtm

Tom Zé é Plínio nessas eleições




Confirmando suas declarações ao blog da jornalista do jornal do Brasil, Heloísa Tolipan, o músico Tom Zé afirmou à assessoria de imprensa do candidato a presidência pelo PSOL, Plínio Arruda Sampaio, que votará no candidato nestas eleições.

Em sua declaração afirmou que “Quando a gente tem em quem votar já é uma grande alegria. Eu estou muito satisfeito de poder votar no Plínio nessas eleições”.

Foi com imensa alegria que a candidatura do candidato do PSOL recebeu esta notícia, pois acredita ques Tom Zé é um dos mais importantes músicos e pensadores brasileiros e sempre foi um contraponto à homogenização da cultura e um grande combatente da luta contra o muro da desigualdade no Brasil.

Fonte: www.plinio50.com.br

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Provérbio Chinês

Jamais se desespere em meio às mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.

Rui Barbosa




Rui Barbosa de Oliveira, político e jurisconsulto, nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de novembro de 1849. Bacharelou-se em 1870 pela Faculdade de Direito de São Paulo. No início da carreira na Bahia, engajou-se numa campanha em defesa das eleições diretas e da abolição da escravatura. Foi político relevante na República Velha, ganhando projeção internacional durante a Conferência da Paz em Haia (1907), defendendo com brilho a teoria brasileira de igualdade entre as nações. Eleito deputado provincial, e adiante geral, atuou na elaboração da reforma eleitoral, na reforma do ensino, emancipação dos escravos, no apoio ao federalismo e na nova Constituição. Por divergências políticas, seu programa de reformas eleitorais que elaborou, mal pode ser iniciado, em 1891. Em 1916, designado pelo então presidente Venceslau Brás, representou o Brasil centenário de independência da Argentina, discursando na Faculdade de Direito de Buenos Aires sobre o conceito jurídico de neutralidade. O discurso causaria a ruptura definitiva da relações do Brasil com a Alemanha. Apesar disso, recusaria, três anos depois, o convite para chefiar a delegação brasileira à Conferência de Paz em Versalhes. Com seu enorme prestígio, Rui Barbosa candidatou-se duas vezes ao cargo de Presidente da República - nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca e 1919, contra Epitácio Pessoa - entretanto, foi derrotado em ambas, sendo o período durante a primeira candidatura o marco inicial e sua Campanha Civilista. Como jornalista, escreveu para diversos jornais, principalmente para A Imprensa, Jornal do Brasil e o Diário de Notícias, jornal o qual presidia. Sua extensa bibliografia recolhida em mais de 100 volumes, reúne artigos, discursos, conferências EE. questões políticas de toda uma vida. Sócio fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa. Sua vasta biblioteca, com mais de 50.000 títulos pertence à Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada em sua própria antiga residência no Rio de Janeiro. Rui Barbosa faleceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1923.

Fonte:www.paralerepensar.com.br

Lúcio contra o trabalho escravo






O candidato a governador do Estado, Lúcio Alcântara, assinou nesta segunda (16) carta-compromisso contra o trabalho escravo. Pelo documento, Lúcio assume, se eleito, oito posturas contra essa prática, entre elas a de renunciar ao cargo ou exonerar de funções públicas, durante seu mandato, caso seja descoberto escravidão em suas propriedades ou pessoas de confiança do Governo que se beneficiem deste tipo de mão-de-obra.




A iniciativa de produzir a carta-compromisso partiu da Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, da ONG Repórter Brasil, que desde 2001 desenvolve projetos e informa a sociedade sobre a importância de se extinguir esse trato no Brasil. A organização é membro da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), criada em 2003 pelo Presidente Lula e formada por ministérios, instituições da Justiça e do Ministério Público e entidades da sociedade civil.




O trabalho escravo foi extinto oficialmente no Brasil em 13 de maio de 1888. Em 1995, o governo brasileiro admitiu ainda existir no Brasil condições de trabalho análogas à escravidão. A carta-compromisso da ONG Repórter Brasil está sendo direcionada, com voluntária adesão, aos candidatos ao Governo dos Estados e à Presidência do Brasil. Acompanhe pelo site da ONG a lista de candidatos que já se comprometeram ou não com esta iniciativa (www.reporterbrasil.org.br) e também pelo site www.compromissopelaliberdade.org.br.

População do Maciço quer programa “SAÚDE MAIS PERTO DE VOCÊ”




A chegada da coligação Para Fazer Brilhar o Ceará (PR/PPS) mudou a rotina das cidades de Acarape, Redenção e Aracoiaba na manhã desta quarta-feira (18). Lúcio Alcântara visitou as cidades acompanhado do seu vice, Claudio Vale, e do candidato ao senado, Alexandre Pereira.
A população de Acarape, localizado na microrregião de Baturité, acordou cedinho para aguardar a chegada da comitiva Lúcio 22, que, aos poucos, tomou as ruas da cidade, percorrendo o comércio local e atraindo a atenção da população que se encontrava em postos de saúde, escolas, agências bancárias e residências, como a de dona Francisca Medeiros, que se emocionou ao receber o futuro governador do Ceará. “Acarape já escolheu nosso próximo governador. Doutor Lúcio estará de volta, se Deus quiser”, vibrou a eleitora.
Em Redenção, Lúcio e seus parceiros políticos viram de perto a situação precária do Hospital Paulo Sarasate, um dos motivos que levam a população a buscar atendimento médico em Fortaleza. A gestão Lúcio Alcântara garante a continuidade do programa Saúde Mais Perto de Você, aparelhando os hospitais macrorregionais e assegurando a eficiência das clínicas médicas especializadas.
Os fogos de artifício anunciavam a chegada da coligação ao último município visitado. Aracoiaba, terra natal da família Pereira, foi receptiva à presença do futuro senador. Os candidatos visitaram a feira e percorreram as principais ruas da cidade.

Fonte:wwwlucio22.com.br

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Heloisa Helena vai voltar



Lúcio vai retomar programa agente rural e utilizar fecop para combate a pobreza




A comitiva 22, liderada por Lúcio Alcântara, candidato ao Governo pela coligação Para fazer brilhar o Ceará, chegou cedo a Itarema, para mais um dia de campanha. O corpo a corpo com os eleitores começou na feira da cidade.

Questionado por um feirante, Lúcio Alcântara falou sobre sua proposta de retomar o programa Agente Rural, a fim de viabilizar projetos de geração de renda e dar mais autonomia à agricultura familiar. O candidato aproveitou para falar, também, sobre o FECOP (Fundo Estadual de Combate à Pobreza), criado durante seu governo, em 2003, com o objetivo de arrecadar recursos para aplicar em projetos de combate à pobreza. “Pretendo retomar a lei em sua origem, destinando os recursos para facilitar o acesso a bens e serviços sociais, melhorando as condições de educação, de saúde e de capacitação para gerar renda, além de facilitar o crédito para pequenos negócios".

De Itarema, a comitiva seguiu para Acaraú, onde a recepção foi calorosa durante o trajeto pelo comércio local. Bela Cruz foi o terceiro município visitado pelo candidato republicano na manhã desta sexta, 13, e onde foi realizada uma caminhada pelo centro da cidade. De lá, Lúcio Alcântara seguiu para Amontada, em nova caminhada com os eleitores. Após o almoço, em Miraíma, quinto município visitado pelos candidatos da coligação PR/PPS no dia de hoje, Lúcio, Alexandre Pereira e Cláudio Vale percorreram as ruas principais da cidade para mais conversas com a população.

Fonte: www.lucio22.com.br

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Bárbara de Alencar - 2 Fev 1760 - 28 Ago 1823)





A primeira mulher heroína do Brasil foi Dona Bárbara de Alencar, nascida a 2 de fevereiro de 1760, em Cabrobó-PE.

A heroína cratense da Revolução de 1817 era filha de Joaquim Pereira de Alencar e de Teodósia Rodrigues da Conceição.

Casou-se com o negociante português José Gonçalves dos Santos. A 17 de setembro de 1789 deu a luz a Tristão Gonçalves Pereira de Alencar, que na Confederação do Equador mudou seu nome para Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.

A 16 de outubro de 1794, deu a luz a José Martiniano de Alencar, falecido em 15 de março de 1860, como senador, o qual a 29 de abril de 1817, chegou ao Crato-CE, encarregado pelo Governador Revolucionário de Pernambuco, de libertar o Ceará contra a dominação portuguesa. No dia 3 de maio, de batina e roquete, o Diácono José Martiniano de Alencar, subiu ao púlpito na Matriz do Crato e proclamou nossa Independência e República.

Em consequência, Dona Bárbara de Alencar fugiu do Crato para Paraíba, mas foi presa no Rio do Peixe, pelos seguidores do Governador Sampaio.

Qualificada entre os presos “INFAMES CABEÇAS”, foi enviada para Icó-CE, depois para Fortaleza, onde, posteriormente, juntamente com outros presos, foi para Recife-PE, de lá, finalmente foram recolhidos às prisões da Bahia, onde foram cruelmente tratados.

Dona Bárbara foi libertada em 17 de novembro de 1820, vindo a falecer em sua fazenda, Touro-PI, a 28 de agosto de 1823.

Fantástica odisséia encerra a vida dessa mulher extraordinária, que sendo mãe, soube ser heroína, sendo mulher, soube vencer os preconceitos da época.

Sua vida foi marcada pelo exemplo de fé e de patriotismo em todas as gerações. Sua descência projetou-lhe, pela ilustração dos filhos e netos, a grandiosidade.

BÁRBARA DE ALENCAR projetou seu vulto, sua vida e sua obra, para muito além dos estreitos limites do Crato e do Ceará. Foi figura do Nordeste de relevância nacional.

Fonte: http://www.enciclopedianordeste.com.br/biografia-barbara.php

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

VOCÊ SABIA QUE....



VOCÊ SABIA QUE....


O maior produtor de oxigênio são os oceanos e mares em virtude das algas serem grandes e produtoras de oxigênio?

A unha da mão cresce 4x mais do que a unha do pé?

A matéria prima do chocolate é o cacau brasileiro, que em conjunto com o leite saudável dos Alpes Suíços, produz o melhor chocolate do mundo?

Um prato de feijoada leva de 6 a 8 horas para ser digerido?

O músculo mais forte do corpo humano é a língua?

Uma pessoa normal tem de 120 a 150 mil fios de cabelo na cabeça?

40 mil garrafas e latinhas de Coca-Cola são vendidas no mundo por segundo?

4% da riqueza do mundo é o suficiente para saciar as necessidades básicas do mundo?

Alguns insetos conseguem viver até um ano sem a cabeça?

O "quac" de um pato não faz eco, e ninguém ainda sabe explicar porquê?

Antes da II Guerra Mundial, a lista telefônica de Nova Yorque tinha 22 Hitlers, e depois dela não tinha mais nenhum?

Os glóbulos vermelhos são as únicas células sem núcleo do nosso organismo?

13 segundos é o recorde de tempo de voo de uma galinha

O crocodilo não consegue pôr a lingua para fora?

É possível fazer uma vaca subir escadas mas é impossível fazê-la descer?

O orgasmo do porco dura 30 minutos?

"Queremos de volta o modelo Lucio Alcântara de governar"


Após percorrer várias comunidades no interior do Estado, a coligação Para Fazer Brilhar ao Ceará (PR/PPS) retorna à capital nesta segunda-feira, 9, e realiza caminhada pela Av. Alberto Magno, no Montese.

Acompanhado do vice, Cláudio Vale, e do candidato a deputado estadual, Tony Nunes, Lúcio Alcântara percorreu a avenida, conversando com comerciantes e recebendo o apoio de moradores e clientes que visitavam o principal corredor comercial do bairro, neste início de semana.

O aumento da carga tributária implantada na atual administração estadual foi o tema mais comentado pelos comerciantes, que se dizem insatisfeitos com a arrecadação de impostos do Governo do Estado. “Não conseguimos mais ganhar dinheiro. Queremos de volta o modelo Lúcio Alcântara, onde o Estado arrecada e nós sobrevivemos financeiramente”, solicitou o comerciante Evaldo Jucá, mostrando ao candidato as absurdas tributações a serem pagas. Sensibilizado à causa dos pequenos comerciantes, Lúcio Alcântara se comprometeu em resgatar seu modelo de administração pública. “Vamos trazer de volta o favorecimento da área comercial, queremos aliviar a carga tributária. O Governo tá sufocando e matando os contribuintes”, ressaltou o candidato.

O forte sol e o calor humano dos eleitores convidaram a comitiva a tomar uma água de coco no comércio de seu João Torquato, na esquina com a rua Prof. Costa Mendes. Foi lá que Lúcio recebeu o caloroso abraço de dona Conceição Goulart. “Deixei um cliente me aguardando na cadeira e corri para abraçar Dr. Lúcio, um dos melhores políticos do Ceará”, vibrou a cabeleireira.

Ao longo de todo o percurso Lúcio Alcântara recebeu o apoio de fortalezenses que possuem raízes em todo o Estado. Morada Nova, Piquet Carneiro e Iguatu foram apenas alguns dos municípios citados por eleitores que declararam seus votos de fidelidade ao futuro governador do Ceará.

www.lucio22.com.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Diferença Entre Ataque Cardíaco e Infarto




O coração funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo humano. Quando se contrai, distribui sangue pelas artérias; e quando se dilata, traz o sangue de volta para dentro dele, pelas veias. A parada cardíaca ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de exercer a função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo.

De acordo com o cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Agudas do Incor HC/FMUSP, doutor José Carlos Nicolau, o infarto é a causa mais comum de parada cardíaca na população.
“Além de fazer com que o sangue circule pelo corpo, o coração também precisa de sangue para o próprio funcionamento. Quando há obstrução de um vaso que alimenta o órgão, a região relacionada a esse vaso pode vir a morrer. Isso é o infarto do miocárdio (do coração)“, explica, acrescentando que o infarto tem tamanho e repercussão variáveis, dependendo do vaso que tiver sido obstruído.

De 3.439 infartados, atendidos no Incor nos últimos dez anos, 479 tinham 50 anos ou menos. O especialista lembra que, quando há uma parada cardíaca, é fundamental que haja atendimento rápido.

“Em alguns casos, é possível reverter o quadro. Quando o atendimento é feito prontamente, diminuem-se os riscos de lesão cerebral”, informa.

Além do infarto, há outras diversas causas que podem levar à parada cardíaca, como insuficiência cardíaca em fase terminal, embolia pulmonar, arritmia cardíaca congênita, entre outras.

Fonte: O coração funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo humano. Quando se contrai, distribui sangue pelas artérias; e quando se dilata, traz o sangue de volta para dentro dele, pelas veias. A parada cardíaca ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de exercer a função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo.

De acordo com o cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Agudas do Incor HC/FMUSP, doutor José Carlos Nicolau, o infarto é a causa mais comum de parada cardíaca na população.
“Além de fazer com que o sangue circule pelo corpo, o coração também precisa de sangue para o próprio funcionamento. Quando há obstrução de um vaso que alimenta o órgão, a região relacionada a esse vaso pode vir a morrer. Isso é o infarto do miocárdio (do coração)“, explica, acrescentando que o infarto tem tamanho e repercussão variáveis, dependendo do vaso que tiver sido obstruído.

De 3.439 infartados, atendidos no Incor nos últimos dez anos, 479 tinham 50 anos ou menos. O especialista lembra que, quando há uma parada cardíaca, é fundamental que haja atendimento rápido.

“Em alguns casos, é possível reverter o quadro. Quando o atendimento é feito prontamente, diminuem-se os riscos de lesão cerebral”, informa.

Além do infarto, há outras diversas causas que podem levar à parada cardíaca, como insuficiência cardíaca em fase terminal, embolia pulmonar, arritmia cardíaca congênita, entre outras.

Fonte: O coração funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo humano. Quando se contrai, distribui sangue pelas artérias; e quando se dilata, traz o sangue de volta para dentro dele, pelas veias. A parada cardíaca ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de exercer a função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo.

De acordo com o cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Agudas do Incor HC/FMUSP, doutor José Carlos Nicolau, o infarto é a causa mais comum de parada cardíaca na população.
“Além de fazer com que o sangue circule pelo corpo, o coração também precisa de sangue para o próprio funcionamento. Quando há obstrução de um vaso que alimenta o órgão, a região relacionada a esse vaso pode vir a morrer. Isso é o infarto do miocárdio (do coração)“, explica, acrescentando que o infarto tem tamanho e repercussão variáveis, dependendo do vaso que tiver sido obstruído.

De 3.439 infartados, atendidos no Incor nos últimos dez anos, 479 tinham 50 anos ou menos. O especialista lembra que, quando há uma parada cardíaca, é fundamental que haja atendimento rápido.

“Em alguns casos, é possível reverter o quadro. Quando o atendimento é feito prontamente, diminuem-se os riscos de lesão cerebral”, informa.

Além do infarto, há outras diversas causas que podem levar à parada cardíaca, como insuficiência cardíaca em fase terminal, embolia pulmonar, arritmia cardíaca congênita, entre outras.

FONTE:www.vocesabia.net

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Origem do sinal arroba






De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até que ele começou a entrar no nosso dia-a-dia e foi preciso arranjar-lhe uma designação.
A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.

Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.

O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba’a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí.

No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.

O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».

Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.

Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos… o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.

Em inglês, «charles@aol.us» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler «fulano@servidor.pt» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país. Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas. Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.

Por Nuno Crato

Fonte:www.vocesabia.net

“Lúcio sabe governar”







A coligação Para fazer brilhar o Ceará(PR/PPS), esteve na manhã desta quarta (11) em Canindé, no sertão central cearense. Foi sob o olhar da estátua de São Francisco, construída por Lúcio Alcântara quando governador do Estado, que o candidato, acompanhado do vice, Claudio Vale, e do candidato ao senado, Alexandre Pereira, dividiu a calorosa recepção dos moradores com políticos apoiadores. Em cima de um carro, Lúcio e seus companheiros percorreram as ruas do Centro, acenando para a multidão de eleitores que se acumulavam nas calçadas da cidade.

Aos 15 anos, o adolescente Igor Silva divide seus dias entre as atividades escolares e a venda de legumes dentro do antigo mercado. O garoto sonha em se tornar policial, mas não está satisfeito com as atuais condições da profissão. “Também sonho com melhores salários e condições de trabalho”, desabafa. Umas das propostas de Lúcio Alcântara é a criação da Secretaria Estadual Antidrogas, e Igor a vê como um importante avanço nas políticas para juventude. “Vejo muitos adolescentes de Canindé se envolvendo com as drogas, e isso é triste. Espero com a criação desta Secretaria retire os jovens das drogas e coloque-os no rumo certo”.

A praça Tomás Barbosa, que tradicionalmente abriga romeiros, tornou-se palco para que a população de Canindé ouvisse as propostas dos candidatos. Da esquina, dentro de um dos mais tradicionais comércios da cidade, seu José Natan Marreiro correu e improvisou versos de apoio à candidatura de Lúcio. “É no Lúcio que eu vou votar, porque ele sabe governar nosso querido Ceará”, cantarolou o poeta. Da praça, a comitiva seguiu rumo à Basílica de São Francisco, onde foram renovados os pedidos de bençãos e os votos de fé da coligação.

Fonte:wwwlucio22.com.br

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Frei Tito de Alencar Lima






Dados biográficos de Frei Tito de Alencar Lima

Nascido em Fortaleza (CE), dia 14 de setembro de 1945. Filho de Idelfonso Rodrigues Lima e Isaura Alencar Lima. Estudou com os padres jesuítas no Colégio Santo Inácio. Participou da Juventude Estudantil Católica (JEC), ala jovem da Ação Católica. Em 1963, eleito dirigente regional da JEC (Maranhão à Bahia), com sede em Recife (PE). Em 1964, participou das primeiras reuniões e das manifestações estudantis contra a ditadura militar. No início de 1966, ingressou no noviciado dos dominicanos, em Belo Horizonte (MG). Em 10 de fevereiro de 1967, fez a profissão simples dos votos e foi residir no Convento das Perdizes para estudar Filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Em 1968, foi preso durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Ibiúna (SP), com todos os congressistas. Em novembro de 1969, foi preso novamente, com Frei Betto e outros religiosos. Torturado ininterruptamente durante três dias pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, chefe do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Em dezembro de 1970, incluído entre os prisioneiros políticos trocados pelo embaixador suíço, Giovani Enrico Bücker, seqüestrado pelo comando da Vanguarda Popular Revolucionária. Em 1971, foi para Roma, Itália, e, em seguida, para Paris, França, onde foi acolhido no convento Saint Jacques. Em 10 de Agosto de 1974, foi encontrado morto em área do Convento de Lyon.

Fonte: www.adital.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Artigo: Mais uma vez, é a Vale quem ganha em Carajás





Por Lúcio Flávio Pinto *

Voltou a paz social entre capital e trabalho na região de Parauapebas, no sul do Pará, uma das mais conturbadas do país, onde estão em atividade - ou em implantação - algumas das maiores minas brasileiras e mundiais, na província mineral de Carajás. A frase foi dita por Rafael Grassi Ferreira, dono de um título que diz bastante sobre a importância das questões de que trata: gerente geral jurídico trabalhista da Vale, a segunda maior mineradora do planeta.
Ferreira estava feliz por assinar, no dia 20, um acordo com os empregados, depois de mais de dois anos de litigância em torno de um tema até então considerado intragável pela Vale: o pagamento pelo tempo gasto por seus empregados desde seus domicílios até os locais de trabalho. A empresa se recusava a aceitar essa reivindicação, juridicamente denominada de hora "in itinere" (no itinerário). Alegava que não era responsabilidade sua e que o transporte era de competência do poder público, por se tratar de espaço público, situado fora dos limites da sua propriedade.

Com a recusa, o Ministério Público do Trabalho - e não nenhum dos sindicatos com jurisdição em Carajás, como seria de se esperar - propôs uma ação civil pública contra a ex-estatal, privatizada em 1997. O juiz da 1ª vara do trabalho de Parauapebas, Jônatas Andrade, considerando-se convencido de que, por trás de artifícios adotados, era mesmo a Vale quem transportava os empregados, condenou a companhia a recolher 200 milhões de reais ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador, administrado pelo BNDES), pela prática de "dumping social", e mais R$ 100 milhões como danos morais coletivos, a serem pagos aos funcionários. Há 15 mil em atividade nas minas de Carajás.

No acordo promovido em Belém, pela justiça do trabalho, a empresa finalmente reconheceu o direito. Os trabalhadores receberão diariamente um adicional pelos 44 minutos gastos até a mina de ferro de N4, 54 minutos até a jazida de cobre do Sossego e 80 minutos até a mina de manganês do Azul. A empresa terá também de quitar o débito acumulado nos últimos 42 meses (crédito em favor dos empregados retroativo a fevereiro de 2007, provavelmente data-base).

Não foi apresentado, durante a celebração do acordo, o cálculo do valor total desses pagamentos. Mas o representante dos trabalhadores disse que o adicional pelo transporte deverá proporcionar um acréscimo de 3% ao salário base dos empregados da Vale. Espera-se que esse valor se estenda a todas as empresas terceirizadas, que absorvem a maior parte do universo em atividade em Carajás: 12 mil dos 15 mil que atuam nas minas são seus contratados.

Como os empregados terceirizados moram em Parauapebas, distante 30 quilômetros da entrada de Carajás, e não no núcleo residencial interno, reservado aos funcionários da Vale, as empreiteiras serão mais oneradas pelo acordo do que a própria mineradora, cujos funcionários têm um percurso bem mais curto do que o dos demais. Enquanto o impacto na folha da Vale é calculado em 3%, o das empreiteiras deverá chegar a 10%. Ainda assim, é um ônus singelo em vista do peso suave dos salários no custo total de produção e em relação aos lucros (e dividendos) obtidos desde a venda da estatal.

Pelo acordo, a Vale também promoverá ações sociais no montante mínimo de R$ 26 milhões (pouco mais de 10% do valor definido na sentença judicial apenas pelo "dumping social"). Até março de 2012 implantará em Parauapebas uma unidade do Instituto Federal do Pará (antiga Escola Técnica) para cursos de mecânica e eletroeletrônica e, até março de 2011, uma escola modelo no município.

Além de proporcionar satisfação ao representante da empresa, o acordo também tranqüilizou o representante sindical. Por causa do impasse, a convenção coletiva, que venceu em 1º de julho, não pôde ser renovada e, por isso, foi prorrogada até o final de agosto. Agora as negociações poderão ser retomadas.

Em boa hora para a direção do sindicato poder apregoar o resultado como uma vitória e usá-lo na propaganda para a eleição de novembro, embora a atuação sindical tenha se restringido a homologar o que foi estabelecido na negociação entre a empresa, o Ministério Público, o juiz de Parauapebas e a presidente do tribunal regional. O continuísmo deverá persistir na cúpula sindical de Carajás.

O acerto, porém, foi ainda mais vantajoso para a Vale. Condenada inicialmente a desembolsar R$ 300 milhões, o total dos seus gastos ficará muito abaixo do mínimo que a súmula 34 do Tribunal Superior do Trabalho garante ao empregado nesses acordos, que é de 60% do valor da condenação, ou, nesse caso, R$ 180 milhões. Mesmo considerando apenas os R$ 200 milhões atribuídos como pena à prática do "dumping", o pagamento do itinerário dos funcionários será bem inferior aos R$ 154 milhões de diferença entre as ações sociais, de R$ 26 milhões, e a pena legal.

Um ganho ainda mais substancial não constou do termo de acordo. Na sua longa e minuciosa sentença, o juiz Jônatas Andrade classificou como "dumping social" a atitude da empresa de não pagar pelo tempo de percurso do seu empregado, com isso se credenciando a um custo menor de produção. Uma condenação dessas, transitada em julgado, poderia ser utilizada contra a companhia pela prática de concorrência desleal junto à Organização Mundial do Comércio ou a tribunais arbitrais internacionais. Aí a sua dor de cabeça seria profunda e cara.

Mais uma vez a Vale saiu ganhando por, ao invés de reconhecer os direitos trabalhistas a partir do estabelecimento da relação de emprego, cumprindo as normas legais em vigor, só admiti-los em acordo em juízo. É assim que a empresa tem procedido em milhares de ações propostas contra ela e seus empreiteiros nas duas varas da justiça trabalhista de Parauapebas, das mais congestionadas de todo Brasil. A conta sai bem mais barata e dá lucro. Como sempre, a Vale concentra para si, seus sócios, acionistas e compradores no exterior os grandes benefícios da extração (até a rápida exaustão) dos recursos minerais do Pará. O trabalhador, como os Estados nos quais a empresa atua, fica só com o troco.


* Jornalista paraense. Publica o Jornal Pessoal (JP)

Fonte: www.adital.cim.br

FALTA DE SEGURANÇA AFASTA TURISTAS DO MIRANTE





O bairro Vivente Pinzon já foi um dos movimentados e frequentados pelos fortalezenses e turistas. Do mirante pode-se ter uma das mais belas vistas da cidade e apreciar o espetáculo do pôr do sol. “Hoje, por falta de segurança a realidade é outra. Aqui só tem violência. Os assaltos acontecem 24 horas. Temos muito medo”, diz a dona de casa Maria Silva.
O território, onde mais de 80% dos moradores são pescadores, recebeu na tarde desta segunda-feira, 9, a caravana da coligação “Para fazer brilhar o Ceará”. O candidato ao Governo do Estado, Lúcio Alcântara, andou pelas ruas acompanhado do candidato ao Senado, Alexandre Pereira, e dos postulantes cargos proporcionais.
Eles cumprimentaram comerciantes e moradores, e conversaram com quem estava esperando na porta. Ouviram denúncias e reclamações. “Não recebemos mais correspondência porque o carteiro não quer vir mais aqui para não ser assaltado. Os taxistas e carros de entrega de mercadorias não querem mais subir o morro. Estamos entregues às baratas”, declarou a moradora Irene Nascimento.
Mas a falta de segurança não é a única insatisfação do povo do bairro. Saneamento foi o que pediu o comerciante Marcos José. A carência de médicos, clínicos e pediatras no Hospital Geral de Fortaleza é motivo de descontentamento da comunidade, bem como a falta de escolas e creches para atender as crianças.

Do Mirante para o Serviluz - Já era noite quando a coligação “Para fazer brilhar o Ceará” chegou ao bairro Serviluz na segunda-feira, 9. Dona Antonia Ribeiro, residente no bairro há 24 anos, pediu apoio . “Sr. Lúcio, aqui falta tudo. Não tem colégio, não tem praça e o pior é a falta de segurança, frisou.
“Voto nele. Ele é gente demais e foi bom para o Ceará”, disse Dona Maria Braga,77, ao abraçar Lúcio Alcântara. Na casa de Pedro Lucas, 9 meses, o candidato fez uma paradinha para a foto com a criança. A caminhada no Serviluz se encerrou em frente ao comitê do candidato a deputado federal Vicente Arruda.

Fonte: www.lucio22.com.br

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

LÚCIO 22 PROPÕE SAMU EM TODO O ESTADO








Possibilitar que a população de Quixadá (a 167 km de Fortaleza) possa contar com o Serviço Móvel de Urgência (SAMU) foi um dos compromissos que a coligação "Para fazer brilhar o Ceará" levou à terra da Galinha Choca e a Choró Limão neste sábado, em mais uma caminhada de mobilização dos cearenses na escolha do novo governador do Estado. Regionalizar o atendimento à saúde, não só nas macrorregiões, mas em todo Ceará, é uma das inovações do plano de governo do candidato Lúcio Alcântara. Para reduzir as problemáticas com a falta de atendimento de urgência no interior, estão previstas medidas como o Disque Urgência, serviço que disponibilizará equipes com médicos e enfermeiros para dar suporte a situações que envolvam pacientes com alto risco de morte pelos municípios. Estas e demais propostas serão levadas à Ibicuitinga, Ibiapaba e São Benedito, municípios que os candidatos Lúcio Alcântara, Claudio Vale e Alexandre Pereira visitam neste final de semana.

Bartolomeu de Las Casas - (1484-1566)



















Las Casas, no dizer de frei Carlos Josaphat (Las Casas. Todos os direitos para todos. São Paulo: Loyola, 2000), é o modelo e o porta-voz da justiça social, o profeta de todos os direitos para todos na América. Sua figura, sua mensagem e sua luta resplandecem hoje como verdadeiro paradigma das relações dos povos colonizados com os índios que sobreviveram ao massacre da conquista européia”.

Ainda jovem, deixa a cidade de Se-vilha (Espanha) e desembarca na América central em 1502, como colono. Extasiado pela conquista colonial espanhola, torna-se colonizador. O ouro e a ambição são os motivos que norteiam sua vida.

Mais tarde, já sacerdote, aproxima-se de uma comunidade de frades dominicanos que estão profundamente incomodados com a escravidão dos índios. O sermão de Antônio de Montesinos e o livro do Eclesiástico representam os estímulos para a sua conversão. Montesinos, com sua comunidade dominicana, pronunciou o famoso sermão do quarto domingo do Advento, 21 de dezembro de 1511: “Vocês todos estão em pecado mortal, em virtude dos crimes que cometem contra os índios. Com que direito vocês conquistam este país, escravizam, oprimem seus habitantes? Não são estes seres humanos que devem ser respeitados em seus direitos e que devem ser amados por vocês, cristãos?”. O salmo 34,19s desceu como um trovão na vida de Las Casas: “Oferecer a Deus os bens tomados aos pobres é como imolar o filho diante dos olhos do pai”.

A partir daquele momento, a reflexão e o contato concreto com as comunidades indígenas fazem de Bartolomeu de Las Casas um incansável de fensor da dignidade humana, da luta pela justiça e do direito à vida. Ele dizia: “É preciso juntar el hecho y el derecho, dar-se conta da realidade e dos fatos e procurar fazer acontecer o direito, aquilo que é devido a todos”.

“A missão, escreve frei Josaphat, não tem para ele nada de uma obrigação exterior. Ela brota da exigência de um coração extasiado pela descoberta do outro, de uma gente diferente, porém amável e valiosa em sua diferença”
(Las Casas, mímeo, 2001).

Nomeado bispo de Chiapas (México), é consagrado em 1544. Ele inaugura uma nova maneira de exercer o episcopado, voltada para a defesa dos mais pobres e para a justiça social. É verdade que Las Casas nunca se separou do projeto colonial. Visava, no entanto, estabelecer uma simetria entre os povos indígenas e os colonizadores. Não foi bem sucedido neste projeto. Após três anos, as pressões foram tamanhas que teve que abandonar sua diocese.

“A liberdade humana é, como a vida, a coisa mais preciosa e valiosa do mundo”.
Frei Bartolomeu

A partir de 1547, passa a trabalhar na Europa, com o único intento de defender juridicamente e com os escritos a dignidade indígena. Famosos foram os debates e as diatribes que estabeleceu com o teólogo jurista espanhol, Juan-Ginès Sepúlveda, em Valladolid (1550).

A réplica final de Las Casas é uma tomada de defesa enérgica a favor dos índios, admitindo uma evangelização pacífica: “Os índios são nossos irmãos pelos quais Cristo deu sua vida. Por que os perseguimos sem que tenham merecido tal coisa, com desumana crueldade? O passado, e o que deixou de ser feito, não tem remédio; seja atribuído à nossa fraqueza, sempreque for feita a restituição dos bens impiamente arrebatados (...). Sejam enviados aos índios pregoeiros íntegros, cujos costumes sejam espelho de Jesus Cristo(...). Se for feito assim, estou convencido de que eles abraçarão a doutrina evangélica, pois não são néscios nem bárbaros, mas de inata sinceridade, simples, modestos, mansos e, finalmente, tais que estou certo que não existe outra gente mais disposta do que eles a abraçar o Evangelho...”
( SUESS, Paulo (org.). A conquista espiritual da América Espanhola. Petrópolis: Vozes, 1992, p. 543).

O caminho da espiritualidade missionária de Las Casas consistiu em receber de Deus o dom da conversão, em manter abertos os olhos sobre a realidade da exclusão dos índios, sentir a desuma-nidade com que eram tratados e empreender um caminho de defesa, com escritos e debates, de modo que os princípios da justiça e do direito fossem preservados. A missão, para ele, envolvia a neces-sidade de unir o anúncio respeitoso do Evangelho e a defesa dos direitos dos povos indígenas.

Fonte:http://www.pime.org.br/mundoemissao/espiritlascasas.htm

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Plínio de Arruda Sampaio ganha debate da Bandeirantes




Foi o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que tem apenas 1% das intenções de voto, quem ganhou o debate da Rede Bandeiramtes, o primeiro do pleito presidencial. Com um discurso muito franco e sarcástico, Plínio de Arruda Sampaio atirou petardos para todos os lados. Ele acusou Dilma de ser representante de um "calote social" por não ter realizado muitos programas sociais, além dos já existentes. Plínio cobrou de Marina Silva um tratamento da ecologia sob a ótica do trabalhador."A senhora deve parar de pensar a ecologia para os empresários e parar de harmonizar interesses que são contrários (dos patrões e dos trabalhadores)". No final, Plínio notou o excesso de cortesia dos debatedores que a todo custo contemporizam os assuntos e atacou: "Aqui nesse debate está predominando o bom-mocismo (...) Só tem bom-moço aqui do meu lado". Mas a vítima principal da sinceridade de Plínio de Arruda Sampaio foi o candidata José Serra. Depois de o candidato tucano José Serra falar com insistência sonbre a saúde, Plínio disparou balançando a cabeça: "Serra, você só pode ser hipocondríaco". E para fazer uma previsão daqui do BLOGdaFLORESTA, bem no tom irônico do candidato do PSOL, pode ser que sua excelente performance no debate da Bandeirantes garante para ele um crescuimento de 100% nas intenções de voto. Ou seja: de 1% ele dê um salto para os 2% de intenções de votos.## Vamos deixar a avaliação de quem foi melhor no debate, se Dilma, Serra ou Marina, para os leitores.

FONTE:www.blogdafloresta.com

Los Hermanos Revolucionários

Propostas de Dr. Lucio para a Educação



- Fortalecer o Regime de Colaboração Estado e municípios cearenses para o atendimento de educação infantil e melhoria da qualidade do ensino fundamental, fazendo o monitoramento da aprendizagem até o 5º ano do ensino fundamental;



- Ampliar a oferta e melhorar a qualidade do ensino médio, com a definição de uma política de ensino médio rural;



- Criar a Rede de Liceus do Ceará e arranjos produtivos educacionais com foco na educação profissional;



- Valorizar de forma efetiva os profissionais de educação com financiamento para pesquisas das práticas pedagógicas, por meio de um programa de qualificação docente e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salário dos Servidores da Educação;



- Implantar gestão educacional e escolar ?sistêmica, com um programa de formação de lideranças e reconcepção da coordenação pedagógica;



- Reforçar as ações intersetoriais com as áreas da cultura, esporte, meio ambiente, ciência e tecnologia, etc, visando à ampliação da jornada e dos espaços educativos, referenciado no modelo de Escola de Tempo Integral, com forte interação com a comunidade.

FONTE: WWW.LUCIO22.COM.BR

CATEGORIAS SE MOBILIZAM EM FAVOR DE LÚCIO



A campanha LÚCIO 22 chegou nesta quinta-feira aos municípios de Irapuan Pinheiro e Piquet Carneiro, na região Centro-Sul. Nas duas sedes por onde a coligação passou, não faltaram queixas sobre a atual gestão e a prova de confiança em Lúcio Alcântara, em especial, por parte dos motoqueiros, comerciantes, agricultores e servidores públicos – categorias que acolhem o candidato pelo posicionamento de oposição às medidas aplicadas durante este governo, ao condenar, por exemplo, a apreensão de motos, a aplicação de taxas para o transporte de animais, a luta em defesa do pagamento do piso nacional para os professores estaduais e a necessidade de convocar os aprovados nos concursos realizados. As marcas de Lúcio como gestor, no entanto, são as mais mencionadas pelo interior. Uma delas, a construção do Canal da Integração, será visitada nesta sexta-feira, 6. Lúcio Alcântara e seu vice, Claudio Vale, e o candidato a senador pelo PPS, Alexandre Pereira, visitarão Jaguaribara. Os centros comerciais de Jaguaribe, Alto Santo e São João do Jaguaribe serão os próximos destinos da coligação. À noite, já em Fortaleza, mais um passo rumo ao governo será dado. Lúcio Alcântara estará presente na inauguração do comitê Pró-Dilma, a partir das 19 horas.

FONTE: WWW.LUCIO22.COM.BR

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dica de leitura: O cardeal e o repórter: histórias de quem fazem história



A Global Editora acaba de levar às livrarias O cardeal e o repórter, obra em que o jornalista Ricardo Carvalho narra os bastidores das reportagens e a emoção das incontáveis histórias nas quais uma dupla inusitada ― um cardeal e ele, o repórter ― se une para, de certa forma, acelerar o fim da ditadura militar. Dom Paulo Evaristo Arns é o cardeal mencionado no título do livro, hoje arcebispo emérito de São Paulo e que, durante os anos de chumbo, realizou importante trabalho em defesa dos oprimidos e perseguidos da América Latina, além de ter tido tempo e disposição para ser fonte privilegiadíssima de muitos jornalistas. Ricardo Carvalho é o repórter que, entre 1977 e 1984, trabalhou na Folha de S.Paulo, na IstoÉ, na Rede Globo e na TV Cultura e que, argutamente, descobriu histórias incríveis para a criação de reportagens que, de alguma maneira, marcaram aquele momento delicado da vida brasileira e latino­‑americana. Trinta anos se passaram e Ricardo Carvalho, por meio deste texto emocionado, com precisas doses de humor, narra o que, sob a proteção de um personagem do alto escalão da igreja, descobriu e denunciou o que acontecia nas coxias das casernas que abrigavam os mandatários do Brasil.
Em O cardeal e o repórter, o leitor vai rememorar alguns episódios, como a bem­‑sucedida campanha pela libertação de Aparecido Galdino, um preso político esquecido sem julgamento no Manicômio Judiciário; a repugnante história da identificação das primeiras crianças, filhos de presos políticos, sequestradas pelas forças de repressão no Cone Sul ou ainda a surpreendente cobertura jornalística da reunião histórica dos bispos latino­‑americanos, em Puebla, México, no ano de 1979, diante da presença do papa João Paulo II, ainda no início de seu pontificado.

Frei Betto: Congresso absolve MST


O MST jamais desviou dinheiro público para realizar ocupações de terra — eis a conclusão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito(CPMI), integrada por deputados federais e senadores, instaurada para apurar se havia fundamento nas acusações, orquestradas pelos senhores do latifúndio, de que os movimentos comprometidos com a reforma agrária se apoderaram de recursos oficiais.

Por Frei Betto, no Correio Braziliense
Em oito meses, foram convocadas 13 audiências públicas. As contas de dezenas de cooperativas de agricultores e associações de apoio à reforma agrária foram exaustivamente vasculhadas. Nada foi apurado. Segundo o relator, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), “foi uma CPMI desnecessária”.

Não tão desnecessária assim, pois provou, oficialmente, que as denúncias da bancada ruralista no Congresso são infundadas. E constatou-se que entidades e movimentos voltados à reforma fundiária desenvolvem sério trabalho de aperfeiçoamento da agricultura familiar e qualificação técnica dos agricultores.

O que os denunciantes buscavam era reaquecer a velha política — descartada pelo governo Lula — de criminalizar os movimentos sociais brasileiros. Esse tipo de terrorismo tupiniquim a história de nosso país conhece bem: Monteiro Lobato foi preso por propagar que havia petróleo no Brasil (o que prejudicou os interesses norte-americanos); foram chamados de comunistas os que defendiam a criação da Petrobras; e, de terroristas, os que lutavam contra a ditadura e pela redemocratização do país.

A comissão parlamentar significou, para quem insistiu em instaurá-la, um tiro saído pela culatra. Ficou claro para deputados e senadores bem intencionados que é preciso votar, o quanto antes, o projeto de lei que prevê a desapropriação de propriedades rurais que utilizam trabalho escravo em suas terras. E resolver, o quanto antes, a questão dos índices de produtividade da terra.

A investigação trouxe à luz não a suposta bandidagem do MST e congêneres, como acusavam os senhores do latifúndio, e sim a importância desses movimentos no atendimento à população sem terra. Eles cuidam da organização de acampamentos e assentamentos e, assim, evitam a migração que reforça, nas cidades, o cinturão de favelas e o contingente de famílias e pessoas desamparadas, sujeitas ao trabalho informal, ao alcoolismo, às drogas, à criminalidade.

Segundo Jilmar Tatto, os inimigos da reforma agrária “fizeram toda uma carga, um discurso muito raivoso, colocaram dúvidas em relação ao desvio de recursos públicos e perceberam que a montanha tinha parido um rato. Porque não havia desvio nenhum. As entidades e o governo abriram todas as suas contas. Foram transparentes e, em nenhum momento, conseguiu-se identificar um centavo de desvio de recurso público. Foram desmoralizados (os denunciantes), e resolveram se ausentar dos trabalhos da CPMI. (...) Foi um trabalho produtivo, no sentido de deixar claro que não houve desvio de recurso público para fazer ocupação de terras no Brasil. O que houve foi a oposição fazendo uma carga muito grande contra o governo e o MST”.

Os parlamentares sensíveis à questão social no Brasil se convenceram, graças ao trabalho da comissão, de que é preciso aumentar os recursos para a agricultura familiar; garantir que a legislação trabalhista seja aplicada na zona rural; e incentivar sempre mais os plantios alternativos e os alimentos orgânicos, sobre cuja qualidade nutricional não paira a desconfiança que pesa sobre os transgênicos. E, sobretudo, intensificar a reforma agrária no país, desapropriando, como exige a Constituição, as terras improdutivas.

Dados recentes mostram que, no Brasil, se ocupam 3 milhões de hectares com a lavoura de arroz e 4,3 milhões com feijão. Segundo o geógrafo Ricardo Alvarez, se compararmos com os 851 milhões de hectares que formam este colosso chamado Brasil veremos que as cifras são raquíticas. Apenas 0,85% do território nacional está ocupado com o cereal e a leguminosa. Um aumento de apenas 20% na área plantada significaria passar de 7,3 para 8,7 milhões de hectares, com forte impacto na alimentação do povo brasileiro.

Para Alvarez, o aumento da produção levaria à queda de preços, ruim para o produtor, bom para os consumidores. Caberia, então, ao governo implantar uma política de ampliação da produção de alimentos, garantir preços mínimos, forçar a ocupação da terra, combater o latifúndio, gerar empregos no campo e atacar a fome. Ação muito mais eficiente, graças aos 20% de acréscimo na área plantada, do que o assistencialismo alimentar.

O latifúndio ocupa, hoje, mais de 20 milhões de hectares com soja. No início dos anos 1990, o número beirava os 11,5 milhões. A cana-de-açúcar foi de 4,2 para 6,5 milhões de hectares no mesmo período. Arroz e feijão sofreram redução da área plantada. Hoje o brasileiro consome mais massas do que a tradicional combinação de arroz e feijão, de grande valor nutritivo.

Alvarez conclui: “Não faltam terras no Brasil, faltam políticas de distribuição delas. Não faltam empregos, falta vontade de enfrentar a terra improdutiva. Não falta comida, falta direcionar a produção para atender as necessidades básicas de nossa população”.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vitória no primeiro debate



Jornalistas, blogueiros e twitteiros que acompanharam o debate consideraram Lúcio Alcântara (PR) o candidato que demonstrou melhor postura diante de seus adversários e melhor nas respostas às perguntas que lhe eram feitas. “O ex-governador Lúcio Alcântara (PR) ganhou este primeiro round. Respondeu compulsoriamente todas as indagações e foi o mais ferrenho opositor ao atual mandatário do Palácio Iracema”, escreveu o jornalista Voltaire Farias Xavier, em seu blog pessoal.


O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado do Ceará aconteceu na noite do domingo (1º) na sede da TV União. O evento, iniciado com 20 minutos de atraso, contou com a presença de todos os sete candidatos e foi mediado pelos jornalistas Fernando Dantas e Christianne Bardawil. Foram quatro blocos: perguntas de jornalistas da emissora, perguntas da sociedade civil, perguntas entre os candidatos e considerações finais.


Lúcio Alcântara falou, principalmente, sobre o meio ambiente e os setores oprimidos. Ressaltou sua preocupação com a natureza ao relembrar a reurbanização de parques, lagoas e a criação de geoparques, ações realizadas quando Prefeito de Fortaleza e Governador do Ceará.Também falou sobre preservação da caatinga e da implementação de modernas técnicas de plantar e colher, sem agressão ao solo. Enfatizou a necessidade de se oferecer oportunidade para todos, com a valorização da opinião dos setores mais marginalizados da sociedade. Referindo-se aos portadores de deficiências, Lúcio falou que “condições especiais requerem condições especiais”, reafirmando a obrigação de se olhar para o meio social com sensibilidade, em busca da paz, do equilíbrio e da justiça social. Ao final, reforçou o compromisso na construção de um governo de concórdia e ratificou o apoio de Dilma e Lula à sua candidatura.

Para fazer brilhar o Ceará: Lucio 22

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lucio 22: quero mais para meu povo






A HISTÓRIA DE LÚCIO ALCÂNTARA



Lúcio Gonçalo de Alcântara nasceu em Fortaleza, em 16 de maio de 1943. É médico por formação, graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), político por profissão e um amante da arte e da cultura. Casado com a escritora Beatriz Alcântara, Lúcio Alcântara tem dois filhos, a arquiteta Maria Daniela e o deputado federal Leo Alcântara, e dois netos, Lúcio Neto e Lucas. Atualmente é presidente da Executiva Estadual do Partido da República no Ceará (PR) e titular da Academia Cearense de Letras. Filho do ex-governador Waldemar Alcântara e Dolores Alcântara, exerceu seu primeiro cargo político aos 27 anos, como Secretário de Saúde do Ceará (1971-1973), função que voltou a exercer por mais duas vezes, em 1975 e 1991.




Prefeito de Fortaleza no quadriênio 1979 e 1982, se afastou para assumir o cargo de deputado federal, onde esteve por dois mandatos consecutivos (1983-1987 e 1987-1991). Foi vice-governador do Ceará no período de 1991-1994. Em 95, elegeu-se Senador da República, com destaque na lista do DIAP (Departamento Intersindical de Avaliação Parlamentar) por ser um dos mais atuantes e influentes parlamentares da legislatura.




Em 2002, foi eleito Governador do Estado do Ceará para o mandato de 2003-2006.




A infância e o ingresso na escola



Nascido em Fortaleza, teve a infância marcada pelas visitas à tranqüila cidade de São Gonçalo do Amarante, lugar de origem da família, tanto por parte de mãe quanto de pai. E lá se entregava às brincadeiras típicas do interior com os primos.



Lúcio iniciou os estudos na escola Externato Catarina Labouré, no bairro de São Gerardo. Depois foi para o Ginásio Farias Brito concluindo o curso primário e começando o ginasial. Cursou o científico no Liceu do Ceará, para ele uma experiência valiosa por ter sido um colégio de referência que recebeu grandes intelectuais cearenses e porque teve a oportunidade de conviver com pessoas de diferentes classes sociais.



Homem de fé e defensor da livre expressão



Católico, é um homem de fé e procura conviver com todas as religiões. Assiste as missas aos domingos, conservando o costume da família. E quando visita outras igrejas é porque gosta de conhecer outras comunidades. Lúcio é um defensor da livre expressão e do exercício pleno das liberdades democráticas, sobretudo da liberdade de imprensa



Medicina e política



Foi o primeiro diretor do Hospital São José, com atendimento direcionado para doenças tropicais e infecciosas, sua especialidade. Tentou carreira de professor na universidade, entrou na pericia médica e trabalhou durante um ano no INAMPS, então NSS.



Lúcio integrou o primeiro grupo de profissionais do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e atuou como secretario de Saúde em 1975, no Governo Adauto Bezerra, de quem o pai era vice-governador Foi aí, vivendo a experiência nesse período, que os rumos de sua vida foram mudados, e a política foi eleita como sua principal atividade, seguindo a vocação familiar.



Exerceu o cargo de prefeito de Fortaleza, deputado federal, vice-governador , senador e governador. Por três vezes foi secretário de Saúde, oportunidade em que fez muito pelo Ceará nesse campo, tanto no que se refere a obras – hospitais, postos, centros de saúde - quanto à organização institucional do setor, aplicando leis e ideias que se transformaram em regulamentos



Projetos políticos



Destacam-se, entre as realizações e projetos de Lúcio Alcântara como Secretário de Saúde:



- Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen)

- Hospital Infantil Albert Sabin

- Hemoce - Instituto de Prevenção do Câncer Ginecológico

- Centro de Educação e Recuperação Nutricional e a construção de hospitais no interior

- Buscou a descentralização administrativa da Secretaria de Saúde e a interiorização da rede básica da saúde do Estado.

FMI recebe mais dinheiro que vítimas das enchentes


Apesar da grande solidariedade recebida do povo brasileiro, é imenso o sofrimento e a dor que vivem milhares de famílias pernambucanas e alagoanas vítimas das enchentes ocorridas no mês de junho. Até o dia 30 de junho, 58 pessoas morreram, 155 mil pessoas estão desabrigadas e cerca de 90 cidades foram atingidas. Algumas dessas cidades estão inteiramente destruídas: não existem mais ruas, nem escolas, postos de saúde, sedes de prefeituras. A estimativa do Ministério do Planejamento é de que 50 mil casas foram destruídas.



Após duas semanas da tragédia, várias cidades sofrem com a falta d’água e de energia e nelas os moradores não se mobilizam para ver os jogos da seleção brasileira na Copa, mas para procurar por parentes desaparecidos, buscar comida ou encontrar algo no que sobrou das suas casas. Mas mesmo sem suas residências, muitas famílias desistiram de ir para os abrigos depois que foram informadas da existência de roubos e preferem dormir nas ruas. A polícia sumiu nesses municípios e a própria população faz turnos para se proteger de bandidos.

Em Palmares, Pernambuco, centenas de famintos recolheram da lama alimentos como biscoitos e latas de leite jogados fora por um dono de um mercadinho. “Consegui um pacote de bolacha. São cinco meninos para dividir”, disse com um sorriso no rosto a dona de casa Janice Maria a uma repórter da televisão. Ao visitar a cidade de Palmares, o presidente Lula assim descreveu o que viu: “Faz dois meses que fui ao Haiti e acho que isso aqui está muito destruído. Pior não, porque o Haiti acabou”.

Em Alagoas, na cidade de União dos Palmares a situação é idêntica. “Estamos passando fome. Ontem tivemos que catar comida no meio da lama para dar aos meninos. Estamos comendo lama”, declarou Deise de Andrade à reportagem do portal IG.



Tragédia poderia ser evitada

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, é normal o aumento das chuvas nos meses de junho e julho em Alagoas e Pernambuco. Mas dessa vez o volume de nuvens foi muito grande devido e a elevação da temperatura no oceano ao aumento da umidade natural na faixa litorânea. Com o aumento das chuvas e com poucos açudes e barragens, os rios transbordaram e inundaram as cidades ribeirinhas.

Chuvas fortes e em grande quantidade foi o que previram os serviços meteorológicos, mas as famílias só foram avisadas em cima da hora. Em muitas cidades, no mesmo dia da tragédia, em outras um dia antes. Mas quem deu o aviso, o governo, não sabia exatamente o que aconteceria, pois o investimento em radares e satélites no Brasil é muito pequeno e a população não é orientada nem treinada para evacuar quando um fenômeno como esse está para acontecer. Diferente de Cuba, onde a um sinal de um furacão, toda a população é transportada de um lugar para outro e só volta após ter a confirmação de que nenhum perigo existe. Com a prevençã, pode se perder uma casa, móveis e roupas, mas não se perde aquilo que não se pode mais recuperar: a vida humana.

Na realidade, todo o trabalho de Defesa Civil em Pernambuco e Alagoas, mas também como ficou demonstrado em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro etc, só ocorre após as tragédias, ou seja, não é preventivo, como explicou o professor de geologia da Uerj e da PUC, Cláudio Palmeiro do Amaral, em entrevista a A Verdade em março deste ano: “Não temos uma política de enfrentamento de desastres, que auxilie a prevenir e a gerenciar desastres. Isso se faz com educação, com informação e, nesse sentido, o Estado está muito atrasado, e não digo apenas o Estado do Rio de Janeiro, mas todos os estados da federação.(...) As chuvas estão muito longe de ser excepcionais, mesmo porque, ao longo do tempo geológico, tivemos períodos em que choveu muito mais que agora. O que a gente precisa é de prevenção de desastres.” (A Verdade, nº 114).

Prova disso é que, nos últimos sete anos, o governo federal gastou R$ 5,8 bilhões em assistência às vitimas de tragédias e apenas R$ 1 bilhão com prevenção.

Essa situação de falta de prevenção torna-se ainda mais grave quando sabemos que um terço da população – 54,6 milhões de pessoas – mora em condições precárias no Brasil, isto é, em áreas impróprias para moradia ou em habitações inseguras, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). (A Verdade, nº 113).

Com efeito, de 1.º de janeiro a 16 de junho de 2010, ocorreu um aumento do número de municípios brasileiros (1.635) que tiveram estado de calamidade ou de emergência decretado pelo governo federal, em consequência de temporais, enchentes ou seca, segundo a Confederação Nacional de Municípios.



FMI recebe mais dinheiro que vítimas das enchentes

Agora, depois da tragédia e à espera de outra, o governo federal anunciou a liberação de R$ 550 milhões para os governos de Pernambuco e Alagoas reconstruírem as cidades destruídas e ajudarem as famílias vitimas das enchentes.

Trata-se de um valor praticamente igual ao que o governo brasileiro liberou em maio para o pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) de auxílio aos bancos gregos: US$ 286 milhões (506 milhões e 800 mil reais), dinheiro este retirado das reservas do país. Lembremos que em outubro de 2009, o governo federal havia entregado US$ 10 bilhões ao FMI para serem usados também para evitar a falência do sistema financeiro internacional, ou seja, de bancos internacionais e de grandes monopólios em crise, como a GM, Bank of America, Citigroup e outros.

Por que tanto dinheiro parta os ricos e tão pouco para os pobres? Com a palavra o escritor comunista José Saramago, falecido recentemente, em seu livro Levantados do Chão, citando Almeida Garret: “E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico”.

Por tudo isso, torna-se cada vez mais necessário e urgente que as vítimas desse sistema injusto, que é o capitalismo, tomem em suas mãos o próprio destino e construam um poder popular para conquistar um governo capaz de inverter as prioridades; capaz de prevenir tragédias e não apenas derramar lágrimas, de consciência ou de crocodilo, após o fato consumado.

FONTE:www.averdade.org.br

Após plano de ataque, Ahmadinejad propõe um diálogo cara a cara com Obama


DA FRANCE PRESSE, EM TEERÃ (IRÃ)
DE SÃO PAULO




O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, propôs nesta segunda-feira um diálogo cara a cara e de homem para homem com seu colega americano, Barack Obama, para falar de questões mundiais. O convite chega um dia depois do Pentágono revelar que os EUA têm planos para atacar o Irã, caso outras medidas fracassem em evitar que o país construa armas nucleares.

Durante um discurso difundido pela televisão estatal, Ahmadinejad afirmou que poderia aproveitar sua viagem à Nova York, nos Estados Unidos, para a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

"Estou disposto a sentar com Obama, cara a cara, de homem para homem, para falar livremente sobre questões mundiais, ante os meios de comunicação, para encontrar uma melhor solução", afirmou Ahmadinejad, que não citou os planos americanos de ataque.

Neste domingo, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o almirante Mike Mullen, confirmou que o plano de ataque que foi preparado nos últimos meses. ele lembrou que o governo americano deixou claro que prioriza a estratégia diplomática e de sanções com o Irã, mas nunca deixou de fora a opção militar.

Os Estados Unidos e as potências ocidentais afirmam que o Irã mantém um programa nuclear com fins militares e já aplicaram diversas sanções contra o programa. Teerã nega e alega apenas fins pacíficos.

Mullen afirmou, no entanto, que "espera que não tenhamos de chegar a esse ponto, mas é uma opção importante e é uma questão que é bem entendida" por Teerã.

Obama assumiu a Casa Branca no ano passado com um discurso de mudança da diplomacia bélica do antecessor republicano George W. Bush. Sua proposta de estender a mão para inimigos consagrados de Washington, como o Irã, levantou duras críticas ainda na campanha presidencial.

Obama foi obrigado a se explicar e garantir que o diálogo não pressupunha descarte total de um ataque armado.

Mullen ressaltou na entrevista que um eventual ataque teria de ser aprovado por Obama.

Fonte:www.uol.com.br