ABAS

domingo, 15 de janeiro de 2017

Proclamando o Evangelho e produzindo literatura



A Igreja Católica além de oferecer grandes sacerdotes para o sagrado oficio da Proclamação do Evangelho, também vem historicamente oferecendo grandes mestres da literatura. O cearense Padre Geovane Saraiva (Colunista, Escritor e Blogueiro) é um desses sacerdotes. Inclusive, o sacerdotes aqui citado acaba de lança o seu décimo primeiro livro: LIÇÕES PARA A VIDA - Uma contribuição pastoral.

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Lula se defende na Justiça com ataque político

O ex-presidente Lula participa, do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Brasilia, 12/01/2017 (Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo)
O ex-presidente Lula participa, do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Brasilia, 12/01/2017 (Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo)
Editorial O Globo
A conhecida capacidade do ex-presidente Lula de se vitimizar e tudo politizar vai ficando cada vez mais exposta à medida que o tempo passa, os inquéritos em que é acusado tramitam e se aproxima 2018, ano eleitoral, quando, não se duvida, ele, se puder, tentará a volta por cima nas urnas, para também conseguir, de quebra, foro privilegiado. Mas é pedregoso o caminho até lá.

A velha maneira de agir de Lula foi detectada assim que seus advogados entraram em cena para defendê-lo em processos que tramitam em Curitiba, no âmbito da Lava-Jato, São Paulo e Brasília. Até agora, o ex-presidente está formalmente acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes, em cinco processos, três dos quais na Lava-Jato.
Desde o início, os advogados partiram para uma defesa política do ex-presidente, enquanto o lulopetismo, certamente pelos mesmos canais usados pelo PT para espalhar no exterior a fantasiosa tese do “golpe” contra Dilma, começou a esculpir a farsa da perseguição política que Judiciário e Ministério Público moveriam contra Lula. Claro, com apoio das “elites”, refletido na cobertura da imprensa profissional.
Enorme balela, mas que mantém mobilizado pelo menos um núcleo da militância. Até faz com que juristas companheiros gastem tinta em textos supostamente técnicos para tentar provar a tese da “perseguição”.
Enquanto isso, Lula parece acelerar o cumprimento de agenda de pajelanças com seu público fiel, sempre aquele que se beneficiou pecuniariamente quando o lulopetismo teve a chave do Tesouro, até explodir as finanças públicas.
O discurso que fez na quinta-feira, em Salvador, num encontro estadual do MST, confirma a estratégia: lançar-se em 2018, com o discurso populista de sempre. Para entreter a plateia, pediu eleições antecipadas — impossíveis, por inconstitucionais. Poucos dias antes, ele havia falado abertamente que não aceitaria ser impedido de obter registro eleitoral para as próximas eleições.
E o risco é grande. Se condenado em algum desses processos e a sentença for confirmada em segunda instância, não apenas Lula será obrigado a cumprir a pena imediatamente, como, segundo a Lei da Ficha Lima, ficará inelegível por oito anos. Dureza. Se considerarmos a relativa rapidez com que o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, emite sentenças, quase sempre confirmadas, também com presteza, pelo Tribunal de Porto Alegre, os prognósticos são negativos para o ex-presidente.
Daí a estridência, e a frequência, com que começa a falar com a militância, mas sem se arriscar em espaços públicos. A persona da vítima perseguida será cada vez mais incorporada. Inclusive por seus advogados. Se não é possível combater no campo jurídico, que se batalhe no político. Só não se sabe se funcionará nos tribunais, independentes por força constitucional.
Mas toda esta manobra tem um aspecto de delicadeza de operação plástica: não melindrar as forças “golpistas” no Congresso, com as quais parte do PT negocia para não ficar ausente da Mesa e de comissões na Câmara e Senado, na renovação das respectivas presidências na volta do recesso. Lula pode ser um livre atirador, ao contrário do partido. Vale acompanhar a convivência entre a legenda e seu criador.

A morte do homem cordial

Violência urbana (Foto: Arquivo Google)
Eduardo Portella é escritor e professor da UFRJ
Eduardo Portella, O Globo
A aliança de modernismo e ufanismo alimentou, desde cedo, a ilusão do brasileiro como protótipo do homem cordial. Faz parte daquelas fantasias que impulsionaram a virada do século XX. A efusão da natureza, a força do sertanejo e a cordialidade inata são capítulos de uma história precipitadamente edificante. Foi surpreendida por algumas curvas do caminho, quando certos desvios inesperados, a urbanização avassaladora, a irrupção das massas e a privatização da esfera pública agravaram o quadro insólito.
A percepção aguda de Mário de Andrade já havia identificado, na sua “Pauliceia desvairada”, sinais evidentes de um desvario que se expandiu por todo o território nacional, de Porto Alegre a Manaus.
A máquina de trituração da metrópole avançou sem pedir nem aceitar licença de ninguém. O tripé republicano, com mecanismo de acesso controvertido, se visivelmente abalado, em meio a licitações ilícitas, negócios escusos conduzidos pelas municipalidades de várias geografias. A representação política perde legitimidade e, consequentemente, representatividade.
O poeta Carlos Drummond de Andrade certamente perguntaria: E agora, José?
A própria ideia de cordialidade já era um resíduo essencialista, que os pensadores plantados teriam dificuldades de absorver. Porque nenhum homem é ou deixa de ser cordial fora do seu horizonte existencial. Ou seja, indiferente à sua circunstância (Ortega), à sua situação (Sartre), aos angustiantes sinais do ser no tempo (Heidegger).
Assim sendo, o homem cordial brasileiro levantou voo sem gasolina no tanque, e deu no que deu. Alguma coisa parecida com o trajeto da Chapecoense.
O capítulo da escravidão nunca foi um exemplo de cordialidade. E fomos os últimos na América Latina a se livrar dessa praga.
Os índices de violência hoje, segundo agências idôneas, ultrapassam aqueles que têm lugar em países em estado de guerra.
As taxas de homicídio, praticados dentro e fora dos presídios, nos conferem medalha de ouro (falso) na olimpíada da criminalidade.
A junção de violência social e violência política denuncia o quadro de calamidade, que começa a ser institucionalizado em todo o país.
A privatização do público é a negação da cordialidade.
Grande parte do que vem acontecendo se deve ao fato de que a educação e a cultura não foram chamadas a participar do encaminhamento dessas questões. Duas entidades estruturalmente solidárias, a serem pensadas conjugadamente, no polo oposto do que supõem as corporações nervosas.
A educação é, em princípio, a cultura escolarizada. Enquanto a cultura é a educação transescolar, mais virtuosa que virtual. Ambas têm de conviver hoje com a internacionalização e com a internetização.
Não são da competência apenas de uma repartição ou de um ministério. São ambas, ou uma só, políticas de Estado. Por essas e outras razões, tem faltado cultura à educação e educação à cultura. E, na falta de ambas, facilita-se ou contribui-se para a proliferação da violência e da criminalidade.
O homem cordial já se encontrava respirando por aparelhos. Ultimamente, ao que tudo indica, esses aparelhos foram desligados.
É claro que tudo tem a ver com a prática da justiça social. Quando aumenta a desigualdade, diminui a cordialidade.
Daí a necessidade de uma reforma política, ampla, geral e irrestrita, a ser conduzida jamais pelos protagonistas do caos, e sim pelo mais íntegro diálogo societário.

No sertão do Ceará, homens do campo se tornam profetas da chuva

Erasmo, tradicional profeta da chuva, aposta no fim da seca que assola a região Nordeste há cinco anos (Foto: André Teixeira/G1)
Erasmo, tradicional profeta da chuva, aposta no fim da seca que assola a região Nordeste há cinco anos (Foto: André Teixeira/G1)

No sertão do Ceará, homens simples, do campo, se reúnem, há 21 anos, para fazer previsões sobre o período de chuva que começa agora. São chamado de profetas da chuva.
As consequências dos cinco anos seguidos de seca estão no sofrimento dos moradores, dos rebanhos e nos mapas da meteorologia. Eles demonstram a abrangência dos estragos, por exemplo, na agropecuária e reservatórios. É a faixa mais escura em todos os estados do Nordeste. Mostram também a quantidade de áreas com chuva abaixo da média. Tudo o que não está em azul. Os próximos meses são decisivos porque é a época de chuva na maioria dos estados. A previsão para o período ainda vai ser divulgada, mas já é certeza o que vai ser necessário para mudar o quadro atual.
"A gente teria que ter, por exemplo, um março muito bom, um abril melhor ainda, dois meses consecutivos chovendo acima da média para a gente conseguir recuperar os reservatórios", explica Meyre Sakamoto, da Fundação Cearense de Meteorologia.
Se as imagens de satélite orientam a meteorologia, aqui embaixo olhos bem treinados observam o céu e a natureza para também fazer previsões. E, neste caso, não se trata só de saber se vai chover ou não, mas, por exemplo, se um açude como o que já foi um dos principais do Ceará vai voltar a ter água e vida.
O Cedro, agora seco, é um dos 153 açudes monitorados no Ceará que estão, em média, com 6,5% da capacidade. Mas é acima dele, nas formações das nuvens, que seu Antônio descobre se isso vai continuar.
“Fevereiro e março só mostrou coisa boa, pra chover bem. Suficiente”, anuncia Antônio.
Foi a mesma resposta que o feijão carregado de sementes trouxe para seu Erismar.
“Quando essa carga de feijão bravo está com ela aqui, nessa posição, provavelmente período de fevereiro chove”, afirma Erismar.
No encontro, que se repete todos os anos no sertão do Ceará, por volta de 30 profetas da chuva compartilham previsões.

“Aqui uma casinha aqui de maria-de-barro. Ela quando faz a boquinha dela para o lado do poente, é sinal que vai chover”.

No encontro, que tem até cantoria, a maioria dos profetas constatou que, desta vez, os sinais da natureza foram uma mensagem de esperança.
“Seca tirana, que assola o meu sertão, seca tirana, faz isso mais não”.
JN

sábado, 14 de janeiro de 2017

Escolas municipais de Capistrano-CE, uma precariedade total

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A ilustração acima, é notadamente da Escola de Ensino Infantil Jorge Furtado Leite nº 2, Situada em Mazagão II, Município de Capistrano-CE. Eis o retrato do mais absurdo desrespeito para com o povo desta terra. Um atentado contra a cidadania, contra a educação e compromete o futuro de nossas crianças. A gestão da Prefeita Inês Oliveira está fazendo os devidos reparos.



O Prefeito que tem a dura missão de tirar a sua terra do caos administrativo

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Foto - TV Maciço

Recém-empossado, Assis Arruda, Prefeito de Baturité-CE, tem uma missão profundamente árdua pela frente, colocar o maior Município da Região Maciço bem distante do caos administrativo que vive atualmente. Certamente, o Prefeito além de normalizar os serviços públicos municipais deverá orquestrar medidas administrativas que possam restabelecer a plena funcionalidade da máquina pública em sintonia com as instituições estaduais e federais.