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sexta-feira, 28 de maio de 2010

O inesquecivel Pancho Villa








Pancho Villa (1879-1923)



Em retaliação ao ataque que o revolucionário mexicano Pancho Villa fizera em março de 1916 à pequena cidade americana de Columbus, situada nos limites dos Estados Unidos com o México, o presidente Woodrow Wilson ordenou que o general John Pershing, comandante da fronteira, fizesse uma expedição punitiva para responder à audácia do aventureiro mexicano. Desta forma, Pancho Villa tornou-se o primeiro inimigo dos Estados Unidos a ser caçado implacavelmente no exterior. Tratou-se da maior operação militar que os americanos fizeram desde o fim da guerra contra Espanha em 1898.


Os turnos revolucionários



Soldado mexicano e uma vivandeira



Desde 1910, o México, vizinho dos Estados Unidos, estava em convulsão revolucionária. No final daquele ano, Francisco Madero recrutara as mais diversas forças de oposição à ditadura de Don Porfírio Dias, um regime que se prolongava por décadas e estava em agonia, para pôr um fim à autocracia. Entre os arrebanhados estava Pancho Villa, homem famoso na região de Dourado e Chihuahua pelo seu passado pouco recomendado de ladrão de gado e assaltante de bancos, mas figura muito popular entre os humildes locais. Neste primeiro turno da Revolução Mexicana, que no total estendeu-se por sete anos, encerrado-se por exaustão de todos em 1917, Dias foi deposto e Madero empossado como o novo presidente do México. Logo a seguir, em fevereiro de 1913, foi a vez de Madero ser assassinado a mando do general Huerta, um ex-porfirista que era chefe do exército, ensejando a abertura de um segundo turno revolucionário. Venustiano Carranza, um dos governadores de província, dizendo-se chefe constitucionalista, juntamente com Álvaro Obregon e Pancho Villa pegaram em armas contra o general Huerta, que, isolado, exilou-se do país em 1915. Então deu-se o desentendimento entre os três vitoriosos, Carranza, Obregon e Villa, e um terceiro turno revolucionário se iniciou

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