ABAS

terça-feira, 29 de junho de 2010

10 Doenças mais estranhas do mundo


Uma pesquisa do jornal australiano Sydney Morning Herald relacionou algumas das síndromes mais estranhas que atingem o ser humano. Podem parecer doideiras, mas para cada uma dessas doenças existe um batalhão de médicos tentando descobrir a causa. E principalmente a cura.


1. SÍNDROME DO SOTAQUE ESTRANGEIRO
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês... ou italiano... ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.



2. SÍNDROME DE CAPGRAS
Após sofrer uma desilusão com o cônjuge, com os pais ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram seqüestrados e substituídos por impostores. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Neurose total! O problema tende a atingir mais pessoas a partir dos 40 anos e suas causas ainda não são conhecidas. A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.



3. SÍNDROME DA MÃO ESTRANHA
"Minha mão agiu por conta própria..." Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes... Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, tarefa qualquer, como segurar um objeto.



4. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.



5. PICA
Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro... faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo... O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago...



6. MALDIÇÃO DE ONDINA
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração.

Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!



7. SÍNDROME DE COTARD
Depressão extrema, em que o doente passa a acreditar que já morreu há alguns anos. Ele acha que é um cadáver ambulante e que todos à sua volta também estão mortos. Em casos extremos, o sujeito diz que pode sentir sua carne apodrecendo e vermes passeando pelo corpo... Na fase final, a vítima deixa até de dormir e sua ilusão pode efetivamente se tornar realidade. O nome da doença faz referência ao médico francês Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.



8. SÍNDROME DE RILEY-DAY
Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede... As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.



9. SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL
Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!



10. CEGUEIRA EMOCIONAL
A expressão "cego de emoção" existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação. A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.

Fonte: www.sitedecuriosidades.com/ver/

O primeiro feriado da história da humanidade




Historiadores acreditam que o primeiro feriado comemorado pelo povo antigo foi "O dia de Ano Novo", realizado na Babilônia no ano de 2000 A.C.

Apesar deles não terem um calendário legitimo escrito naquela época, os babilônios iniciavam a comemoração do seu novo ciclo anual, que em dias de hoje seria por volta da data de 23 de março. Essa comemoração babilônica tinha duração de 11 dias.

FONTE: www.sitedecuriosidades.com

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A invenção do desodorante



Desde os sumérios, em 5000 a.C., os homens procuram formas de resolver o problema de odor do corpo.

Os antigos egípcios, por exemplo, recomendavam um banho aromatizado, seguido pela aplicação de óleos perfumados nas axilas.

Também descobriram que a eliminação dos pelos das axilas diminuíam o odor.

Séculos mais tarde, os cientistas conseguiram compreender o motivo: os pelos aumentam a superfície em que as bactérias vivem, se reproduzem, morrem e se decompõem.

Tanto os gregos quanto os romanos elaboraram seus desodorantes perfumados a partir de fórmulas egípcias.

O primeiro desodorante antitranspiração, como conhecemos hoje em dia, foi criado nos Estados Unidos em 1888. Seu nome era Mum.

FONTE: www.sitedecuriosidades.com

A Origem da Escada



Segundo alguns historiadores a origem da ESCADA é datada em cerca de 2.000 anos antes de Cristo.

Segundo o estudo, os inventores foram os EGÍPCIOS e os HEBREUS, sendo eles os pioneiros em sua construção.

Curiosamente as escadas eram construidas como adorno de mausoléus, túmulos e monumentos, e não exatamente para "SUBIR para um nível acima".

Pelos estudos, os indícios das primeiras ESCADAS MODERNAS foram datadas por volta do século 10 antes de Cristo em Atenas e em Roma.

FONTE:www.sitedecuriosidades.com

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Trabalho compulsório ainda existe no Brasil



Antonio Carlos Olivieri

A origem da escravidão ou do trabalho compulsório se perde nos tempos, aproximando-se das origens da própria civilização humana. Segundo o antropólogo Gordon Childe, em um determinado momento da pré-história, os homens perceberam que os prisioneiros de guerra - normalmente sacrificados em cultos religiosos - poderiam ser usados para o trabalho ou "domesticados" como os animais.

Nas civilizações da Antigüidade - Egito, Babilônia, Grécia, Roma... - a escravidão era uma prática constante.

Somente na Idade Média, com a reestruturação da sociedade européia de acordo com a ordem feudal, a escravidão foi substituída pela servidão, uma forma mais branda, por assim dizer, do trabalho compulsório.


Grandes navegações
Em termos mundiais, a escravidão ressurgiu com o mercantilismo ou capitalismo comercial, concomitantemente à época das grandes navegações.

O uso da mão-de-obra escrava - em especial do negro africano - desenvolveu-se nas colônias de além mar de países como Espanha, Portugal, Holanda, França e Inglaterra.


Colonos endividados
Os imigrantes europeus e orientais que para cá vieram no fim do século 19 substituir a mão de obra escrava, recebiam um tratamento que se poderia considerar semelhante à escravidão.

Na década de 1890, por exemplo, denunciavam-se em embaixadas estrangeiras as condições de vida a que eram submetidos os imigrantes europeus. Eram obrigados a comprar dos fazendeiros para quem trabalhavam as roupas que usavam, as ferramentas para o trabalho, sua própria alimentação, de modo que ao fim do mês em vez de um salário, recebiam uma lista de dívidas que haviam contraído, o que os obrigava a continuar trabalhando para os mesmos patrões.

Pior: a situação descrita no parágrafo anterior continua a existir no exato momento em que estas linhas são escritas e que você lê esse texto. Desde de a década de 1970 existem denúncias de que o trabalho escravo - apesar de constituir um crime - continua praticado no Brasil. O método empregado é o mesmo que se usava com os imigrantes, ou seja, forçar o trabalhador a endividar-se, de modo que ele seja forçado a trabalhar para pagar sua dívida. Para evitar fugas, capangas armados são espalhados nas fazendas, atuando como "neofeitores" ou capitães do mato.


Salvador e São Paulo
Em 2002, o Ministério do Trabalho libertou 2.306 trabalhadores escravos nas áreas rurais do país. Em 2004, foram libertados 4.932. Em geral, os Estados onde o uso do trabalho análogo à escravidão é mais freqüente são Tocantins, Pará, Rondônia, Maranhão, Mato Grosso e Bahia.

Neste último Estado, em fevereiro de 2004, a polícia libertou 40 trabalhadores em regime compulsório na cidade de Catu, a 80 quilômetros da capital, Salvador.

Mas ninguém pense que a escravidão no Brasil de hoje se restringe às regiões rurais. Em 21 de agosto de 2004 o Ministério do Trabalho pegou em flagrante o uso de trabalho escravo numa confecção do Bom Retiro, um bairro na região central da capital paulista. Tratava-se de imigrantes ilegais - paraguaios, bolivianos e peruanos - submetidos a uma jornada de mais de 16 horas de trabalho, em condições degradantes e monitorados pelos donos da empresa por circuitos fechados de TV.


12,3 milhões de escravos no mundo
Também não se pense que o trabalho escravo ou semi-escravo continua a existir exclusivamente no Brasil. A prática se mantém em diversos países da África e da Ásia (especialmente na China), mas é de se supor que o trabalho em condições precárias e de grande exploração esteja presente em todos os países ricos onde é grande o fluxo de imigrantes, como os Estados Unidos e a União Européia.

Um estudo publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas, em maio de 2005, indica que existem cerca de 12,3 milhões de escravos no mundo todo, dos quais entre 40% e 50% são crianças.

Evidentemente, a escravidão ou o trabalho em condições semelhantes a ela é hoje um crime grave e aqueles que os praticam estão submetidos a penas legais, pagando multas, perdendo seus empreendimentos e, eventualmente, indo parar na prisão. Ainda assim, não deixa de ser assustador o fato de um fenômeno tenebroso como a escravidão atingir o século 21, acompanhando os quase 12 mil anos de existência do homo sapiens no planeta Terra.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u64.jhtm

Brasil demorou a acabar com o trabalho escravo




Em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea que aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil. O fim da escravidão foi o resultado das transformações econômicas e sociais que começaram a ocorrer a partir da segunda metade do século 19 e que culminaram com a crise do Segundo Reinado e a conseqüente derrocada do regime monárquico.

A ruptura dos laços coloniais e a consolidação do regime monárquico no Brasil asseguraram a manutenção da economia agroexportadora baseada na existência de grandes propriedades rurais e no uso da mão-de-obra escrava do negro africano. A escravidão, e a sociedade escravista que dela resultou, foi marcada por um estado de permanente violência.

Mas desde os tempos coloniais, os escravos negros reagiram e lutaram contra a dominação dos brancos, através da recusa ao trabalho, de rebeliões, de fugas e formação de quilombos.


A Leis Eusébio de Queirós e do Ventre Livre
Ao longo do século 19, a legislação escravista no Brasil sofreu inúmeras mudanças como conseqüência das pressões internacionais e dos movimentos sociais abolicionistas. A primeira alteração na legislação ocorreu em 1850, quando foi decretada a Lei Eusébio de Queirós, que extinguiu definitivamente o tráfico negreiro no país. Foi uma solução encontrada pelo governo monárquico brasileiro diante das constantes pressões e ameaças da Inglaterra, nação que estava determinada a acabar com o tráfico negreiro.

Em 1871, foi decretada a Lei Visconde do Rio Branco. Conhecida também como a Lei do Ventre Livre, estabelecia que a partir de 1871 todos os filhos de escravos seriam considerados livres. Os proprietários de escravos ficariam encarregados de criá-los até os oito anos de idade, quando poderiam entregá-los ao governo e receber uma indenização. Com as leis de extinção do tráfico negreiro e de abolição gradual da escravidão, o trabalho cativo estava fadado a acabar.


O café e as transformações econômicas
As mudanças nas leis escravistas coincidiram com profundas transformações econômicas que o país atravessava. Enquanto a produção açucareira e os engenhos do nordeste entravam em franca decadência, a lavoura cafeeira dá novo impulso a economia agroexportadora.

O café, plantado nas regiões do Rio de Janeiro, vale do Paraíba e Oeste paulista, passa a ser o principal produto de exportação brasileiro.

Quando a produção do café se expande, os cafeicultores têm que lidar com o problema da escassez de mão-de-obra na lavoura. A compra de escravos, provenientes sobretudo das regiões econômicas decadentes do nordeste, não soluciona o problema.

Os prósperos fazendeiros paulistas tomaram as primeiras iniciativas visando a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre. A elite de cafeicultores paulistas adotou uma política oficial de incentivo a imigração européia e fizeram as primeiras experiências de introdução do trabalho assalariado nas lavouras através do chamado sistema de parcerias, em que os lucros da produção eram divididos entre os colonos e os proprietários.


A campanha abolicionista
Nas regiões onde a lavoura cafeeira se expandiu e prosperou, ocorreram importantes transformações econômicas e sociais. A urbanização e a industrialização foram estimuladas, de modo a provocar o surgimento de novos grupos sociais com interesses distintos daqueles grupos ligados a produção agrícola.

Progressivamente, esses novos grupos sociais começarão a se opor ao regime escravista. O movimento abolicionista surgiu em meados de 1870, a partir de ações individuais promovidas por ativistas da causa, que incentivavam as fugas e rebeliões de escravo.

Em 1879, um grupo de parlamentares lançou oficialmente a campanha pela abolição da escravatura. Foi uma resposta a crescente onda de agitações e manifestações sociais pelo fim da escravidão. No Parlamento formaram-se duas tendências: uma moderada, que defendia o fim da escravidão por meio de leis imperiais. Seus principais defensores foram Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e Jerônimo Sodré.

A outra tendência era mais radical, porque defendia a idéia de que o fim da escravidão deveria ser conquistada pelos próprios escravos, através da insurreição e lutas de libertação. Seus principais defensores foram Raul Pompéia, André Rebouças, Luís Gama e Antonio Bento.

O movimento abolicionista intensificou-se, ganhando maior respaldo e adesão popular. Uma série de iniciativas de caráter popular em defesa da abolição foram surgindo. Nas cidades eram freqüentes a realização de manifestações e comícios em favor do fim da escravidão. A tática da recusa também foi muito empregada. Na imprensa, por exemplo, os tipógrafos passaram a não imprimir folhetos com textos que defendessem a escravidão.

Os jangadeiros, que realizavam o transporte de escravos da decadente zona açucareira do nordeste para as regiões sul, entraram inúmeras vezes em greve. Em 1887, o Exército nacional lança um documento declarando que não mais desempenharia a função de perseguir os escravos fugitivos. Todas essas ações levam progressivamente o trabalho escravo a se desagregar.

O governo monárquico procurou reagir a todas as pressões pela abolição da escravidão. Em 1885, promulgou a Lei dos Sexagenários, ou Lei Saraiva-Cotegipe, estabelecendo que depois de completar 65 anos os escravos estariam em liberdade. A lei recebeu fortes críticas e foi veementemente repudiada pelos abolicionistas, sob a argumentação de que eram poucos os escravos que chegariam a tal idade. Além disso, a lei beneficiava os proprietários de escravos porque os liberava de arcar com o sustento dos cativos que chegassem a idade avançada.


A Lei Áurea
No debate que se seguiu a promulgação da Lei dos Sexagenários, ficou cada vez mais evidente as divergências entres as elites agrárias do país. Os prósperos cafeicultores paulistas, que já haviam encontrado uma solução definitiva para a substituição da mão-de-obra escrava pelo trabalho assalariado, se afastaram dos decadentes cafeicultores do vale do Paraíba e da aristocracia rural nordestina (os senhores de engenho), que ainda resistiam na defesa da escravidão.

Como já não dependiam do trabalho escravo para continuar com o empreendimento agrícola, os cafeicultores paulistas se colocaram ao lado dos abolicionistas. Para essa próspera elite agrária, que representava o setor mais dinâmico da economia do país, o regime imperial e o governo monárquico também já não serviam aos seus interesses.

Em 13 de maio de 1888, o ministro João Alfredo, promoveu a votação de um projeto de lei que previa o fim definitivo da escravidão. Os parlamentares representantes dos interesses dos proprietários agrários do vale do Paraíba se opuseram votando contra. Mas foram derrotados pela ampla maioria de votos a favor. Estava aprovada a Lei Áurea. Na condição de regente do trono imperial, a princesa Isabel sancionou a nova lei. O Brasil, porém, carrega o fardo histórico de ter sido um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão.

Consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México




A mancha negra que se estende sobre o Oceano Atlântico, numa área equivalente a onze vezes a cidade do Rio de Janeiro, é a imagem da maior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos. O vazamento de petróleo cru e de gás no Golfo do México causou, além de danos ao meio ambiente, perdas econômicas e políticas para o governo de Barack Obama. E como todas as tentativas de conter o vazamento falharam, a mancha deve se alastrar por mais um mês, agravando a situação.

Capistrano de Abreu



13 de agosto de 1927, Maranguape, CE (Brasil)
13 de agosto de 1927, Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

João Capistrano Honório de Abreu foi influenciado por Tobias Barreto e Sílvio Romero. Fixou-se no Rio de Janeiro a partir de 1875; lecionou no Colégio Aquino, foi colaborador de O Globo, redator da Gazeta de Notícias e participou da vida literária da corte.

Nomeado oficial da Biblioteca Nacional, aí permaneceu de 1879 a 1883. Nesse ano defendeu a tese O descobrimento do Brasil e o seu desenvolvimento no século 16, em concurso para o Colégio Pedro 2º. Obteve o primeiro lugar.

Foi professor de corografia (estudo geográfico de uma região) e história do Brasil até 1899, quando foi posto em disponibilidade, por extinção da cadeira. Em 1887 foi eleito membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Capistrano de Abreu renovou os métodos de investigação e interpretação historiográfica no Brasil. De início baseou-se nos princípios de Comte, Taine, Buckle, Spencer, e afirmou-se adepto do determinismo sociológico, pretendendo com seus estudos descobrir "as leis fatais que regem a sociedade brasileira".


Realismo histórico
Mais tarde, com o trabalho na Biblioteca Nacional e com a leitura de pensadores alemães como Ranke, Bücher, Eduard Meyer, Sombart e Wundt, evoluiu do positivismo para o realismo histórico, e a pesquisa cuidadosa e imparcial das fontes conferiu às suas interpretações um caráter objetivo.

Sua análise da civilização brasileira parte do estudo do ambiente, dos fatores geográficos, raciais, econômicos e psicológicos. De acordo com o pensamento de Buckle, ressalta a influência das massas e do homem comum na evolução histórica e diminui a importância atribuída aos chefes ou heróis.

Capistrano exerceu grande influência sobre os historiadores de sua geração, sobretudo Rodolfo Garcia, Pandiá Calógeras, Afonso Taunay e Paulo Prado. Seu estilo reflete a economia e a objetividade de sua orientação técnica.

Sua obra mais importante é Capítulos de história colonial, 1500-1580, de grande poder de síntese e que lhe confirmou a superioridade como historiador aos recenseadores de fatos, nome e datas.


Enciclopédia Mirador Internacional

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre José Saramago






“O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago morreu hoje aos 87 anos em Lanzarote. O autor português encontrava-se doente mas em estado «estacionário», mas a situação agravou-se, explicou o seu editor, Zeferino Coelho. José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.

Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.

Publicou o seu primeiro livro, um romance («Terra do Pecado»), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista Seara Nova.

Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal Diário de Lisboa onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do Diário de Notícias. Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.”

(Com Agências)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Copa, Mandela e Paz

O grande Dom Helder Câmara dizia que os fatos e acontecimentos que melhoraram a vida da humanidade, sem dúvida, provinham da inspiração do Espírito Santo. O profeta, de referência internacional, possuía a intuição de compreender e intuir a ação do espírito absoluto que sopra onde quer, como diz a Sagrada Escritura. Por isso, posso vislumbrar o trabalho abnegado, silencioso e utilíssimo que fazem os pesquisadores e cientistas enclausurados nos laboratórios para facilitar dias melhores para a vida do universo.
Como é triste vermos pessoas que ainda em pleno século XXI enfrentam com pessimismo e medo os novos avanços científicos e tecnológicos, sobretudo quando se fala da engenharia genética.
Para mim, cristãos e não cristãos, crentes e não crentes, todos, devem cerrar fileiras na construção de um mundo melhor e mais humano. É este o desafio que se põe ao mundo de hoje! O espírito d´Aquele que é tudo em todos, chega à África através da copa de 2010 e não chega por acaso. Esta copa é fruto e conseqüência da dor, do sofrimento e da paixão de um povo, que sofreu o racismo o mais cruel da história. A quem devemos a superação e a ressurreição deste povo? Com certeza, ao líder incontestável Nelson Mandela e aos seus companheiros que pagaram com a prisão, e alguns com o preço da própria morte.
Esta copa não é apenas uma copa qualquer. É a copa da paz. É a copa de todas as cores e de todas as culturas e da liberdade. A grande mensagem da copa transcende os campos de futebol, para se tornar neste mundo, uma nova estrela a mostrar aos “ donos do mundo”, que cada nação tem o direito de governar seus próprios destinos; quaisquer que sejam sua visão política, econômica, social e cultural. A África do Sul é este farol para este mundo tão violento em que vivemos. Obrigado ao bispo Desmond Tutu que soube unir a fé de suas ovelhas com a luta pela justiça e pela paz. Obrigado Mandela!

Padre Haroldo Coelho

Petista preso em 2005 quer reaver dinheiro "da cueca"






ANDREZA MATAIS
ENVIADA ESPECIAL A ARACATI (CE)

Publicidade
Em 8 de julho de 2005, em meio ao escândalo do mensalão, o então assessor do PT José Adalberto Vieira da Silva foi preso no aeroporto de Congonhas (São Paulo) com quase meio milhão de reais. Uma parte do valor (US$ 100.559,00) que seria destinada ao partido estava escondida na sua cueca, peculiaridade que o colocou no anedotário político. Virou até marchinha de Carnaval.

Cinco anos depois, José Adalberto vive a expectativa de reaver o dinheiro apreendido. Como estratégia, declarou o montante --fruto de propina, segundo o Ministério Público-- à Receita. E foi multado em R$ 200 mil.

Adalberto mora numa casa simples, em rua sem asfalto, em Aracati (CE), que tem Canoa Quebrada como uma das suas praias famosas. Montou uma pequena mercearia e vende farinha e chinelos a clientes que compram fiado e pagam quando recebem o Bolsa Família.

Das dez pessoas do caso que respondem a processo, ele é o único que continua com os bens apreendidos, embora já haja decisão da Justiça de liberá-los por considerar que o valor baixo de seus bens não cobrirá a ação, caso seja condenado. Após o escândalo, perdeu o emprego de assessor parlamentar e deixou o PT após 17 anos.

Quebrando o silêncio de cinco anos, ele revelou à Folha sua estratégia para recuperar o dinheiro. "Declarei [o dinheiro] porque entendi que tinha que declarar, afinal de contas o dinheiro estava comigo, não pertence a ninguém, então eu declarei como sendo uma doação e pronto. Ninguém vai ouvir da minha boca quem é o doador. Sobre isso não falo."

"Tomei uma multa da Receita Federal num valor aproximado a R$ 200 mil. Não paguei. Meus advogados recorreram, mas até agora a Receita não se manifestou sobre o recurso." A Receita não comenta o recurso.

À polícia ele disse que o dinheiro veio da venda de produtos na Ceagesp. Depois afirmou que pegou com um amigo chamado João Moura. Para o MP, o dinheiro veio de propina de empresários que conseguiram facilidades para um empréstimo no Banco do Nordeste. Todos negam.

A Folha apurou que guardar mistério sobre a origem do dinheiro faz parte da tática para reconquistar a quantia. Se admitir que é propina, ele ficará sem o montante.

"Sobre o dinheiro, é uma questão que eu ainda tenho dificuldades de falar, até para um psicólogo. É uma coisa minha, de foro íntimo. E não estava na cueca, mas no cós da calça. Também, que diferença faria se eu tivesse guardado o dinheiro de qualquer outra forma? Estando comigo naquela circunstância, sendo quem eu era, o estardalhaço teria sido o mesmo".

Ele diz que cometeu um erro e está "pagando por isso": "Gostaria que todo mundo me esquecesse. Mas não existe isso que eu estava cumprindo missão partidária".

Sua esperança agora é retomar o dinheiro: "Eu hoje sobrevivo, não tenho grandes débitos, mas também não tenho dinheiro na poupança. Vamos ver o que a Justiça decide. Não tenho expectativa de quando isso vai se encerrar, mas de que o dinheiro vai voltar para mim".

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Desmond Tutu








Desmond Tutu nasceu numa época em que os negros tinham que carregar uma identificação especial e apresentá-la aos policiais brancos quando fossem requisitados. Em 1948, houve eleições na África do Sul, mas como somente os brancos puderam votar, o partido eleito era abertamente racista.

Desmond estudou na Escola Normal de Johannesburgo e, em 1954, na Universidade da África do Sul. Ainda aos 24 anos escreveu ao Primeiro ministro de seu país sobre o apartheid, que chamou de "uma política diabólica". Trabalhou como professor secundário e ordenou-se ministro anglicano em 1960.

De 1967 a 1972, estudou teologia na Inglaterra. Enquanto estava ausente, a situação na África do Sul piorou e os negros eram presos somente por usar banheiros, beber nas fontes ou ir à praia. Em 1968, um protesto calmo feito por estudantes negros transformou-se em tragédia quando a polícia reagiu com um violento ataque, com carros armados, cães e gases.

Em 1975, Desmond Tutu foi o primeiro negro a ser nomeado decano da Catedral de Santa Maria, em Johannesburgo, uma posição pública que o fazia ser ouvido. Sagrado bispo, dirigiu a diocese de Lesoto de 1976 a 1978, ano em que se tornou secretário-geral do Conselho das Igrejas da África do Sul.

Sua proposta para a sociedade sul-africana incluía direitos civis iguais para todos, abolição das leis que limitavam a circulação dos negros, um sistema educacional comum e o fim das deportações forçadas de negros.

Por sua firme posição contra a segregação racial ganhou, em 1984, o Prêmio Nobel da Paz. Na mesma época foi eleito arcebispo de Johannesburgo e depois, da Cidade do Cabo. Recebeu o título de doutor honoris causa de importantes universidades dos EUA, do Reino Unido e da Alemanha.

Em 1966, após a extinção do apartheid, presidiu a comissão de Reconciliação e Verdade, destinada a promover a integração racial na África do Sul, com poderes para investigar, julgar e anistiar crimes contra os direitos humanos praticados na vigência do regime.

Em 1977 divulgou o relatório final da Comissão, que acusava de violação dos direitos humanos tanto as autoridades do regime racista sul-africano como as organizações que lutavam contra o apartheid.

TSE decide que Ficha Limpa já vale para eleição de 2010

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluíram hoje que a Lei Ficha Limpa vale já para a eleição deste ano. De acordo com a lei, os políticos que forem condenados por tribunais estão impedidos de disputar um cargo eletivo.

O TSE chegou a esse entendimento durante o julgamento de uma consulta do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). O parlamentar perguntou se uma lei sobre inelegibilidades aprovada até 5 de julho deste ano poderia ser aplicada na eleição de outubro. Cinco de julho é o prazo para o registro das candidaturas.

"A lei tem aplicação na eleição de 2010", respondeu o relator da consulta, ministro Hamilton Carvalhido, que foi seguido por 5 de seus 6 colegas de tribunal. O ministro ressaltou que a lei excluiu das disputas apenas os políticos condenados por tribunais e não os que respondem a inquéritos e processos ou que ainda estão recorrendo de decisões individuais de juízes.

No julgamento, a maioria dos ministros do TSE concluiu que a Lei Ficha Limpa foi aprovada antes das convenções, não provocou mudanças no processo eleitoral e, portanto, não seria necessário esperar um ano para começar a aplicá-la. Há uma jurisprudência consolidada, baseada na Constituição Federal, segundo a qual modificações no processo eleitoral têm de ser aprovadas com pelo menos um ano de antecedência.

"As inovações trazidas pela lei não alteram o processo eleitoral", afirmou Carvalhido. "Essa lei não tem finalidade casuística", afirmou a ministra Cármen Lúcia, que também votou a favor da aplicação da regra na eleição deste ano. "A cláusula vedadora (à aplicação da lei antes de esperar o prazo de um ano) é categórica", afirmou.

O ministro Marco Aurélio Mello votou contra. "O processo eleitoral está em pleno curso", concluiu. O ministro Marcelo Oliveira ressaltou que o assunto deverá no futuro ser discutido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes que os ministros votassem, a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, defendeu a aplicação da Lei Ficha Limpa na eleição deste ano. Ela afirmou que a lei é resultado de um movimento da sociedade, que não suporta mais os escândalos na política. "Está ligado a insatisfação popular e a vontade popular de mudar, de que tenhamos daqui para frente candidatos que sejam capazes de exercer seus mandatos sem se envolver em escândalos", afirmou. "Entendo que não é um projeto que mereça ser protelado para eleições futuras. Precisa imediatamente atender aos anseios do povo brasileiro."

Fonte: http://noticias.br.msn.com/brasil/artigo.aspx?cp-documentid=24537156

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Frases do Inesquecível Che Guevara




“Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida.”
“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”
“Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar.”
“Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética.”
“Derrota após derrota até a vitória final.”
“O conhecimento nos faz responsáveis.”
“É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais...”
“Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.”

“O revolucionário deve sempre ser integral. Ele deverá trabalhar todas as horas, todos os minutos de sua vida, com um interesse sempre renovado e sempre crescente. Esta é uma qualidade fundamental.”
“As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera.”
“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.”
“Lutam melhor os que têm belos sonhos.”
“Deixe o mundo mudar você e você poderá mudar o mundo.”
“O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.”
“A farda modela o corpo e atrofia a mente”
“"Prefiro morrer de pé que viver sempre ajoelhado."
“Retroceder Sim, Render-se Jamais”
"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."
“A sabedoria só nos chega quando não precisamos mais dela.”

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Absurdo: E a farra no Senado não para





De O estado de S. Paulo: Seguindo o exemplo da Câmara, que elevou os salários de seus servidores, o Senado se prepara para aprovar o plano de reajuste de cargos e salários dos funcionários. Guardado a sete chaves até aqui, os aumentos devem ter impacto de 9,82%, quase R$ 170 milhões, na folha de pagamento da Casa neste ano.

Um dos salários mais altos, o de consultor, hoje em média na casa dos R$ 14 mil, deve subir para R$ 22 mil, segundo o Estado apurou. A folha do Senado atualmente é de R$ 1, 7 bilhão. Polêmico, o assunto deve chegar à Mesa Diretora em reunião marcada para esta quarta-feira, 9. A pressão dos servidores para que o plano seja votado pode fazer com que a proposta entre na pauta de votação do plenário “na surdina”, segundo alertaram alguns próprios parlamentares ontem. Se aprovado, o plano de reajuste terá impacto ainda maior em 2011: 12%.

Recentemente, o Senado já aprovou o plano de reajuste salarial para os servidores da Câmara, que produz impacto de R$ 500 milhões por ano. O pacote de bondades – originário da própria Câmara – inicialmente resultou em um aumento salarial médio de 15% para os concursados e de 33%, em média, para os sem concurso. Também instituiu o pagamento de um adicional de especialização que poderá significar cerca de mais 30% de acréscimo salarial.

O beneficio alcança 6.630 funcionários, segundo 3.300 concursados, 1.300 nomeados sem concurso e 2.030 aposentados. O adicional de especialização passa a contar para todos os concursados a partir do dia em que assume o cargo e se estende aos que já se aposentaram. O analista legislativo, cuja exigência para entrar na Câmara é ter pelo menos um curso superior, por exemplo, já vai ganhar no início de carreira 20% a mais, apenas pelo fato de ter a graduação obrigatória quando se inscreveu para o concurso público.

Sem contar o adicional de especialização, na Câmara, o menor salário sobe dos atuais R$ 3.427 para R$ 4.340. O maior salário vai de R$ 13.185 para R$ 17.352. Nesse caso, será agregado, no mínimo, 4 pontos ou 20% de adicional de especialização, o que chegará ao salário de R$ 20.822. Os consultores legislativos, considerados a elite da Casa, têm uma gratificação agregada ao salário. Com o reajuste, eles subirão de R$ 18,9 mil para em torno de R$ 22 mil.

Terceirizados. Na terça-feira, 8, um dia depois da divulgação de novas contratações pelo Senado, o diretor-geral da Casa, Haroldo Feitosa Tajra, divulgou nota negando que haverá aumento do número de terceirizados. No texto encaminhado à imprensa, ele diz que dos 34 contratos com empresas de terceirização de mão de obra que a atual gestão encontrou, hoje são 29. “A pedido do Senado todos passaram por auditoria do Tribunal de Contas da União, cujas recomendações estão sendo integralmente seguidas.”

Diz o diretor na nota que “para eliminar desvios de função e atender à demanda de auxiliares administrativos, eles (terceirizados) foram englobados em um novo contrato, dividido em três grupos: apoio operacional (614 funcionários); apoio técnico, com 143, e apoio administrativo, com 512 postos de trabalho, que funcionarão em dois turnos”.

Também na terça-feira, integrantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estiveram reunidos com senadores para tratar de um segundo contrato feito para redução de despesas na Casa. O relatório final deverá ser apresentado na semana que vem. Atualmente o Senado tem cerca de 3.200 terceirizados. No total, os funcionários são de cerca de 10 mil.

FONTE: Blog do Egidio Serpa
http://blogs.diariodonordeste.com.br

Karl Marx: o idealizador do comunismo







Biografia

Idealizador de uma sociedade com uma distribuição de renda justa e equilibrada, o economista, cientista social e revolucionário socialista alemão Karl Heinrich Marx, nasceu na data de 05 de maio de 1818, cursou Filosofia, Direito e História nas Universidades de Bonn e Berlim e foi um dos seguidores das idéias de Hegel.

Ideias marxistas

Este filósofo alemão foi expulso da maior parte dos países europeus devido ao seu radicalismo. Seu envolvimento com radicais franceses e alemães, no agitado período de 1840, fez com que ele levantasse a bandeira do comunismo e atacasse o sistema capitalista. Segundo este economista, o capitalismo era o principal responsável pela desorientação humana. Ele defendia a idéia de que a classe trabalhadora deveria unir-se com o propósito de derrubar os capitalistas e aniquilar de vez a característica abusiva deste sistema que, segundo ele, era o maior responsável pelas crises que se viam cada vez mais intensificadas pelas grandes diferenças sociais.

Este grande revolucionário, que também participou ativamente de organizações clandestinas com operários exilados, foi o criador da obra o Capital, livro publicado em 1867, que tem como tema principal a economia. Seu livro mostra estudos sobre o acúmulo de capital, identificando que o excedente originado pelos trabalhadores acaba sempre nas mãos dos capitalistas, classe que fica cada vez mais rica as custas do empobrecimento do proletariado. Com a colaboração de Engels, Marx escreveu também o Manifesto Comunista, onde não poupou críticas ao capitalismo.

Este notável personagem histórico faleceu em Londres, Inglaterra, em 14 de março de 1883, deixando muitos seguidores de seus ideais. Lênin foi um deles, e, na União Soviética, utilizou as idéias marxistas para sustentar o comunismo, que, sob sua liderança, foi renomeado para marxismo-leninismo. Contudo, alguns marxistas discordavam de certos caminhos escolhidos pelo líder russo.

Até hoje, as idéias marxistas continuam a influenciar muitos historiadores e cientistas sociais que, independente de aceitarem ou não as teorias do pensador alemão, concordam com a idéia de que para se compreender uma sociedade deve-se entender primeiramente sua forma de produção.

Contra a barbárie do Estado fascista de Israel! Solidariedade ao povo palestino!






A brutal agressão levada a cabo pelo exército nazisionista israelense contra a chamada “Frota da Liberdade” merece ser condena e rechaçada sem paliativos, com uma ampla denúncia e um rechaço geral. O Estado de Israel, que executa um genocídio sistemático da população palestina ante o silêncio cúmplice das mal denominadas democracias, submete à fome a população de Gaza e evita que chegue a essa sofrida região, com mais de um milhão e meio de habitantes numa faixa de 40 quilômetros de cumprimento por seis de largura, qualquer tipo de ajuda humanitária, alimentos, medicamentos, material escolar e material para reconstruir as casas destruídas pelos bombardeios israelenses, etc.


FONTE: http://www.averdade.org.br/

terça-feira, 8 de junho de 2010

A espiritualidade na construção da paz


Leonardo Boff *

Adital -
Todos os fatores e práticas nos distintos setores da vida pessoal e social devem contribuir para a construção da paz tão ansiada nos dias atuais. Os esforços seriam incompletos se não incluíssemos a perspectiva da espiritualidade.
A espiritualidade é aquela dimensão em nós que responde pelas derradeiras questões que sempre acompanham nossas indagações: De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido do universo? Que podemos esperar para além desta vida?

As religiões costumam responder a tais indagações. Mas elas não detêm o monopólio da espiritualidade. Esta é um dado antropológico de base como é a vontade, o poder e a libido. Ela emerge quando nos sentimos parte de um Todo maior. É mais que a razão, é um sentimento oceânico de que uma Energia amorosa origina e sustenta o universo e cada um de nós.


No processo evolutivo de onde viemos, irrompeu, um dia, a consciência humana. Há um momento nesta consciência em que ela se dá conta de que as coisas não estão jogadas aleatoriamente ou justapostas, ao léu, umas às outras. Ela intui que um "Fio Condutor" as perpassa, liga e re-liga.

As estrelas que nos fascinam nas noites quentes do verão tropical, a floresta amazônica na sua majestade e imensidão, os grandes rios como o Amazonas chamado como razão de rio-mar, a profusão de vida nas campinas, o vozerio sinfônico dos pássaros na mata, a multiplicidade das culturas e dos rostos humanos, a misteriosidade dos olhos de um recém-nascido, o milagre do amor entre duas pessoas apaixonadas, tudo isso nos revela quão diverso e uno é o nosso mundo universo.

A este "Fio Condutor" os seres humanos chamaram por mil nomes, de Tao, de Shiva, de Alá, de Javé, de Olorum e de outros mais. Tudo se resume na palavra Deus. Quando se pronuncia com reverência este nome algo se move dentro do cérebro e do coração. Neurólogos e neurolinguistas identificaram o "ponto Deus" no cérebro. É aquele ponto que faz subir a frequência hertz dos neurônios como se tivesse recebido um impulso. Isto significa que no processo evolutivo surgiu um órgão interior pelo qual o ser humano capta a presença de Deus dentro do universo. Evidentemente, Deus não está apenas neste ponto do cérebro, mas em toda a vida e no inteiro universo. Entretanto, é a partir daquele ponto que nos habilitamos a captá-lo. Mais ainda. Somos capazes de dialogar com Ele, de elevar-lhe nossas súplicas, de render-lhe homenagem e de agradecer-lhe pelo dom da existência. Outras vezes, nada dizemos, apenas O sentimos silenciosos e contemplativos. É então que nosso coração se dilata às dimensões do universo e nos sentimos grandes como Deus ou percebemos que Deus se faz pequeno como nós. Trata-se de uma experiência de não-dualidade, de imersão no mistério sem nome, da fusão da amada com o Amado.

Espiritualidade não é apenas saber, mas, principalmente, poder sentir tais dimensões do humano radical. O efeito é uma profunda e suave paz, paz que vem do Profundo.

Desta paz espiritual a humanidade precisa com urgência. Ela é a fonte secreta que alimenta a paz cotidiana em todas as suas formas. Ela irrompe de dentro, irradia em todas as direções, qualifica as relações e toca o coração íntimo das pessoas de boa-vontade. Essa paz é feita de reverência, de respeito, de tolerância, de compreensão benevolente das limitações dos outros e da acolhida do Mistério do mundo. Ela alimenta o amor, o cuidado, a vontade de acolher e de ser acolhido, de compreender e de ser compreendido, de perdoar e de ser perdoado.

Num mundo conturbado como o nosso, nada há de mais sensato e nobre do que ancorar nossa busca da paz nesta dimensão espiritual.

Então a paz poderá florescer na Mãe Terra, na imensa comunidade de vida, nas relações entre as culturas e os povos e aquietará o coração humano, cansado de tanto buscar.

Platão...







“O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer;
o tolo, porque tem que dizer alguma coisa”.
Platão, (427-347 a.C.). Filósofo grego.


Este importante filósofo grego nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu em 347 a.C. É considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Suas idéias baseiam-se na diferenciação do mundo entre as coisas sensíveis (mundo das idéias e a inteligência) e as coisas visíveis (seres vivos e a matéria).

Filho de uma família de aristocratas, começou seus trabalhos filosóficos após estabelecer contato com outro importante pensador grego: Sócrates. Platão torna-se seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia com o propósito de recuperar e desenvolver as idéias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, ensinando filosofia na corte.

Ao voltar para Atenas, passa a administrar e comandar a Academia, destinando mais energia no estudo e na pesquisa em diversas áreas do conhecimento: ciências, matemática, retórica (arte de falar em público), além da filosofia. Suas obras mais importantes e conhecidas são: Apologia de Sócrates, em que valoriza os pensamentos do mestre; O Banquete, fala sobre o amor de uma forma dialética; e A República, em que analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nossa Senhora, Nossa Mãe







Oração

Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemeora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for paa maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.

Maciço de Baturité












Muitos não conhecem, mas o Ceará não se resume em apenas capital e praias. Fugindo do corre-corre das grandes cidades o melhor mesmo é passar um final de semana nas pequenas cidades do Maciço de Baturité, que nos oferecem paz e tranqüilidade em meio ao verde da natureza. O ar que respiramos purifica e relaxa. O friozinho que sentimos é muito gostoso. O complexo montanhoso é magnífico.


O programa de Ecoturismo do Ceará é composto de 6 pólos, entre eles, a 100km de Fortaleza, o Pólo de Ecoturismo da Serra de Baturité. Caracterizado pela floresta úmida com exemplares da mata Atlântica, mantém 178 espécies vegetais, grande variedade de espécies animais, com destaque para 154 espécies de aves catalogadas, somente na Área de Proteção Ambiental - APA da Serra de Baturité.
Situado muito próximo ao litoral, Baturité recebe ventos oriundos do mar, o que garante altos níveis de precipitação. Suas características geográficas e altitude propiciam um clima ameno e uma paisagem de floresta Atlântica úmida que, por sua vez, contrasta com uma vegetação arbustiva de ecossistemas áridos, com campos de altitude e com áreas bastante transformadas pelo homem. Considerada uma ilha úmida no contexto semi-árido do nordeste brasileiro, lá ainda se encontram representantes variados da fauna, com grande riqueza de insetos e aves. Nas fazendas, com resquícios de senzalas, são utilizadas práticas tradicionais de agricultura.
São matas exuberantes, com inúmeras cachoeiras, cascatas e grutas no meio da vegetação, com trilhas ecológicas e paredões para a prática de rapel, além de muito ar puro.
A cerca de uma hora de Fortaleza, ergue-se, sertão em volta, o Maciço de Baturité, com uma largura média de 22km e uma área total aproximada de 1300 quilômetros quadrados.


Fonte: http://www.estacaodoturismo.hpg.ig.com.br/macico.htm

Israel mata cinco em ataque a barco palestino

A Marinha israelense abriu fogo na madrugada desta segunda-feira (07) contra um barco palestino na costa de Gaza, matando cinco pessoas, informou a rádio oficial de Israel.

As Forças Armadas do país disseram que o barco levava militantes armados, em roupas de mergulho, preparando-se para atacar Israel.

O Fatah, partido palestino que controla a Cisjordânia, disse que os corpos seriam de integrantes de seu braço militar e que um quinto integrante ainda está desaparecido.

O Hamas, movimento islâmico palestino que controla a Faixa de Gaza, confirmou o incidente, acrescentando que retirou quatro corpos do mar.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", o incidente seria o último de uma série de ataques recentes de grupos armados palestinos contra Israel. O país estabeleceu um bloqueio ao território palestino em junho de 2007, após o Hamas ter assumido o controle sobre a Faixa de Gaza.

Na semana passada, as Forças Armadas do país atacaram uma frota de barcos que carregava centenas de ativistas pró-Palestina, e tinha como missão levar ajuda humanitária para Gaza.

Israel disse que os barcos tinham finalidades terroristas. Nove pessoas morreram na operação.

Novas fotos

No domingo, uma organização não-governamental turca, IHH, divulgou fotos do ataque ao barco em que ocorreu a ação que levou à morte dos nove ativistas, o Mavi Marmara, de bandeira turca.

Israel aborda navio com ajuda a palestinos; veja as imagens (sem áudio)A ONG diz que as imagens mostram os ativistas sendo condescendentes e prestando primeiros socorros aos soldados israelenses feridos durante a operação.

Israel alega que as imagens apenas comprovam a versão israelense de que seus soldados agiram em legítima defesa ao serem atacados pelos ativistas.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, deve prestar uma homenagem aos mortos - oito turcos e um portador do passaporte americano criado na Turquia - em uma visita a Istambul, onde participa nesta segunda-feira de um encontro sobre segurança regional.

No domingo, o embaixador israelense nos Estados Unidos, Michael Oren, disse que seu país não pedirá desculpas à Turquia pela morte dos nove ativistas.

"Israel não pedirá perdão por ter tomado as medidas necessárias para defender seus cidadãos e não se desculpará por ter feito o que foi preciso para defender as vidas de nossos soldados", afirmou Oren à rede de TV americana Fox News.

Fonte: www.uol.com.br

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Vereador João Alfredo Lança Livro

Artigo Rosa da Fonseca.

Dom Hélder Câmara: O Santo Rebelde








"Irmão dos pobres e meu irmão", essas foram as palavras do papa João Paulo 2º a dom Hélder Câmara, na visita que o Papa fez ao Recife em 1980.

Décimo-primeiro filho de uma família de treze irmãos, Hélder Pessoa Câmara era filho de um jornalista e de uma professora. Aos quatorze anos entrou no Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, onde cursou filosofia e teologia.

Em 1931 ordenou-se sacerdote. Foi nomeado logo depois diretor do Departamento de Educação do Estado do Ceará, exercendo este cargo por cinco anos. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde se destacou no desempenho de atividades sociais. Fundou a Cruzada São Sebastião e o Banco da Providência, entidades destinadas ao amparo dos mais pobres.

Em 1946 recebeu um convite para assessorar o arcebispo do Rio de Janeiro. Seis anos depois foi nomeado bispo-auxiliar do Rio de Janeiro. Dom Hélder Câmara fundou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual foi secretário durante 12 anos.

Em 12 de março de 1964, foi nomeado Arcebispo de Olinda e Recife, pouco antes do golpe militar. Dias depois, divulgou um manifesto apoiando a ação católica operária em Recife. O novo governo militar acusou-o de demagogo e comunista e dom Hélder foi proibido de se manifestar publicamente.

No entanto, sua figura pública adquiria importância cada vez maior. Passou a fazer conferências e pregações no exterior, desenvolvendo intensa atividade contra a exploração e a favor dos mais pobres. Em 1970, fez um pronunciamento em Paris denunciando pela primeira vez a prática de tortura a presos políticos no Brasil.

Em 1972 foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Dom Hélder aposentou-se em 1985, tendo organizado mais de 500 comunidades eclesiais de base. No final da década de 1990, lançou a campanha "Ano 2000 Sem Miséria".

Dom Hélder Câmara deixou registrado seu pensamento em diversos livros que tiveram grande repercussão, sendo traduzidos em várias línguas. Sua atividade política, social e religiosa foi reconhecida no mundo inteiro. Dom Hélder recebeu centenas de homenagens e condecorações, além de diversos prêmios, no Brasil e no Exterior. Faleceu aos 90 anos, de parada cardíaca.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mercado de Trabalho no Brasil: Racismo e Machismo









O senso comum em nosso país teima em afirmar que não existe nos dias atuais, por exemplo, discriminação de gênero e discriminação étnico-racial. A observação da realidade e a ciência refutam, cada vez mais, esta teoria.

O mercado de trabalho reproduz de maneira fiel as estruturas básicas de discriminação sustentadas pelo capitalismo. Tomando como grupo padrão de análise os homens brancos, Sergei Suarez, da Diretoria de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), coordenou estudo* que comparou a este grupo, mulheres brancas, mulheres negras e homens negros. Todos os resultados, de maneira não surpreendente, atestam a presença de discriminação de gênero e étnico-racial no mercado de trabalho brasileiro.

Comparados aos rendimentos dos homens brancos, as mulheres brancas recebem cerca de 21% a menos, os homens negros cerca de 34% a menos e as mulheres negras chegam a receber cerca de 60% a menos. “É um preço muito alto a pagar pela cor da pele e a posse de um útero! A minha interpretação do perfil de discriminação contra mulheres é que existe um acordo tácito no mercado de trabalho de que as mulheres, mesmo exercendo tanto quanto os homens funções qualificadas, precisam ou merecem ganhar menos. Já os homens negros sofrem com a discriminação na hora do contracheque. O preço da cor é pagamento pela discriminação sofrida durante os anos formativos, é na escola que o futuro dos negros é selado”, afirmou Suarez.

O Brasil convive hoje com um fosso salarial maior que a média mundial. As mulheres recebem, em média, cerca de 38,5% menos que os homens, sendo de 22% a média mundial de diferenciação. As brasileiras que possuem nível superior recebem cerca de 40% a menos que os homens de mesmo grau de formação. Dados do IPEA de 2007 apontam que a previsão de equiparação salarial entre mulheres e homens é de 87 anos. Não se pode precisar quando haverá equiparação entre negros e brancos, pois os índices estão estabilizados há anos.

A necessidade de superação do sistema capitalista e a instauração de algo novo, avançado e que tenha como base fundamental a distribuição justa das riquezas produzidas pela classe trabalhadora está, mais do que nunca, na pauta do dia. O socialismo é o primeiro passo para a destruição das desigualdades, discriminação e opressão. A luta pela destruição do capitalismo é o início da batalha final contra o machismo, o racismo e a pobreza.

* Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Pesquisa IPEA Dezembro de 2000, Soares Suarez, Sergei

Raphaella C. Mendes, Belo Horizonte


Fonte: www.averdade.orh.br

Padre Cícero:O Cearense do Século













O Padre Cícero Romão Batista nasceu na cidade do Crato, região Sul do Estado do Ceará, em 24 de março de 1.844. Filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, carinhosamente chamada Quinô.

Desde cedo o menino Cícero demonstrou interesse pela vida sacerdotal, pois era sempre visto na igreja, ora ajudando o vigário nas suas tarefas, ora lendo histórias dos santos, inspirando-se na vida de São Francisco de Sales decidido a manter-se em permamente castidade, conforme está escrito em seu testamento.

Aos 16 anos de idade matriculou-se no colégio do renomado Padre Rolim, em Cajazeiras, Paraíba, em 1.860, onde ficou menos de dois anos, pois, com a morte inesperada do pai, vítima de cólera, em 1.862, teve que interromper os estudos e voltar para casa, a fim de cuidar da família – a mãe e duas irmãs. A crise financeira decorrente da morte do pai, transtornou a todos e só aos 21 anos de idade, com a ajuda do seu padrinho de crisma, Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, Cícero ingressou no Seminário de Fortaleza, em 1.865. Cinco anos depois foi ordenado sacerdote. Em janeiro de 1.871 retornou a Crato, onde ficou aguardando nomeação para prestar serviço em alguma paróquia. Em 24 de dezembro do mesmo ano, atendendo a convite do Professor Semeão Correia de Macêdo, celebrou pela primeira vez no povoado de Juazeiro, onde permaneceu três dias em contato com o povo, tendo decidido poucos meses depois fixar residência ali, na função de capelão. Tão logo chegou tratou de melhorar a capelinha exigida em 1.827 pelo primeiro capelão, Padre Pedro Ribeiro de Carvalho, adquirindo várias imagens com o fruto das esmolas dos devotos.

Foi o começo de uma obra que, anos depois, perpetuou a memória do padre manso e bondoso, austero quando necessário, piedoso e trabalhador que viria a ser cognominado de PATRIARCA DO NORDESTE.

Naquela época, sob o ponto de vista comercial, o povoado de Juazeiro oferecia pouca coisa aos seus habitantes. Não havia economia de mercado propriamente dita. Imperava a miséria e a marginalidade despontava como conseqüência natural. A esperança de uma mudança nesse quadro era representada pela presença do padre.

Assim, o jovem sacerdote tratou de restabelecer a ordem e os bons costumes do ambiente, conquistando rapidamente a simpatia dos habitantes, tornando-se autêntico líder da comunidade. Juazeiro experimentou, então, os primeiros passos de crescimento, atraindo pessoas da vizinhança, curiosas por conhecer o capelão que tinha vindo do Crato.

De início, o padre Cícero gozava da estima e confiança do novo bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, bem como do bispo anterior, dom Luís Antônio dos Santos, para quem padre Cícero era um anjo.

Consta que em agosto de 1.884, quando de visita pastoral ao Crato, dom Joaquim fez questão de enaltecer o trabalho do padre Cícero. De passagem pelo povoado de Juazeiro, para consagrar a capela de Nossa Senhora das Dores, iniciada pelo Padre Cícero, em 1.875, ele deixou escrito ali o seguinte: "A capela começada pelo padre Cícero Romão Batista, sacerdote inteligente, modesto e virtuoso, é um monumento que atesta eloqüentemente o poder da fé da Igreja Católica Romana, pois é admirável que um sacerdote pobre tenha podido construir um templo vasto e arquitetônico em tempos anormais quais aqueles que atravessa esta diocese assolada pela seca, fome e peste". Posteriormente acrescentou: " A virtude do padre Cícero enche todo o vale do Cariri".

O bispo, porém, não sustentou essa opinião por muito tempo, porque algo de muito grave aconteceu para martirizar a vida do "sacerdote inteligente, modesto e virtuoso", sendo dom Joaquim a figura central desse martírio.

Tudo começou no dia 6 de março de 1.889.

Ao participar de uma comunhão geral, oficiada pelo padre Cícero, a beata Maria de Araújo não pôde engolir a hóstia consagrada porque esta se transformava numa substância vermelha, hematóide.

Tal fenômeno se repetiu várias vezes na presença do público, sendo mais tarde testemunhado também por outros padres e médicos, os quais, inclusive, chegaram a emitir atestado, concluindo tratar-se de fato subrenatural para o qual não era possível encontrar explicação científica.

Durante algum tempo o fenômeno permaneceu em sigilo, até ser proclamado como milagre, em sete de julho do mesmo ano, por iniciativa de monsenhor Francisco Monteiro, Reitor do Seminário do Crato, o qual organizou uma romaria de cerca de três mil pessoas que saíram de Crato para Juazeiro, a fim de observar a transformação da hóstia em sangue.

A partir daí, Juazeiro virou centro de peregrinação – o embrião das grandiosas romarias de hoje; e quebra-se a tranqüilidade da vida sacerdotal do padre Cícero, sobre quem desaba uma campanha de inveja, de intrigas e perseguições.

Como era de se esperar, o fato terminou chegando ao conhecimento do bispo dom Joaquim, que escreveu ao padre Cícero, pedindo um relatório completo do ocorrido. Na verdade, ele chegou até a repreender o padre Cícero, com firmeza, por não ter sido informado de imediato dos "fatos extraordinários" ocorridos em Juazeiro, e considerou sua negligência como sendo uma quebra do voto clerical de obediência. Mas, não chegou a ser hostil, fazendo questão de ressaltar que confiava na sinceridade do padre Cícero e o julgava incapaz de qualquer embuste.

Padre Cícero atende à solicitação de dom Joaquim e remete o tão esperado relatório sobre o "milagre", uma peça que, segundo o historiador americano Ralph Della Cava, é um dos documentos mais curiosos da "Questão Religiosa" de Juazeiro. ("Milagre em Juazeiro", 1977).

Como o relatório nada esclarecia sobre a procedência do sangue, do Joaquim raciocinou que, se ele era oriundo da hóstia consagrada, tratava-se, realmente, de um fato miraculoso que merecia ser divulgado pelo mundo inteiro; se, por outro lado, o sangue era da própria beata, então seria incoerência atestar que a hóstia se tivesse transformado em sangue de Jesus Cristo, como todos acreditavam.

Inicialmente, dom Joaquim usou apenas a estratégia de permanecer distanciado do assunto, esperando que ele se diluísse por mesmo, caindo no esquecimento geral. Enquanto isso, as romarias se acentuavam e o número de crentes no "milagre" crescia de forma notável afamando o padre Cícero e a beata Maria de Araújo.

Um fato novo, porém, com o qual o bispo não contava, aconteceu para dar ponto positivo ao "milagre". É que um atestado passado pelo médico Dr. Marcos Madeira, diplomado no Rio de Janeiro, conferindo ao fato o caráter de sobrenatural, foi divulgado pela imprensa de forma sensacionalista e, por conta disso a reação da população católica instruída do Nordeste não se fez esperar.

Irritado, o bispo ordenou, então, que o padre Cícero comparecesse ao palácio episcopal em Fortaleza, com urgência, para ser submetido a um interrogatório.

A crença no "milagre" estava mesmo fadada a obter o maior êxito, pois outro médico, o Dr. Idelfonso Correia Lima e o farmacêutico Joaquim Secundo Chaves, convencidos da miraculosidade do fenômeno da transformação da hóstia em sangue, assinaram também um atestado, endossando o que fora afirmado pelo Dr. Marcos Madeira.

Estando a evolução dos acontecimentos a ameaçar um final desastroso, não restou a dom Joaquim outra alternativa senão a de formar uma Comissão de Inquérito com sacerdotes competentes, jurídica e teologicamente, para verificar "in loco" o tão extraordinário fenômeno que todos teimavam em considerar milagroso.

Tal comissão, considerada de alto nível, foi constituída pelos padres Clicério da Costa Lobo, chefe –comissário e Francisco Antero Ferreira, secretário. Os trabalhos de investigação se iniciaram em nove de setembro de 1.891, após três dias de recolhimento e orações, Seguindo orientações superiores, a comissão levou a beata Maria de Araújo para a Casa de Caridade do Crato, a fim de que seus trabalhos pudessem ser conduzidos sem a interferência do padre Cícero. Mesmo assim o fato extraordinário se repetiu. E a comissão maravilhada ante a perspectiva de estar assistindo a um milagre autêntico, concluiu o inquérito dando parecer favorável.

O resultado não agradou a dom Joaquim que, em 19 de julho, já se antecipara optando por uma Decisão Interlocutória, proibindo o culto aos panos ensanguentados e exigindo uma retratação pública do padre Cícero que devia dizer ao povo que não acreditava naquilo que acreditava. Outra comissão sob a chefia do padre Alexandrino de Alencar. Em dois dias, de 20 a 22 de abril de 1.892, esta concluiu as investigações com parecer desfavorável ao "milagre" e que serviu de orientações aos censores eclesiásticos em Roma, culminando com a pena máxima de excomunhão, que não foi posta em prática em face da perigosa repercussão que certamente iria causar.

Suspenso de ordem, proibido de oficiar atos religiosos, padre Cícero a tudo se submeteu com resignação. Foi a Roma, por convocação superior, lá permanecendo quase nove meses. Lá reconquistou o direito de celebrar missa e, regressando a Juazeiro, estava convicto de que seria reabilitado pela Igreja. Por fim, novas sanções lhe foram impostas, sendo definitivamente suspenso de ordem.

Os romeiros, que não podiam encontrá-lo na igreja, se conformavam em ouvi-lo diariamente em sua casa, em busca de conselhos, bem como de proteção espiritual. E ele atendia a todos. Recebia e distribuía esmolas. Aconselhava-os oralmente e por escrito. Era o padrinho de todos. Logo a seguir, privado dos misteres religiosos, padre Cícero dedicou-se à política, atendendo a apelos dos amigos, como Antônio Nogueira Acioli, substituído na chefia da presidência do Estado do Ceará pelo coronel Franco Rabelo, mais para evitar que mãos estranhas conduzissem os destinos de sua cidade, com a mesma ordem que ele conseguira até então.

Ao lado do padre Alencar Peixoto, Dr. Floro Bartolomeu da Costa e outros amigos, padre Cícero fez sentir a sua ação política, empreendendo o movimento pró-emancipação de Juazeiro da jurisdição do Crato, fato consumado com êxito em 22 de julho de 1.911. Com autonomia municipal, Juazeiro teve na pessoa do padre Cícero o seu primeiro prefeito, cuja posse aconteceu em 4 de outubro do mesmo ano. O padre Alencar Peixoto não gostou, já que reclamava para si esse direito, pois foi pensando naquele cargo que ele abraçara o movimento de independência e, inconformado, rompeu a amizade com padre Cícero e Dr. Floro, saiu de Juazeiro e depois lançou um livro: "Juazeiro do Cariri", onde faz severas críticas aos dois ex-amigos. Com isso, quem ganhou foi Dr. Floro que, ao lado e à sombra do padre Cícero, desfrutando do seu enorme prestígio, conseguiu ser o verdadeiro chefe político de Juazeiro, sendo depois eleito deputado estadual e deputado federal.

Em 1.913, padre Cícero passaria a ser novamente o centro de acirrada polêmica política, depois de ter sido afastado do cargo de prefeito (11 de Fevereiro) pelo Coronel Franco Rabelo, presidente do Estado do Ceará. Dr. Floro, na verdade, fôra convocado pelo Partido Republicano Conservador para a chefia de uma revolução para depor Franco Rabelo do governo cearense, eleito que fôra pelo partido contrário. Historiadores acreditaram ao padre a liderança do movimento sedicioso o que sempre negou. Todos, porém, concordam que a participação dele foi necessária, pois somente ele, com seu indiscutível carisma e liderança seria capaz de conseguir a adesão dos combatentes. Armas, munição e estratégia, ficaram a cargo exclusivo de Dr. Floro.

As tropas rabelistas, aquarteladas em Crato, apesar de muito bem municiadas, foram derrotadas no primeiro combate realizado no Cariri. Depois, os rebeldes seguiram em caminhada vitoriosa com destino a Fortaleza, combatendo e vencendo as forças do governo que encontravam pelo caminho. Movimento triunfou. Franco Rabelo foi deposto. Dr. Floro cresceu politicamente a nível nacional. Padre Cícero foi reconduzido ao cargo de Prefeito, onde permaneceu até 1.927, onde terminou arranjando um punhado de inimigos que passaram a criticá-lo chamando-o de protetor de bandidos.

Numa retrospectiva geral da vida do padre Cícero, constata-se alaramente ter sido ele uma figura realmente importante. Foi ele quem introduziu o hábito de se usar no pescoço o rosário da Mãe de Deus, costume até hoje amplamente espalhado em todo o Nordeste Brasileiro. Fundou as Conferências Vicentinas e o Apostolado da Oração, ainda hoje em funcionamento. Muito contribuiu para a educação de seu povo, dando aulas particulares, custeando despesas de estudante pobres e ajudando financeiramente na criação de novas escolas, tendo especialmente para este fim deixado grande parte de seus bens, como herança, à Congregação Salesiana. Foi pioneiro da campanha encetada para a construção do Seminário do Crato. Na terrível seca de 1877 desempenhou papel de destaque, tendo intercedido junto aos poderes competentes, no sentido de serem as vítimas socorridas, recebendo toda a assistência possível na época.

No global, sua atuação extrapolou os limites de sua ação como valoroso pastor de almas. Exerceu grande influência no desenvolvimento da agricultura, incentivando o cultivo da mandioca, da cana de açúcar, etc.; da pecuária, promovendo a introdução do gado zebu e da indústria e comércio, estimulando o surgimento de novas empresas que aceleraram o crescimento de Juazeiro e da região do Cariri.

Praticou, também, a medicina popular, como forma alternativa de cura, prescrevendo remédios caseiros à base de ervas medicinais, com excelentes resultados, e contribuindo desta forma para a expansão do ramo de comércio da fitoterapia. Aliás, até hoje muita gente continua repetindo as receitas do "Padim Ciço".

No campo religioso, direcionou uma devoção toda especial a Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro, e que juntamente com a romaria dedicada à sua própria pessoa, após a sua morte, terminou por transformar Juazeiro num dos maiores centros de religiosidade popular da América Latina.

E, finalmente, fez florescer um tipo "sui generis" de artesanato bastante apreciado no Brasil e no exterior e que absorve um número incalculável de artistas. Essa atividade, até hoje em evidência, representar o meio de vida, a fonte de ganho e de sustentação financeira de milhares de pessoas.

Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1.934, com 90 anos de idade, em Juazeiro do Norte, acometido de renitente enfermidade renal e outras complicações orgânicas. Sua morte, como era de se esperar, causou profunda e incontida consternação no seio da população local assim como aos seus milhares de devotos espalhados por todo o Nordeste do Brasil.

Muito pensaram que morto o ídolo, a cidade que ele fundou e a devoção à sua pessoa acabariam em pouco tempo. Nada disso, porém, aconteceu.

A cidade de Juazeiro do Norte é hoje a maior do interior cearense, com contínuo ritmo de desenvolvimento a ele continua sendo uma das figuras mais destacadas do clero brasileiro, objeto de estudo por parte de historiadores e cientistas sociais, em função de quem foram defendidas muitas teses de mestrado e doutorado no País e no exterior, e seu nome transformou-se num robusto volume editorial, com mais de uma centena de obras publicadas a seu respeito, afora um incontável número de artigos e trabalhos diversos espalhados pela imprensa em geral, sendo inclusive tema de filmes e documentários de televisão.

Rejeitado pela Igreja, tornou-se o verdadeiro santo dos nordestinos e como tal é venerado à revelia de Roma.

Em todas as partes do Nordeste há referências às mais diversas curas e graças alcançadas por sua intercessão, muitas das quais considerada como autênticos milagres. A fé do povo no seu santo é inabalável. Padre Cícero deixou o mundo dos vivos, mas, continua vivendo no coração de todas que cultuam sua memória.

Fonte:www.padrecicero.com.br

terça-feira, 1 de junho de 2010

Para AGU, projeto Ficha Limpa é constitucional


Brasília - A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer atestando a constitucionalidade do projeto Ficha Limpa. No documento encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a AGU concluiu que não há irregularidades quanto à iniciativa popular da proposta nem quanto à competência do Congresso Nacional para legislar sobre direito eleitoral.

O projeto Ficha Limpa foi aprovado pelo Congresso no último dia 19, após uma grande mobilização da sociedade. Mais de 1,5 milhões de assinaturas deram origem ao primeiro projeto de lei de iniciativa popular do país, modalidade prevista na Constituição de 1988. O projeto torna inelegíveis candidatos condenados por órgão colegiado de juízes.

Uma emenda feita pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) acabou gerando polêmica sobre a interpretação da lei. Entretanto, os próprios defensores do Ficha Limpa, como o presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), Marlon Reis, se pronunciaram sobre a irrelevância dessa alteração, já que o sentido do texto teria sido preservado.

De acordo com o parecer da AGU, quando há dúvida a respeito da emenda de redação, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado deve ser ouvida, o que já foi feito, com aprovação do texto pela CCJ. A lei precisa ser sancionada pelo presidente Lula até o dia 9 de junho para valer para as eleições de outubro.

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

O Poeta da Roça: Patativa do Assaré




Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio.

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu seio o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastero, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.